<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564</id><updated>2012-01-31T12:54:36.988Z</updated><category term='Vaticano II'/><category term='Mitologia Nórdica'/><category term='Tradições Primordiais'/><category term='Viagens'/><category term='Sophia Perennis'/><category term='Hesicasmo'/><category term='Educação'/><category term='Livros'/><category term='Poesia'/><category term='Espiritualidade Índia'/><category term='Tradição'/><category term='Divulgação'/><category term='Sufismo'/><category term='Deus'/><category term='Palavras Trovão'/><category term='Arte Sagrada'/><category term='Cristianismo'/><category term='Islamismo'/><category term='Natureza'/><category term='Hinduísmo'/><category term='Simbologia'/><category term='Notícias'/><category term='Scientia'/><category term='Espiritualidade'/><category term='Religião'/><category term='Islão'/><category term='Citações espirituais'/><category term='&quot;Nova Era&quot;'/><category term='Revista Sabedoria Perene'/><category term='Arte'/><category term='Eventos'/><category term='Ortodoxia'/><category term='Citações'/><category term='Terminologia'/><category term='Sabedoria Helénica'/><category term='Filosofia'/><category term='Budismo'/><category term='Espiritualidade Jesuíta'/><title type='text'>Sabedoria Perene</title><subtitle type='html'>Espaço dedicado ao estudo das doutrinas Tradicionais e da Sophia Perennis</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>190</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6971447218845992328</id><published>2012-01-29T19:58:00.003Z</published><updated>2012-01-29T19:58:31.463Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Anúncio do 4º ciclo de estudos: Educação</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como anunciado numa publicação recente, foi iniciada a preparação do quarto número da Revista Sabedoria Perene que será dedicado à Educação. Este olhar para a educação será à luz da Tradição, de todas as tradições religiosas e sapienciais da humanidade, e será, por certo, profundamente crítico da educação actual, a qual se encontra aparentemente, como muitos outros aspectos da nossa sociedade, num estado profundamente doentio, arriscamos mesmo dizer, terminal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nosso desígnio que esta constatação resulte evidente do trabalho monográfico que será apresentado e que, não só as razões para tal infortúnio sejam apontadas, como também iluminadas as direcções para uma inversão deste caminho, em última análise, auto-destrutivo – pois o futuro da nossa existência como comunidade depende da educação dada aos nossos jovens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os trechos que se apresentam de seguida e que abrirão este ciclo de estudos ilustram bem o antagonismo entre as visões tradicionais e a visão moderna da educação. Mostram eloquentemente a incomensurável distância entre um mundo centrado no individualismo e outro que, vendo&lt;i&gt; "Deus em toda a parte&lt;/i&gt;”, vê no outro a si próprio.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CAPdn1FELbc/TyWgQaDsOQI/AAAAAAAABLs/9XBoib492QQ/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-CAPdn1FELbc/TyWgQaDsOQI/AAAAAAAABLs/9XBoib492QQ/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(…) E isto resulta, finalmente, que quando se passa de um ano para outro – ou mesmo espacialmente de uma sala de aula para outra – as conclusões podem ser diametralmente opostas. Mais isso não importa nem perturba ninguém, desde que seja garantida a liberdade de expressão. Trata-se de um total e absoluto desprezo da Verdade, o qual encontramos inevitavelmente – e em diversos graus – em todos os níveis da sociedade. Na maior parte das situações em que dois indivíduos emitem uma opinião contrária, é considerado adequado exigir que cada um deles “faça um esforço” para conseguir chegar a um “acordo” que se considerará “pelo menos uma verdade objectiva” (cada um sacrificando, de certa maneira, um pouco da sua subjectividade, sem falar da sua pretensão e do seu orgulho); e tudo isto sem dar qualquer importância à dignidade e ao valor intrínseco das personagens, nem tão pouco à profundidade da opinião emitida. (…) [mas] A verdade não é uma questão de “acordos” feitos de fraquezas e de subtis hipocrisias (…)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao agir deste modo numa sala de aulas, recusa-se tomar consciência que se está a encerrar o aluno nos estreitos limites do seu ego, o qual é incitado a uma espécie de autocracia. Pouco a pouco, torna-se insensível a qualquer coisa diferente da sua própria opinião, expressão da sua personalidade e da sua liberdade. Para mais, não se está longe de pensar que quanto mais a sua opinião é diferente dos seus colegas, mais ele dá prova da sua personalidade. E é esta, sem qualquer dúvida, a mais temível das prisões na qual se encerra um jovem: a sua própria. Uma célula limitada por todas as partes, tal como o é todo o indivíduo, e da qual se impede de sair sob pena de perder aquilo que chamamos de liberdade mas que é, na realidade, a pior das escravaturas. (…)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Extraído de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;“ &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.amazon.fr/L%C3%A9cole-lenseignement-lumi%C3%A8re-tradition-universelle/dp/2953220046/ref=sr_1_2?ie=UTF8&amp;amp;qid=1327866877&amp;amp;sr=8-2" target="_blank"&gt;L’école à la dérive - L’Enseignement Actuel à la Lumière de la Tradition Universelle&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;de Ghislain Chetan&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CAPdn1FELbc/TyWgQaDsOQI/AAAAAAAABLs/9XBoib492QQ/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-CAPdn1FELbc/TyWgQaDsOQI/AAAAAAAABLs/9XBoib492QQ/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das grandes lições que tínhamos que aprender era que devíamos ter uma grande força de vontade para ser desprendidos. Às crianças ensinava-se a dar aos outros e a fazê-lo com generosidade. Aquele que dava um presente sem valor não se podia considerar uma pessoa generosa. Tínhamos que oferecer as nossas posses até nos tornarmos pobres em bens materiais e até que não nos restasse nada mais do que o deleite e a alegria da nossa força desnudada. Era uma obrigação inevitável doar aos necessitados e aos desamparados, e quando as mães davam presentes aos débeis e aos anciãos davam uma parte desses presentes às crianças, para que eles mesmos pudessem oferecê-los por suas próprias mãos. As crianças &lt;i&gt;lakota&amp;nbsp;&lt;/i&gt;costumavam trazer para os seus &lt;i&gt;tipis &lt;/i&gt;pessoas débeis e anciãs que passavam em frente à sua tenda. Se uma criança fazia isto a sua mãe devia preparar imediatamente uma refeição, pois ignorar a cortesia da criança seria algo imperdoável.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez que é muito fácil inspirar a compaixão de uma criança, os &lt;i&gt;lakota&amp;nbsp;&lt;/i&gt;aprendiam a oferecer presentes a todo o momento e em qualquer lugar, com o objectivo único de se converterem em pessoas fortes e valentes. O melhor guerreiro era aquele que se desprendia das suas posses mais queridas ao mesmo tempo que cantava de alegria e de bênção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Luther Standing Bear&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;(Sioux Oglala)&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o mais difícil da paternidade não fosse vigiar a conduta das crianças, mas sim vigiar a conduta adequada dos pais, uma vez que o método que usavam para ensinar os seus filhos era fazê-los observar detidamente a conduta dos adultos. As crianças &lt;i&gt;lakota&lt;/i&gt;, que possuíam um grande vigor natural e que tinham as faculdades muito desenvolvidas graças ao contacto com a natureza, percebiam tudo através dos seus olhos e dos seus ouvidos. Assim, os pais &lt;i&gt;lakota&lt;/i&gt;, tal como os restantes adultos, estavam submetidos a um exame contínuo da sua conduta e das suas conversas. Por esta razão, tinham que actuar da forma mais digna e exemplar possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Luther Standing Bear&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Sioux Oglala)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6971447218845992328?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6971447218845992328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/anuncio-do-4-ciclo-de-estudos-educacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6971447218845992328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6971447218845992328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/anuncio-do-4-ciclo-de-estudos-educacao.html' title='Anúncio do 4º ciclo de estudos: Educação'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CAPdn1FELbc/TyWgQaDsOQI/AAAAAAAABLs/9XBoib492QQ/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8929568365641654699</id><published>2012-01-22T18:09:00.000Z</published><updated>2012-01-22T18:10:50.901Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Ofícios e a Tradição</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Hoje deixo aqui mais uma muito generosa contribuição de um nosso amigo do outro lado do Atlântico, Alberto Vasconcellos Queiroz, que traduziu directamente do alemão o seguinte extracto do maravilhoso livro de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/12/titus-burckhardt.html" target="_blank"&gt;Titus Burckhardt&lt;/a&gt;, “&lt;a href="http://www.bookdepository.co.uk/Fez-Titus-Burckhardt/9780946621170" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Fez, Cidade do Islão&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sUoioojDO7U/TxxMPE4npxI/AAAAAAAABLk/2ku6Xd1jWV4/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-sUoioojDO7U/TxxMPE4npxI/AAAAAAAABLk/2ku6Xd1jWV4/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;Meu trabalho pode lhe parecer grosseiro, mas ele contém um significado sutil...&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Eu conheci um penteeiro na rua de sua corporação, a &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;mashshâtîn&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. Ele se chamava ‘Abd Al-Azîz (Servo do Todo-Poderoso), vestia sempre uma jelabá negra – a ampla túnica munida de mangas e de capuz – e um turbante branco com o &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;lithâm&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, o véu de rosto, que emoldurava suas feições um tanto duras. O chifre para seus pentes ele o obtinha de cabeças de boi que comprava dos açougueiros. A testa com os chifres ele punha para secar numa área arrendada, depois retirava os chifres, abria-os longitudinalmente e os aplainava sobre o fogo, algo que devia ser feito com o maior cuidado, para que não rachassem. Desse material ele entalhava pentes e torneava caixas para antimônio, usado como cosmético para os olhos; isso ele fazia num torno muito simples, no qual ele conduzia com a mão esquerda um arco que, enrolado numa haste, a fazia girar, enquanto na mão direita ele segurava a faca e com um pé empurrava um contrapeso. Durante esse trabalho, ele costumava cantar suratas alcorânicas numa voz baixa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Fiquei sabendo que, em consequência de uma doença ocular que frequentemente se manifesta na África, ele já era meio cego e fazia seu trabalho mais pelo hábito que pela visão propriamente dita. Um dia ele se queixou para mim que a importação de pentes de plástico diminuía o seu ganho: “Não é somente triste que hoje, por causa do preço, os pentes ruins industrializados sejam preferidos aos pentes de chifre, muito mais duráveis”, disse; “é também absurdo que homens fiquem postados diante de uma máquina e tenham de repetir sempre o mesmo movimento sem ter o que refletir sobre ele, enquanto um antigo ofício como o meu cai no esquecimento. Meu trabalho pode lhe parecer grosseiro, mas ele contém um significado sutil, que não se deixa explicar pelas palavras. A mim mesmo ele só se revelou após muitos anos, e, mesmo que eu quisesse, não o poderia transmitir sem mais a meu próprio filho, se ele mesmo não pudesse alcançá-lo – e acredito que ele preferirá aprender algum outro ofício. Este ofício remonta de aprendiz a mestre até nosso Senhor Set, filho de Adão. Foi ele que o ensinou aos homens pela primeira vez, e o que um Profeta traz – pois Set era um Profeta – deve comportar em si um benefício particular, exterior tanto quanto interior. Isso eu fui entendendo gradualmente, que não há nada de fortuito neste ofício, que cada movimento das mãos e cada processo traz em si uma sabedoria. Mas nem todos o podem compreender. Contudo, mesmo que isso não seja compreendido, ainda é algo tolo e reprovável privar os homens do legado de um Profeta e fazer com que eles se postem diante de uma máquina para realizar dia-a-dia um trabalho que não tem sentido.”&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Portanto, a ameaça que hoje paira sobre os ofícios marroquinos não é somente um desafio exterior, mas também uma ameaça no plano da própria alma. Mesmo que nem todo artesão árabe medite com tanta consciência sobre seu ofício como aquele penteeiro, a maior parte dos ofícios ainda tem um conteúdo espiritual que, com as inovações da indústria moderna, ficará esquecido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mesmo o aguadeiro, que não faz mais que encher nas fontes públicas da cidade sua pele de cabra para trazer aos bazares uma bebida fresca para os que têm sede, independentemente de se recebe deles alguma recompensa ou não, mesmo ele ainda mostra em toda a sua postura a dignidade humana, tal como nas terras européias ainda tem o camponês que lança com devoção a semente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Até mesmo o mendigo que se acocora diante das mesquitas e nas pontes e com sua veste cem vezes remendada exerce seu ofício, não pede com vergonha, mas diz ao passante: “Dê o que é de Deus!” ou canta com voz monótona um refrão religioso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pois quase todos os que ainda não foram sugados pelos remoinhos do mundo moderno vivem aqui sua vida ainda como um papel provisório, que não empenha de forma definitiva sua alma, mas pertence à Divina Comédia desta existência terrena.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Titus Burckhardt, &lt;i&gt;Fes, Stadt des Islam&lt;/i&gt;, Olten and&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Freiburg-im-Breisgau: Urs Graf Verlag, 1960, pp. 64, 69,70.)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8929568365641654699?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8929568365641654699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/oficios-e-tradicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8929568365641654699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8929568365641654699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/oficios-e-tradicao.html' title='Ofícios e a Tradição'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sUoioojDO7U/TxxMPE4npxI/AAAAAAAABLk/2ku6Xd1jWV4/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4709236473597779831</id><published>2012-01-15T17:29:00.000Z</published><updated>2012-01-20T00:01:49.847Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><title type='text'>O teu centro está em toda a parte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Após um período de menor actividade do Sabedoria Perene, é nosso desejo que ele regresse com um novo ímpeto e que possa continuar a ser uma refrescante fonte para aqueles que buscam uma luz num mundo cada vez mais envolto em espessas e escuras nuvens. Fazemos coincidir este regresso com outro, o do retorno ao trabalho na Revista Sabedoria Perene. O próximo número já tem o tema escolhido: a Educação; tema que por certo será do interesse dos nossos leitores. Regressaremos a este assunto numa outra ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;De momento, para celebrar o início do que se pretende ser um novo ciclo de trabalho, deixo-vos um maravilhoso excerto de um livro de &lt;b&gt;Mark Perry&lt;/b&gt; – &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.bookdepository.co.uk/On-Awakening-Remembering-Mark-Perry/9781887752404" style="font-family: inherit; line-height: 115%;" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;On Awakening and Remembering&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;, ao qual regressaremos noutras ocasiões, onde este conceito de ‘ciclicidade’ é magistralmente tratado. Mas é sobretudo pela abordagem do &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;Centro&lt;/b&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; que partilhamos as seguintes palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3D4uVccYG_c/TxMIqIo21AI/AAAAAAAABGw/DnLQknWhg0Q/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-3D4uVccYG_c/TxMIqIo21AI/AAAAAAAABGw/DnLQknWhg0Q/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: inherit;"&gt;TUDO NA CRIAÇÃO GIRA EM TORNO DE UM CENTRO&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;, isto pelo simples facto de que todas as coisas têm uma origem à qual não podem escapar. E esta origem é também o seu fim pois, à imagem das árvores, todas as criaturas têm raízes, mesmo que invisíveis; assim, uma criatura só se pode desviar em relação à sua base. Por muito que as aparências nos indiquem o contrário, uma trajectória em linha recta apenas é conspícua quando a sua origem e fim são velados, esquecidos ou rejeitados. A fuga em frente dos seres e dos eventos parece sugerir uma trajectória linear lançada ao longo de um eixo em constante retrocesso. Estas sucessões de existências, aparentemente livres de convergir ou divergir de outras existências paralelas, surgem como que arremessadas ao longo de linhas cujo fim é completamente estranho à sua origem, o que causa a impressão de ser a linha e não o círculo o princípio operativo da manifestação. Esta ilusão de perspectiva é ainda mais reforçada pela nossa cultura moderna que obriga as pessoas a se adaptarem a uma constante mudança. Vivemos tempos de estonteante obsolescência, tempos em que a excitação pela novidade mascara a destruição da tradição, o frenesi da mudança trivializa a realização, a fatuidade do progresso deprecia o valor do património. O que a história e a cultura poderão ganhar com um apelo nostálgico face a este desprezo, nunca o poderão recuperar realmente em prestígio intelectual. O que caracterizava a primeira era da humanidade, a &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;Krita Yuga&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; das escrituras sagradas hindus, era a noção de Centro e o mito do Eterno Retorno, altura em que governava a ideia de repetição – e não de mudança – em torno de um princípio perene. Tal deve-se, em parte, ao facto dessa primeira era estar tão próxima da origem que praticamente se identificava integralmente com ela. No entanto, através de um movimento de expansão, semelhante a uma espiral sempre crescente, a humanidade cresce/cai da sua origem divina e, sem ser capaz de escapar a esse movimento em torno do centro, continua a afastar-se cada vez mais e, ao mesmo tempo, a ganhar velocidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Se podemos caracterizar o homem antigo como estático, em conformidade com uma visão da existência centrada no espaço e não no tempo, podemos então caracterizar o homem moderno, o homem do &lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: inherit;"&gt;Kali Yuga&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;, como dinâmico, em conformidade com uma visão da existência centrada no tempo e na mudança e, consequentemente, na destruição. A preservação da tradição era o valor essencial do homem antigo que, através dos ritos sazonais celebrados, mantinha sempre presente a ideia de renovar e garantir a ligação com o centro original. Mas para uma civilização viciada no progresso, que avança com base no pressuposto da prévia ignorância humana, quando não no da inferioridade, romper com o molde “embrutecedor” da tradição torna-se imperativo. O que é esquecido é que – voltando à imagem da espiral – a tendência é para girar cada vez mais distante, até que tudo gire fora de controlo; isto é cada vez mais evidente na medida em que vivemos num mundo onde a velocidade tem acelerado em proporção directa com a supressão e transformação do passado. Este facto, apesar da excitante atracção que provoca, é inerentemente aberrante e destabilizador; o homem não pode viver num ritmo cada vez mais frenético sem se alienar de si próprio. Por outro lado, não deixa de ser uma componente necessária de um ciclo, que não pode terminar de outra forma que não em desintegração. Esta constatação não se trata de pessimismo, mas sim de realismo cosmológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Se o ponto de vista do homem fosse suficientemente elevado, ele libertar-se-ia da ilusão de linearidade, recordaria as origens e preveria as conclusões; ele compreenderia as consequências. De todo o modo, os exemplos do princípio circular abundam, seja na doutrina hindu dos ciclos milenares (&lt;i&gt;manvantaras&lt;/i&gt;), a qual os quais já mencionámos, ou nos &lt;i&gt;periodos&lt;/i&gt; dos Estóicos, seja no carrossel das estações ou nas ondas concêntricas num lago provocadas por uma gota de água, nas órbitas das grandes galáxias ou nos círculos dos falcões, nos ciclos dos dias e dos anos, nada se exclui a esta lei cuja benevolente imanência – a força que move o sol e as restantes luminárias, segundo Dante – salva a cada instante a manifestação de se desintegrar no nada que está continuamente a sugá-la. O círculo é o &lt;i&gt;dharma&lt;/i&gt; perfeito, e o &lt;i&gt;dharma&lt;/i&gt; perfeito é a verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O princípio dinâmico do círculo, celebrado pelas rondas das danças de todas as culturas “primitivas”, possui o seu equivalente estático no princípio da esfera, cuja redondeza é para a forma o que a circularidade é para o movimento. O nosso globo terrestre é uma esfera que pertence, por sua vez, a uma galáxia que espirala em torno – e em afastamento – de um centro invisível do qual é a projecção esférica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;De uma relevância ainda mais imediata, é o facto de o homem estar colocado sob a abóbada celeste e poder contemplar, a partir de todo e qualquer ponto, o mesmo nascer e pôr-do-sol, os infindáveis ciclos da lua, e a ronda processional das constelações estelares. Ele testemunha o eterno retorno das estações ao mesmo tempo que sente, na sua própria carne, a herança destes ciclos com a passagem da juventude à maturidade, passagem essa que marca as etapas processionais da sua estadia mortal, na qual os extremos se tocam, pois a idade avançada pode ser, em termos espirituais, uma segunda juventude. Não será então verdade que tudo o que o homem vê e tudo o que ele experiencia segue, fundamentalmente, ritmos perenes e imutáveis? E falar de ritmo é falar de repetição. E o que é a repetição senão retorno e circularidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Esta evidência é plena de significado, pudesse o homem simplesmente parar e ponderar as suas implicações. Observar que a Realidade pode ser compreendida geometricamente como um círculo, ou uma esfera, prova, para mais, a bondade da substância universal pois, como reconheceu Platão, a redondeza é a forma concreta do bem, do agradável e do amável. O desespero não usurpa a serenidade daquele que compreende isto no seu coração.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a magnificente migração anual de diversas criaturas testemunha o pulsar de um grandioso ser que permeia o majestoso silêncio da natureza. O colibri, a borboleta monarca, o salmão, que regressam aos seus locais de acasalamento ou desova, não precisam de “sistemas de radar”, pois são os emissários de centros/corações: viajam com o fluxo e o refluxo, a projecção e o retorno desses centros dos quais as suas viagens traçam as configurações das artérias que se dispõem através de raios invisíveis mas intrinsecamente vivos. Para o contemplativo, o respirar e o pulsar do Céu está onde murmure uma brisa em ramos frondosos, salpique a água em riachos serpenteantes ou onde um grilo cante. E o centro divino está sempre onde se eleva uma montanha, no desabrochar de uma flor e no sorriso de uma donzela. &lt;b style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;E ele está sobretudo onde se encontra um homem em oração&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: inherit; line-height: 115%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4709236473597779831?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4709236473597779831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/o-teu-centro-esta-em-toda-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4709236473597779831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4709236473597779831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/o-teu-centro-esta-em-toda-parte.html' title='O teu centro está em toda a parte'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3D4uVccYG_c/TxMIqIo21AI/AAAAAAAABGw/DnLQknWhg0Q/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-545689785504700802</id><published>2012-01-06T22:30:00.004Z</published><updated>2012-01-18T08:25:07.754Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Duvida-se de tudo, salvo da dúvida</title><content type='html'>"Seria preciso poder restituir à palavra 'filosofia' a sua significação original: a filosofia -- o 'amor da sabedoria' -- é a ciência de todos os princípios fundamentais; esta ciência opera com a intuição, que 'percebe', e não somente com a razão, que 'conclui'.&lt;br /&gt;Subjetivamente falando, a essência da filosofia é a certeza; para os modernos, ao contrário, a essência da filosofia é a dúvida: o filósofo deve raciocinar sem nenhuma premissa (&lt;em&gt;voraussetzungsloses Denken&lt;/em&gt;), como se essa condição não fosse ela mesma uma ideia preconcebida; é a contradição clássica de todo relativismo. Duvida-se de tudo, salvo da dúvida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Frithjof Schuon: A Transfiguração do Homem. Sapientia, 2009, p. 11.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-545689785504700802?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/545689785504700802/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/duvida-se-de-tudo-salvo-da-duvida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/545689785504700802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/545689785504700802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2012/01/duvida-se-de-tudo-salvo-da-duvida.html' title='Duvida-se de tudo, salvo da dúvida'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-3225805853098747450</id><published>2011-08-30T09:50:00.002+01:00</published><updated>2011-08-30T09:55:14.920+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade Índia'/><title type='text'>Sabedoria Ameríndia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-VpUm7P_yFkU/TlykpsQbnQI/AAAAAAAAAIo/7QG5zGpkvws/s1600/Picture1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-VpUm7P_yFkU/TlykpsQbnQI/AAAAAAAAAIo/7QG5zGpkvws/s320/Picture1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646569068977429762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nós vimos o Grande Espírito (&lt;em&gt;Wakan Tanka&lt;/em&gt;) em quase tudo: no sol, na lua, nas árvores, no vento e nas montanhas. Às vezes aproximamo-nos d’Ele através destas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Búfalo Andante (&lt;em&gt;Walking Buffalo&lt;/em&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-3225805853098747450?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/3225805853098747450/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/sabedoria-amerindia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3225805853098747450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3225805853098747450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/sabedoria-amerindia.html' title='Sabedoria Ameríndia'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VpUm7P_yFkU/TlykpsQbnQI/AAAAAAAAAIo/7QG5zGpkvws/s72-c/Picture1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8364380594980354593</id><published>2011-08-10T14:12:00.007+01:00</published><updated>2011-08-10T14:24:54.597+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Editorial SP3: Natureza e Crise Ambiental</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Olhar a infinidade no finito é ver que dada flor à nossa frente é eterna, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;porque uma eterna primavera se afirma através do seu frágil sorriso.&lt;br /&gt;Frithjof Schuon&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuamos, nesta &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/revista-sabedoria-perene-numero-3.html"&gt;terceira publicação &lt;/a&gt;dedicada ao estudo da tradição e da sophia perennis, a divulgar a corrente de pensamento tradicionalista ou perenialista. O tema em foco no &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/03/revista-sabedoria-perene-numero-2.html"&gt;número anterior&lt;/a&gt; da Revista Sabedoria Perene foi a arte. Neste terceiro número, a temática é outra – a natureza e a crise ambiental –, mas a mensagem subjacente aos textos apresentados é a mesma, a da sabedoria perene, aquela sabedoria incriada e imutável que dissolve disparidades aparentes e que perfura a superfície de quaisquer objectos de estudo, para deixar transparecer o que neles há de mais profundo e de essencialmente idêntico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, à luz desta sabedoria perene, que o leitor que nos acompanhou no número anterior poderá reconhecer diversas correspondências entre a arte sagrada e a natureza virgem. De facto, não deixa de ser significativo que sejam os povos que ainda imprimem uma dimensão sagrada nas suas realizações artísticas os que melhor protegem e acarinham o meio natural em que se inserem; é igualmente significativo que, pelo contrário, sejam os povos fundadores da moderna indústria de produções artísticas mundanas, invariavelmente concentrados em grandes centros urbanos, os que mais delapidam a natureza e os que com ela se relacionam como se de uma mera fonte de recursos a explorar se tratasse. Segundo o padrão de pensamento tradicional que caracteriza a mentalidade dos povos do primeiro tipo, quase totalmente extintos, tanto a arte sagrada como a natureza virgem são dádivas “sobrenaturalmente” naturais, pelo que a atitude sã e normal do homem para com essas dádivas deverá ser a da sua preservação. Ao contrário, o padrão de pensamento moderno que caracteriza a mentalidade dos povos do segundo tipo, esmagadoramente predominantes nos dias de hoje, parece conduzir-nos precisamente à violação destas dádivas, ora pela promoção de correntes artísticas “desnaturadas”, como é o caso do surrealismo e de toda a forma de arte abstracta, ora pela adopção de atitudes de vida que nos conduziram a uma crise ambiental sem precedentes, a qual se tornou já demasiado evidente para poder ser ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Harry Oldmeadow, seleccionado para &lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt; deste terceiro número da Revista Sabedoria Perene, oferece uma primeira indicação sobre aquela que é, segundo a perspectiva tradicionalista ou perenialista, a principal causa da actual crise ambiental (e que é, não o podemos deixar de salientar, a mesma que explica a crise que assola o mundo da arte). Neste texto, o autor destaca que esta causa é raramente percebida e que a sua compreensão em profundidade implica o relembrar de princípios metafísicos e cosmológicos intemporais, os quais podem ser ignorados mas não refutados. Estes princípios, tidos em consideração em todos os contextos civilizacionais, épocas e lugares, estão espelhados nos escritos de inúmeros autores tradicionalistas ou perenialistas da actualidade, oriundos das mais variadas proveniências culturais e denominações espirituais ou religiosas. Estes autores, que incluem figuras contemporâneas tais como René Guénon, Frithjof Schuon, Ananda Coomaraswamy e Titus Burckhardt, reflectem, de forma renovada, a mesma perspectiva que um Platão semeou no seio do mundo greco-romano, que um Rumi ou um Ibn Arabi traduziram para o mundo islâmico, que um Mestre Eckhart emprestou à cristandade ou que um Shânkara ofereceu à tradição hindu, para mencionar apenas alguns dos inspirados precursores tradicionalistas ou perenialistas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São precisamente estes princípios intemporais que permeiam o conteúdo do primeiro bloco de textos deste terceiro número da revista, agrupados sob o título &lt;strong&gt;Metafísica e simbolismo: Sacralização da Natureza&lt;/strong&gt;. Este primeiro bloco contém dois ensaios de Frithjof Schuon que guiam o leitor para uma compreensão mais profunda da dimensão sagrada da Natureza. Os outros dois textos que compõe este bloco, um de Titus Burckhard e outro de Alberto Vasconcellos Queiroz, salientam a necessidade de todos os que se preocupam com a actual crise ambiental ponderarem seriamente sobre esta dimensão sagrada da Natureza, sem a qual a sua preservação, bem como a da vida de um modo geral, se torna insustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender a causa mais profunda da crise ambiental é necessário, repetimos, relembrar princípios metafísicos e cosmológicos e ponderar sobre a dimensão sagrada da natureza. As consequências que derivam do esquecimento destes princípios e da rejeição desta dimensão da natureza estão bem patentes no segundo bloco de textos da revista, reunidos sob o título &lt;strong&gt;Crise ambiental: Profanação da Natureza&lt;/strong&gt;. Os autores destes textos, Seyyed Hossein Nasr, Lord Northborne, Gai Eaton, Oren Lyons, Mateus Soares de Azevedo e William Stoddart, são unânimes em reconhecer neste esquecimento e nesta rejeição uma profunda enfermidade intelectual ou espiritual, enfermidade esta que René Guénon diagnosticou com precisão há praticamente um século. Em resumo, segundo a perspectiva tradicionalista ou perenialista, a crise ambiental é apenas um sintoma de uma ainda mais profunda crise intelectual ou espiritual. Segundo esta mesma perspectiva, a esperança para a resolução da crise ambiental (e para as demais crises) reside na intelectualidade pura, aliada a um conhecimento sólido de princípios intemporais e a uma noção clara das implicações práticas que a perda deste tipo de conhecimento acarreta – uma perda que nenhum avanço na ciência moderna nem nenhuma solução de engenharia poderá compensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mormente, para além destes textos que nos alertam para a necessidade de reconhecer que não se perturba impunemente o equilíbrio da natureza, algo que os povos de outrora sabiam bem melhor do que nós, e que a superioridade do conhecimento científico moderno é totalmente insuficiente para nos proteger de todos os efeitos provindos de uma natureza desequilibrada, o Epílogo que encerra este terceiro número da revista e que foi a fonte de inspiração para a sua capa, um texto penetrante de Frithjof Schuon, recorda-nos que o homem é portador de uma missão espiritual e que a deve cumprir, que o homem é &lt;em&gt;pontifex&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;khalîfah&lt;/em&gt;, um mediador imediato entre o mundo sobrenatural e o mundo natural, entre o Céu e a Terra, entre Deus e a Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se poderá certamente exigir que uma mente desconhecedora do conceito da intelectualidade pura e destreinada na compreensão e aceitação de princípios irrefutáveis, como é o caso de uma mente formatada ao padrão de pensamento moderno, aceite sem resistência que existe uma relação directa entre o incumprimento da missão espiritual do homem e a crise ambiental dos nossos dias. É por essa razão que os autores perenialistas ou tradicionalistas lidam mais directamente com a enfermidade intelectual ou espiritual que contagiou o mundo moderno, e não apenas com os sintomas da mesma – um desses sintomas, entre outros, a crise ambiental. É também por essa razão que os autores perenialistas ou tradicionalistas não advogam um sentimentalismo ecológico estéril, nem defendem que se abdique de todos os benefícios que a ciência moderna oferece ou que se retorne a modos de vida “primitivos”, mas sim que se restaure uma intelectualidade viva, iluminada pela metafísica e pelo simbolismo, uma intelectualidade que imprima no homem a vontade de conhecer, adorar e agradar ao “Pai Céu”, de compreender, acarinhar e cuidar da “Mãe Terra”, e de manter acesa a ligação equilibrada entre estas duas dimensões da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, entregamos ao leitor as páginas de mais este número da Revista Sabedoria Perene e, desde já, estas duas breves passagens que relevam a importância da função espiritual do homem para a resolução da crise ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O homem não pode exercer a sua função mediadora se permitir que o seu olhar se afaste do Deus que o nomeou para a exercer e que está sempre presente para guiá-lo se este procurar orientação. Se usar a dádiva divina que é o seu domínio da Natureza sem ser à luz de Deus, mas antes para seu engrandecimento, cedo se descobre isolado e insignificante, lutando em vão contra as forças da Natureza. No final, até os seus próprios poderes se terão virado contra si. A Natureza manifesta na mudança as imutáveis disposições do Todo-Poderoso Deus. A Natureza não tem escolha. Nós temos escolha, e temo-la exercido de uma forma e até a um ponto do qual parece não existir fuga aos envolvimentos que recaíram sobre nós.&lt;br /&gt;Lord Northborne (p. 79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de harmonia entre o homem e o seu meio ambiente natural é apenas um aspecto da perda de harmonia entre o homem e o seu Criador. Aqueles que viram as costas ao Criador e O esquecem não mais podem sentir-se em casa na criação. Eles assumem o papel de bactérias que acabam sempre por destruir o corpo que invadiram. Desta forma, o “Vice regente de Deus na terra” deixa de ser o curador da natureza e, ao perder a sua função, passa a ser um estranho que não reconhece os marcos na terra nem se ajusta aos costumes deste lugar; alienado, apenas o consegue ver como matéria-prima a explorar. Ele pode encontrar riquezas e conforto na exploração, mas não a felicidade.&lt;br /&gt;Gai Eaton (p. 86)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nuno M. Almeida&lt;br /&gt;Vale da Lama, 2 de Agosto de 2011&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8364380594980354593?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8364380594980354593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/sp3-natureza-e-crise-ambiental.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8364380594980354593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8364380594980354593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/sp3-natureza-e-crise-ambiental.html' title='Editorial SP3: Natureza e Crise Ambiental'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4715093380344758056</id><published>2011-08-09T23:55:00.001+01:00</published><updated>2011-08-09T23:57:30.106+01:00</updated><title type='text'>Revista Sabedoria Perene - Número 3</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_d1rk0p="200" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.box.net/shared/ota0u8zsf8mrk87ikdmx" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="400px" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-VAfU0j1IwCk/TkG2BNb7IFI/AAAAAAAABGk/Q2tiz669WP0/s400/Capa_Sabedoria+Perene+3+copy.jpg" width="282px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_d1rk0p="200" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #f7f0e9; color: #204063; font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; letter-spacing: normal; line-height: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;(clique sobre a imagem para descarregar "pdf")&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_d1rk0p="200" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_d1rk0p="200" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_d1rk0p="200" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Editorial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="272" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong closure_uid_d1rk0p="310"&gt;“Direcções para o suprasensível” –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Harry Oldmeadow&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="309" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Metafísica e simbolismo: Sacralização da Natureza&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="271" style="text-align: center;"&gt;&lt;span closure_uid_d1rk0p="460" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Ver Deus em toda a parte –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="318" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Uma metafísica da natureza virgem –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="319" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;O simbolismo da água –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Titus Burckhardt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="462" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Notas sobre a ecologia espiritual de São Francisco de Assis e Swâmi Râmdâs – &lt;/strong&gt;&lt;em closure_uid_d1rk0p="461"&gt;Alberto Vasconcellos Queiroz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Crise ambiental: Profanação da Natureza&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="266" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;As dimensões espiritual e religiosa da crise ambiental –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Seyyed Hossein Nasr&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="324" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong closure_uid_d1rk0p="329"&gt;A agricultura e o destino humano –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Lord Northborne&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="325" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;O protesto da terra –&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Gai Eaton&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="326" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A nossa mãe terra –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Oren Lyons&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="327" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Primitivos e ultra-sofisticados –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mateus Soares de Azevedo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="328" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre a ecologia: os quatro poluentes –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;William Stoddart&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="330" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Epílogo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="259" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="260" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Pontifex e Khalîfah –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="257" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Citações espirituais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="256" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fontes dos textos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="255" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Breves notas sobre os autores&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="255" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="255" style="text-align: center;"&gt;______________________&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_d1rk0p="332" style="text-align: center;"&gt;Obter &lt;a closure_uid_d1rk0p="370" href="http://www.box.net/shared/ota0u8zsf8mrk87ikdmx" target="_blank"&gt;&lt;strong closure_uid_d1rk0p="551"&gt;Sabedoria Perene 3&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4715093380344758056?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4715093380344758056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4715093380344758056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/revista-sabedoria-perene-numero-3.html' title='Revista Sabedoria Perene - Número 3'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-VAfU0j1IwCk/TkG2BNb7IFI/AAAAAAAABGk/Q2tiz669WP0/s72-c/Capa_Sabedoria+Perene+3+copy.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8128505005957185967</id><published>2011-08-01T19:24:00.010+01:00</published><updated>2011-08-01T20:40:26.469+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Carta de René Guénon a Frithjof Schuon sobre o livro "A Unidade Transcendente das Religiões"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UAACl9ZJ8K8/Tjbx8oF9BCI/AAAAAAAAAIg/HmyI1Ic0Ea4/s1600/untitled.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 170px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5635958007557588002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-UAACl9ZJ8K8/Tjbx8oF9BCI/AAAAAAAAAIg/HmyI1Ic0Ea4/s320/untitled.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(...) Apesar de, como certamente estará informado, eu ter tido notícias suas recentemente, fiquei extremamente feliz por ter novas suas diretamente, e também por ouvir que eu posso receber a visita de um de nossos amigos; talvez v. mesmo possa nos fazer uma nova visita proximamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por enviar os sucessivos capítulos de seu livro [&lt;em&gt;A Unidade Transcendente das Religiões&lt;/em&gt;], que agora foi completado; considero-o do maior interesse, e teria sido uma grande pena se v. tivesse decidido não escrevê-lo. Não há modificações que eu gostaria de sugerir, nem há nada a acrescentar ou a remover; penso que o que concerne ao Cristianismo, em particular, nunca foi apresentado antes deste ponto de vista, e isto pode ajudar algumas pessoas a entenderem muitas coisas. É importante que este livro seja publicado o mais cedo possível; Luc Benoist me disse que isto pode acontecer para o fim do ano, mas como a nova edição de &lt;em&gt;La crise du monde moderne&lt;/em&gt; sairá aparentemente mais cedo que ele disse, espero que este fato possa antecipar a publicação dos próximos volumes da coleção, isto é, o seu livro primeiramente e então o de Coomaraswamy [&lt;em&gt;Hindouisme et Bouddhisme&lt;/em&gt;]. Acerca do novo título para seu livro [&lt;em&gt;De l’unité transcendante des religions&lt;/em&gt;], ele me parece preferível à versão anterior [&lt;em&gt;De l’unité ésotérique des formes traditionnelles&lt;/em&gt;], porque é mais curto e porque será talvez mais claro para os leitores ainda não acostumados à nossa terminologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Quanto ao que v. diz em sua resposta sobre S. João, haveria apenas isto a acrescentar: muitos muçulmanos também consideram S. João como um Profeta, pertencente à família de Al-Khidr, Sayyid-na Idris e Sayyid-na Ilyas; seja como for, compreende-se que ele seria apenas &lt;em&gt;Nabi&lt;/em&gt;, e não &lt;em&gt;Rasûl&lt;/em&gt;. A este respeito, não me recordo se já tive a ocasião de lhe contar que o que me deu a ideia de escrever os artigos sobre a “realização descendente”, publicados no começo de 1939, foi o fato de alguns xiitas reivindicarem que o &lt;em&gt;Wali &lt;/em&gt;fosse um &lt;em&gt;maqâm &lt;/em&gt;mais elevado (do ponto de vista de &lt;em&gt;al-qurb&lt;/em&gt;, ‘proximidade’) do que o &lt;em&gt;Nabi&lt;/em&gt;, e mesmo que o &lt;em&gt;Rasûl&lt;/em&gt;. O que eu escrevi recentemente sobre os &lt;em&gt;Malamatiya&lt;/em&gt;, como v. verá ( ou talvez já tenha visto, pois o número 4 de &lt;em&gt;Études Traditionnelles &lt;/em&gt;já deve ter sido publicado) também lida com a mesma questão; este artigo concorda com o que v. mesmo escreveu acerca da relação dos iniciados com o povo (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, recebi de Buenos Aires os dois estudos que v. menciona, sobre o Budismo e os “Nomes Divinos”; tive a mesma impressão sua, especialmente do segundo. É bem difícil de ler e contém muitas complicações desnecessárias, e mesmo muitas correspondências que parecem injustificadas; pergunto-me sobre que autoridades o autor poderia fundamentar suas asserções... Certamente que o livro de S. Abu Bakr [&lt;em&gt;The Book of Certainty&lt;/em&gt;] é bem diferente; v. não acha que, se fosse traduzido para o francês, seria válido incluí-lo na coleção &lt;em&gt;Tradition&lt;/em&gt;? Não creio que Luc Benoist poderia ter objeção à ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, conheci madame Breton (então mademoiselle Dano) em meus últimos tempos em Paris e, desde então, ela me escreve de tempos em tempos. Penso que v. fez bem em responder a ela, ela é certamente bastante agradável e parece ter um bom entendimento, e não há razão para não ter confiança nela; ademais, é um fato gratificante que não pertença àquela categoria de correspondentes – demasiado numerosa – que são criadores de casos e indiscretos. Devo também mencionar que ela e seu cunhado, Paul Barbotin, foram de considerável ajuda para mim em elucidar algumas maquinações de membros do R.I.S.S. e outros do gênero. Acrescentarei, para que saiba exatamente com quem está lidando, que ela é claramente católica e está em contato com Charbonneau-Lassay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu capítulo sobre as formas de arte será certamente bastante apropriado para o volume de Bharata Iyer [&lt;em&gt;Art and Thought&lt;/em&gt;, em homenagem ao 70º aniversário de Ananda Coomaraswamy]; Marco Pallis escreveu para dizer que preparará algo sobre a vestimenta tradicional. Quanto a mim, infelizmente não fiz nada até agora; já que parece que os artigos serão solicitados logo, pergunto-me se uma tradução de meu estudo sobre a teoria dos elementos, que apareceu no número especial de &lt;em&gt;Études Traditionnelles &lt;/em&gt;dedicado à tradição hindu, não seria apropriado. Dificilmente eu poderia escrever agora algo de alguma extensão, nem isto será possível até que eu conclua com todas as questões de publicações e republicações que estão em pauta presentemente, pois tudo isso me toma muito tempo e é ainda mais complicado pela lentidão e irregularidade do correio. É verdade que o período de silêncio destes últimos anos foi vantajoso para mim, no sentido de que de outra maneira teria sido provavelmente difícil completar quatro novos livros durante este tempo; mas, de outro ponto de vista, a ausência prolongada de notícias tornou-se algo bastante duro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu obrigado a v. e a todos os nossos amigos pelos bons votos; continuo com boa saúde, graças a Deus, e minha família se junta a mim para enviar-lhe nossas saudações e boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Min al-faqir ilâ Rabbi-hi&lt;br /&gt;‘Abd al-Wahid Yahya.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8128505005957185967?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8128505005957185967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/carta-de-rene-guenon-frithjof-schuon.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8128505005957185967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8128505005957185967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/08/carta-de-rene-guenon-frithjof-schuon.html' title='Carta de René Guénon a Frithjof Schuon sobre o livro &quot;A Unidade Transcendente das Religiões&quot;'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UAACl9ZJ8K8/Tjbx8oF9BCI/AAAAAAAAAIg/HmyI1Ic0Ea4/s72-c/untitled.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5821083300549660922</id><published>2011-07-31T20:38:00.001+01:00</published><updated>2011-08-01T20:34:10.506+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A Unidade Transcendente das Religiões</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" dir="ltr" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7cUkrTwpWkY/TjHEBy95wQI/AAAAAAAAAIY/Az3mkeseLlQ/s1600/UTR_capa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634500143957524738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-7cUkrTwpWkY/TjHEBy95wQI/AAAAAAAAAIY/Az3mkeseLlQ/s320/UTR_capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/06/esoterismo-exoterismo-no-cristianismo.html"&gt;anunciado anteirormente&lt;/a&gt;, a nova edição brasileira de &lt;em&gt;A Unidade Transcendente das Religiões&lt;/em&gt; está já disponível. O preço deste clássico de Frithjof Schuon é R$ 42,00 (18 euros) e pode ser encomendado através do endereço eletrónico do Instituto René Guénon em S. Paulo (&lt;a href="mailto:irget@terra.com.br"&gt;irget@terra.com.br&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos raros livros que oferecem um novo e genuíno panorama da realidade e do mundo em que vivemos. A Unidade Transcendente das Religiões é sem nenhum favor uma das obras mais importantes publicadas no Século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em língua portuguesa, foi publicado pela primeira vez em S. Paulo, em 1953, pela editora Martins; depois em Lisboa, nos anos 1980, por Edições Dom Quixote, de Lisboa. A presente edição é uma nova tradução, revista e ampliada, feita de acordo com a mais recente edição francesa de &lt;em&gt;Éditions du Seuil&lt;/em&gt;, de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T. S. Eliot, responsável pela primeira de mais de uma dezena de edições do livro em inglês, escreveu: “Não conheço obra mais impressionante no campo do estudo comparado das religiões do Oriente e do Ocidente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Huston Smith, o mais influente autor e professor de história das religiões nos EUA, autor do &lt;em&gt;best-seller &lt;/em&gt;As Religiões do Homem, disse de Frithjof Schuon: “Não conheço nenhum pensador que possa rivalizar com ele.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta que pode ser considerada a primeira obra do grande metafísico e pensador religioso Frithjof Schuon, expõe as ideias semente que o autor viria posteriormente, ao longo 47 anos e em 22 obras doutrinais, a analisar, ou melhor, a sintetizar, através de todos os pontos de vista concebíveis e muitas vezes no limite do exprimível; aquelas mesmas ideias semente que constituem a substância de toda a sabedoria e de toda a religião, a &lt;em&gt;sophia perennis&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;religio perennis&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5821083300549660922?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5821083300549660922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/07/unidade-transcendente-das-religioes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5821083300549660922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5821083300549660922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/07/unidade-transcendente-das-religioes.html' title='A Unidade Transcendente das Religiões'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7cUkrTwpWkY/TjHEBy95wQI/AAAAAAAAAIY/Az3mkeseLlQ/s72-c/UTR_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4647481910297203737</id><published>2011-07-31T17:37:00.001+01:00</published><updated>2011-07-31T17:44:06.397+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Anúncio - Revista Sabedoria Perene 3</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="143" style="text-align: justify;"&gt;Tal como prometido, estamos a ultimar a publicação do terceiro número da Revista Sabedoria Perene, dedicado à Natureza e à Crise Ambiental. Deste modo, podemos começar por revelar o conteúdo completo deste número.&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="154" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="155" style="text-align: justify;"&gt;Aqui o deixamos com a esperança que os nossos leitores venham a dar por merecida esta já longa espera. Fica também a promessa que este é um trabalho que pretendemos dar continuidade.&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="169"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" closure_uid_7e38kx="213" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sgGVX19KV3k/TjWC0bBK4EI/AAAAAAAABGg/kc2duRZEnqo/s1600/Capa_Sabedoria+Perene+3+copy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" src="http://2.bp.blogspot.com/-sgGVX19KV3k/TjWC0bBK4EI/AAAAAAAABGg/kc2duRZEnqo/s400/Capa_Sabedoria+Perene+3+copy.jpg" t$="true" width="281px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="169"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="216" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Editorial&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="309" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="221" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;“Direcções para o suprasensível” – &lt;em&gt;Harry Oldmeadow&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="351" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="225" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Metafísica e simbolismo: Sacralização da Natureza&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="350" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ver Deus em toda a parte – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="349" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma metafísica da natureza virgem – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="348" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O simbolismo da água – &lt;em&gt;Titus Burckhardt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="347" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Notas sobre a ecologia espiritual de São Francisco de Assis e Swâmi Râmdâs – &lt;em&gt;Alberto Vasconcellos Queiroz&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="232" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="233" style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Crise ambiental: Profanação da Natureza&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="341" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;As dimensões espiritual e religiosa da crise ambiental – &lt;em&gt;Seyyed Hossein Nasr&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="342" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A agricultura e o destino humano – &lt;em&gt;Lord Northborne&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="343" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O protesto da terra – &lt;em&gt;Gai Eaton &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="344" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A nossa mãe terra – &lt;em&gt;Oren Lyon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="345" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Primitivos e ultra-sofisticados – &lt;em&gt;Mateus Soares de Azevedo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="346" style="text-align: center;"&gt;&lt;span closure_uid_7e38kx="339" style="font-size: x-small;"&gt;Sobre a ecologia: os quatro poluentes – &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;William Stoddart&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="346" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Epílogo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_7e38kx="340" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pontifex e Khalîfah – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4647481910297203737?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4647481910297203737/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/07/anuncio-revista-sabedoria-perene-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4647481910297203737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4647481910297203737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/07/anuncio-revista-sabedoria-perene-3.html' title='Anúncio - Revista Sabedoria Perene 3'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-sgGVX19KV3k/TjWC0bBK4EI/AAAAAAAABGg/kc2duRZEnqo/s72-c/Capa_Sabedoria+Perene+3+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6774276155299084335</id><published>2011-07-31T17:02:00.003+01:00</published><updated>2011-07-31T17:11:27.784+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div closure_uid_lsuspe="165" closure_uid_xdimnn="149" style="text-align: justify;"&gt;É do conhecimento geral que a capacidade de conhecimento ou de compreensão é função do carácter: que esta se detém brusca e “misteriosamente” num homem inteligente que carece de determinada qualidade moral e que, desta forma, cai em aberrações logicamente inexplicáveis porque incompatíveis com a sua envergadura intelectual. As virtudes essenciais – não apenas vocacionais – são simultaneamente qualidades morais e atitudes contemplativas, logo belezas da alma e do espírito e, por esta razão, chaves para a gnose (…)&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_lsuspe="165" closure_uid_xdimnn="148" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_lsuspe="165" closure_uid_xdimnn="149" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div closure_uid_lsuspe="165" closure_uid_xdimnn="149" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong closure_uid_xdimnn="184"&gt;Frithjof Schuon&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Approches du phénomène religieux&lt;/em&gt; (Le courrier du livre, Paris, 1984)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6774276155299084335?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6774276155299084335/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/07/palavras-trovao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6774276155299084335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6774276155299084335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/07/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-7551713320896163443</id><published>2011-06-13T16:47:00.013+01:00</published><updated>2011-06-16T11:00:24.061+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Esoterismo &amp; Exoterismo no Cristianismo, Islão e Judaísmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Durante o próximo mês será publicada pela editora do Instituto René Guénon de Estudos Tradicionais uma nova edição da obra &lt;em&gt;"A Unidade Transcendente das Religiões"&lt;/em&gt;, de Frithjof Schuon (pedidos pelo email irget@terra.com.br).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos os leitores com esta genial e profunda síntese, extraída do capítulo &lt;em&gt;“O aspecto ternário do monoteísmo”&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(...) O monoteísmo, revelado a &lt;strong&gt;Abraão&lt;/strong&gt;, possuía o esoterismo e o exoterismo em perfeito equilíbrio e, em certa medida, em sua indistinção primordial, ainda que se tratasse somente de uma primordialidade relativa às tradições de estirpe semítica; com &lt;strong&gt;Moisés&lt;/strong&gt;, é o exoterismo que, por assim dizer, tornou-se religião, no sentido de que ele determina a forma desta última, sem prejudicar, contudo, a sua essência; com o &lt;strong&gt;Cristo&lt;/strong&gt; é o inverso que acontece, com o esoterismo, de certa maneira, tornando-se por sua vez religião; com &lt;strong&gt;Maomé&lt;/strong&gt;, enfim, o equilíbrio inicial é restabelecido e o ciclo da religião monoteísta é fechado. Estas alternâncias na Revelação integral do monoteísmo procedem da própria natureza deste e, por conseguinte, não são imputáveis somente a vicissitudes contingentes; a “letra” e o “espírito”, estando compreendidos sinteticamente no monoteísmo primordial ou abraâmico, deviam cristalizar-se de alguma maneira, por diferenciação e sucessivamente, no decurso do ciclo da Revelação monoteísta. &lt;strong&gt;Assim, o Abraamismo manifestou o equilíbrio indiferenciado do “espírito” e da “letra”; o Mosaísmo, a “letra”; o Cristianismo, o “espírito”; e o Islã, o equilíbrio diferenciado desses dois aspectos da Revelação&lt;/strong&gt;. (...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-7551713320896163443?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/7551713320896163443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/06/esoterismo-exoterismo-no-cristianismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7551713320896163443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7551713320896163443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/06/esoterismo-exoterismo-no-cristianismo.html' title='Esoterismo &amp; Exoterismo no Cristianismo, Islão e Judaísmo'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8283594176749648775</id><published>2011-06-13T16:12:00.007+01:00</published><updated>2011-06-16T10:59:48.213+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinduísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Um peregrino cristão na Índia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-_DBVBaadsQQ/TfYpgC8oM9I/AAAAAAAAAII/1HezVpNw7UA/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 249px; height: 202px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617723215714989010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_DBVBaadsQQ/TfYpgC8oM9I/AAAAAAAAAII/1HezVpNw7UA/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Padre Henri Le Saux (1910-1973) foi um monge beneditino francês que viveu os últimos 24 anos da sua vida na Índia, onde ficou conhecido como Swami Abhishiktananda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.worldwisdom.com/public/products/1-933316-45-4_A_Christian_Pilgrim_in_India_Swami_Abhishiktananda.aspx?ID=182"&gt;Um Peregrino Cristão na Índia&lt;/a&gt;" é uma muito interessante obra de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2009/02/harry-oldmeadow.html"&gt;Harry Oldmeadow&lt;/a&gt;, que nos oferece um relato da exemplar e inspiradora viagem espiritual deste monge, do seu marcante encontro com Ramana Maharshi, das suas experiências místicas no Monte Arunachala, e do seu profundo interesse pela metafísica e pela espiritualidade da Índia, bem como pela conciliação destas realidades com a sua herança e função sacerdotal cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta muito recomendada obra introduz alguns dos aspectos-chave da &lt;em&gt;sophia perennis&lt;/em&gt;, tais como a primazia da metafísica e as inter-relações dos universos esotérico e exotérico das diferentes tradições religiosas da humanidade, entre outros. Esta obra discute ainda, de forma sóbria e clara, a importância destes aspectos-chave para a abordagem a temas tais como, por um lado, a ambivalência do exclusivismo e do sincretismo religioso e, por outro lado, a pseudo-espiritualidade que se instalou nos movimentos “Nova Era” da actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta excelente e muito recomendada obra está organizada da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="2"&gt;I: “Consecration to God”: Life and Work&lt;br /&gt;1. A biographical Sketch&lt;br /&gt;2. Friends and Influences&lt;br /&gt;3. Writings&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II: “In the Mystery of God”: Spiritual Themes in Abhishiktananda’s Writings&lt;br /&gt;4. The Monk’s Vocation and Sannyasa&lt;br /&gt;5. Advaita&lt;br /&gt;6. The Cosmic Teophany&lt;br /&gt;7. Way Staions in the Spiritual Path&lt;br /&gt;8. Signs: The limits of Religious Forms&lt;br /&gt;9. Dialogue: Meeting in the Cave of the Heart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III: “Unity and Diversity”: Abhishiktananda in Prespective&lt;br /&gt;10. Abhishiktananda and the Perennial Philosophy&lt;br /&gt;11. Abhishiktananda’s Gift&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;/font&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 183px; height: 275px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617985838500495346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-jybXLvI6B1Y/TfcYWtD_P_I/AAAAAAAAAIQ/2ED7de3-Dic/s320/imagesCAB7XWS0.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8283594176749648775?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8283594176749648775/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/06/um-peregrino-cristao-na-india.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8283594176749648775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8283594176749648775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/06/um-peregrino-cristao-na-india.html' title='Um peregrino cristão na Índia'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_DBVBaadsQQ/TfYpgC8oM9I/AAAAAAAAAII/1HezVpNw7UA/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-3769099516746008391</id><published>2011-05-21T23:18:00.000+01:00</published><updated>2011-05-21T23:18:10.497+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade Índia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Uma metafísica da natureza virgem</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Devemos um pedido de desculpas aos leitores do Sabedoria Perene. Criámos expectativas para a publicação do terceiro número da revista Sabedoria Perene, o que ainda não aconteceu. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na verdade temos esse número integralmente preparado, mas infelizmente fomos obrigados a interromper a sua revisão final por estarmos num momento de quase total indisponibilidade. Espero que nos possam desculpar e deixamos a promessa de concluir este trabalho assim que nos for possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Entretanto, e como ainda temos vários artigos da revista para apresentar, deixo-vos para já&amp;nbsp;o trecho inicial do curto mas extraordinário texto de Frithjof Schuon sobre a tradição dos índios da América do Norte e a sua relação com a natureza, traduzido por Noémia Silva. &lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="font-family: Arial; mso-ansi-language: EN-GB; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Este texto foi traduzido a partir do livro publicado pela Word Wisdom, “&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;The Feathered Sun – Plain Indians in Art and Philosophy&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w3_caNOH31k/Tdg2wfCkl9I/AAAAAAAABFU/oYR6Vx4Qa5I/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-w3_caNOH31k/Tdg2wfCkl9I/AAAAAAAABFU/oYR6Vx4Qa5I/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Toda a tradição dos índios da América do Norte, excepto os do Noroeste, Califórnia e alguns do Sudoeste, está contida, do ponto de vista do simbolismo geométrico, na cruz inscrita no círculo: o círculo corresponde ao Céu, enquanto que a cruz indica as quatro direcções do espaço e todos os demais quaternários do Universo; indica igualmente o ternário vertical Terra – Homem – Céu, o que coloca o quaternário horizontal em três níveis. Pode ainda dizer-se que a sabedoria dos índios peles-vermelhas baseia-se, simbolicamente falando, nos números “pitagóricos” quatro e três – o primeiro “horizontal” e o segundo “vertical” – e na sua combinação, o número doze. Esta “duodecimidade” deve ser visualizada como composta de três quaternários horizontais, dispostos uns sobre os outros ao longo de um eixo central ou, mais precisamente, de três discos, em cada um dos quais se encontra a cruz horizontal das quatro direcções. Estes três níveis são por vezes representados sob a forma de três anéis pintados na árvore da Dança do Sol.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No simbolismo da cruz e do círculo, o círculo estático e espacial da terra combina com o círculo dinâmico e temporal do dia ou do céu: o círculo pode ser o horizonte com os quatro pontos cardinais se inclui a cruz, ou pode ser o curso do sol com o amanhecer, o dia, o entardecer e a noite, ou o ano com a Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E isto é muito importante: o homem é o centro, tanto das quatro direcções horizontais do espaço, como do ternário vertical da hierarquia cósmica; em relação a este último aspecto, ele é identificado com a Vida e é o mediador entre a Terra “sob os seus pés” e o Céu “por cima da sua cabeça”, ou entre a inércia e a luz. Em relação ao primeiro aspecto, ele é a Inteligência na qual os quatro cantos são reflectidos e unidos, e ele é, assim, identificado com o eixo cósmico, a árvore do mundo. Ele é o Calumet que une todos os seres vivos numa única oração e, ao mesmo tempo, o Fogo central que marca o centro do mundo e, ainda (o que significa o mesmo), a brasa que transforma o tabaco em fumo ou a Terra em Céu. O homem está duplamente “no centro”, primeiro no plano horizontal, como Inteligência e porta-voz de todas as criaturas terrestres (fragmentárias em relação a ele), e segundo no eixo vertical como mediador: nele se encontram a Terra e o Céu, e nele são sintetizadas as possibilidades essenciais no seu plano de existência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Se a cabeça humana corresponde ao Céu e os pés representam a Terra, a região do umbigo ou do útero representa o Homem. O Homem é o espírito encarnado; se fosse só matéria, ele identificar-se-ia com os pés; se fosse só espírito, ele seria a cabeça, isto é, o Céu; ele seria o Grande Espírito. Mas o objectivo da sua existência é estar no centro: é transcender a matéria enquanto permanece nela, e compreender a luz, o Céu, a partir deste nível intermediário. É verdade que as outras criaturas também participam na vida, mas o homem sintetiza-as: ele carrega toda a vida em si mesmo e, por essa razão, torna-se o porta-voz de toda ela, o eixo vertical onde a vida se abre ao espírito e onde se converte em espírito. Em todas as criaturas terrestres a inércia fria da matéria converte-se em calor, mas somente no homem o calor é convertido em luz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Dissemos que as criaturas inferiores são fragmentárias; mas elas não têm apenas este aspecto “acidental” que permite ao homem matá-las e usá-las para nutrição, elas têm também um aspecto “essencial”, devido ao seu simbolismo concreto por um lado, e à sua “anterioridade” por outro: criadas antes do homem, elas podem manifestar algo da Origem Divina, e é este aspecto que apela por vezes à sua veneração; é em virtude deste aspecto transcendente que o Grande Espírito prontamente se manifesta – no mundo dos índios – através de animais e plantas, e mesmo através dos grandes fenómenos da Natureza, como o sol, a rocha, o céu ou a terra. A manifestação múltipla do Grande Espírito, do ponto de vista do simbolismo e da acção celestial, equivale ao Grande Espírito; as coisas não são mistérios em si mesmas, mas sim manifestações de mistérios, e o Grande Espírito, ou o Grande Mistério, sintetiza-as na Sua Unidade transcendente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-3769099516746008391?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/3769099516746008391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/05/uma-metafisica-da-natureza-virgem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3769099516746008391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3769099516746008391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/05/uma-metafisica-da-natureza-virgem.html' title='Uma metafísica da natureza virgem'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-w3_caNOH31k/Tdg2wfCkl9I/AAAAAAAABFU/oYR6Vx4Qa5I/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8403907724285172911</id><published>2011-05-21T22:40:00.000+01:00</published><updated>2011-05-21T22:40:11.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Muitos são de opinião que uma ideia não é nada, &lt;br /&gt;E o que conta é pura concentração; &lt;br /&gt;Ser, não pensar. Mas eu digo, pelo contrário, &lt;br /&gt;A ideia é tudo, o mero ser é ilusão. &lt;br /&gt;É da ideia que se molda o ser do coração: &lt;br /&gt;O que eu penso, eu me torno. Toda criança sabe &lt;br /&gt;Que as graças da realização já estão contidas&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na ideia da Eternidade.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Frithjof Schuon&lt;/b&gt; - &lt;i&gt;Songs without names, fourth collection - LVIII&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8403907724285172911?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8403907724285172911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/05/palavras-trovao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8403907724285172911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8403907724285172911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/05/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4377122290840955081</id><published>2011-03-31T09:48:00.003+01:00</published><updated>2011-03-31T11:39:41.470+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Nova Era&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Natureza e "Nova Era"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O texto do Prof. Seyyed Hossein Nasr que constará no terceiro número da Revista Sabedoria Perene, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/as-dimensoes-espiritual-e-religiosa-da.html#comments"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;já apresentado&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, inclui alguns comentários relavantes sobre os movimentos "Nova Era". Pela pertinência dos mesmos, aqui fica o destaque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...) Não é concedida qualquer objectividade à realidade da natureza percebida através do conhecimento religioso. É por isto que até o simbolismo se tornou subjectivizado – é reivindicado como sendo “meramente” psicológico, à la Jung. Todos os símbolos que o homem tradicional via no mundo da natureza como sendo objectivos e como sendo parte da realidade ontológica da natureza foram postos de parte por este tipo de mentalidade que já não leva a sério o conhecimento religioso da natureza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante estes últimos trinta anos, quando se fez sentir a sede por uma aproximação mais holística à natureza, algo ainda pior aconteceu, pois nem a religião convencional nem a ciência moderna mostraram qualquer interesse no conhecimento religioso e simbólico da natureza e numa aproximação holística. A procura de água para esta sede infiltrou-se sob as estruturas da cultura ocidental e surgiu na forma de movimentos “Nova Era”, dos quais praticamente todos estão muito interessados na ciência do cosmos. Mas o que estes movimentos reivindicam como ciência é na realidade uma pseudo-ciência da “Nova Era” do cosmos. Não é uma ciência tradicional autêntica, porque a ciência tradicional do cosmos tem que estar relacionada com a estrutura religiosa tradicional. Neste clima da “Nova Era”, a palavra “cósmico” ganhou uma grande prevalência precisamente devido à escassez de um conhecimento religioso autêntico do cosmos no mundo actual. De algum modo a sede tinha de ser satisfeita. Assim ocorreu a escavação dos ensinamentos esotéricos ocidentais sobre a natureza – geralmente apresentados de modo distorcido – ou empréstimos das religiões orientais e dos seus ensinamentos sobre a natureza, muitas vezes distorcidos. Nem mesmo o famoso e influente livro de Fritjof Capra, O Tao da Física, fala verdadeiramente de cosmologia hindu ou de física chinesa, mas apenas menciona certas comparações entre a física moderna e ideias metafísicas hindu e taoistas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certamente que existem muitas e profundas correlações e concordâncias para serem encontradas entre certos aspectos da biologia, da astronomia e da física quântica, de um lado, e as doutrinas orientais da natureza, do cosmos, do outro lado. Eu seria a última pessoa a duvidar desta verdade. Mas o que quase sempre ocorreu não foi o tipo de comparação profunda que temos em mente, mas a sua paródia, um tipo de versão popularizada de um conhecimento religioso da natureza, que habitualmente envolve algum tipo de ocultismo ou mesmo algum tipo de culto existente. O grande e visível interesse pelo xamanismo na América, e pelo fenómeno integral da tradição dos índios americanos (a qual é uma das maiores e mais belas tradições primordiais que ainda sobrevive até certo ponto), com sessões xamânicas de fim-de-semana, deve-se precisamente ao facto de que tais ensinamentos apelam a um tipo de mentalidade que procura alguma forma de conhecimento da natureza com carácter espiritual e holístico, para além daquele que a ciência moderna oferece. Este fenómeno é um dos paradoxos dos nossos dias e não ajudou a crise ambiental em nenhuma maneira apreciável. Na verdade, criou uma certa confusão no domínio da religião e criou um vazio entre as organizações religiosas convencionais que ainda sobrevivem no ocidente – sejam elas católica, protestante ou ortodoxa – e estes pseudo-movimentos e o fenómeno “Nova Era”, contra os quais aquelas organizações se opõem justamente. O facto destes movimentos pseudo-religiosos serem muito pró-ambiente, ainda que de uma maneira ineficiente, provocou que muitas das pessoas comuns adoptassem uma postura contrária às posições que deveriam defender. Assim temos, na América, a situação paradoxal de que os grupos de cristãos mais conservadores são os menos interessados no ambiente. Este fenómeno não foi originalmente causado pelo surgimento das religiões “Nova Era”, mas está certamente relacionado com e é fortalecido por elas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4377122290840955081?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4377122290840955081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/natureza-e-nova-era.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4377122290840955081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4377122290840955081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/natureza-e-nova-era.html' title='Natureza e &quot;Nova Era&quot;'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5280925836039650332</id><published>2011-03-26T00:01:00.000Z</published><updated>2011-03-26T00:01:48.612Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><title type='text'>Entrevista com William Stoddart</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Estamos de novo profundamente agradecidos ao nosso amigo brasileiro Alberto Vasconcellos Queiroz, da &lt;a href="http://www.sapientia.com.br/" target="_blank"&gt;Editora Sapientia&lt;/a&gt;, por nos ter enviado a seguinte tradução de uma entrevista dada por &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/05/william-stoddart.html" target="_blank"&gt;William Stoddart&lt;/a&gt;, autor britânico hoje radicado no Canadá, a propósito da publicação na Croácia de seu livro Cristãos e Muçulmanos, já &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2009/10/sabedoria-invencivel.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; apresentado. Fiquemos então com as suas sempre sábias e ponderadas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-wKrzcRrHN8U/TY0nzLqGIvI/AAAAAAAABE0/9UOxLD6lMEc/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-wKrzcRrHN8U/TY0nzLqGIvI/AAAAAAAABE0/9UOxLD6lMEc/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O choque entre o Islã e o Cristianismo influenciará o cenário político futuro da Europa e do mundo? Como isso se daria?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, estou otimista nesta questão. Acho que chegámos, ou logo chegaremos, a um ponto máximo de temor e de hostilidade entre as duas comunidades, e que a partir de agora podemos esperar que as coisas melhorem gradualmente. Para que isso aconteça, duas coisas são necessárias: em primeiro, cada comunidade deve chegar a um melhor e mais solidário entendimento de o que a outra religião significa, e de por que a crença nela é firme e inamovível; em segundo, sobre a base disso, cada comunidade deve ter um desejo sincero de aceitar a existência da outra, de respeitá-la e de conviver com ela de forma amigável. Eu acredito que o bom senso das pessoas comuns – junto com a orientação vinda de umas poucas figuras públicas de boa-vontade – no fim prevalecerá. Há tantas coisas, no nível prático, que as pessoas conscienciosas de ambas as comunidades têm em comum: acima de tudo, o se opor ao declínio nos valores morais e revertê-lo, e o criar uma frente comum contra&amp;nbsp;a indiferença religiosa e o materialismo. Muitos há que se oporão a todo esforço de conciliação. Devemos estar preparados para eles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concorda com Huntington, que argumenta que a anterior divisão ideológica do mundo foi substituída pelo choque religioso, entre civilizações?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordo radicalmente. Hoje não há razão para um choque entre o Cristianismo tradicional e o Islã tradicional. O que vimos nos anos recentes foi um choque entre o terrorismo urbano moderno (erroneamente chamado de “islâmico”) e o humanismo ocidental moderno (erroneamente chamado de “cristão”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Merkel e Sarkozy sustentam que a idéia de multiculturalismo fracassou na Europa. Eles estão certos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim e não. Da forma como as coisas estão hoje em dia, o multiculturalismo falhou. Mas as duas religiões estarão aí para sempre, e este fato deve ser admitido e uma solução, encontrada. Não há uma alternativa à co-existência, mesmo se o nome “multiculturalismo” tenha de ser mudado! Os imigrantes muçulmanos devem aprender a respeitar a sensibilidade e as expectativas do povo do país que adotaram, e a comunidade cristã deve aceitar o fato de que a comunidade muçulmana veio para ficar, e tomar uma firme resolução de alcançar com eles um modus vivendi positivo e construtivo. Há que haver uma compreensão do fato de que a comunidade muçulmana tem frequentemente de enfrentar a intimidação de terroristas presuntivos em seu meio. O quanto mais frequentemente os terroristas e seus simpatizantes forem identificados, presos e submetidos aos rigores da lei, tanto mais fácil será para as pessoas amantes da paz prevalecer. Neste instante mesmo, um grande número de corajosos muçulmanos, tanto líderes locais quanto pessoas comuns, falaram abertamente e assumiram uma posição pública contra a hostilidade entre as comunidades e em favor da harmonia entre elas, mas tais pessoas quase não aparecem na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em outras épocas, eram os cristãos que estavam causando destruição em nome da cruz. Hoje, terroristas muçulmanos matam em nome de &lt;em&gt;Allah&lt;/em&gt;, embora líderes religiosos defendam publicamente a paz. Como isso é possível?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa está em nossa natureza “caída”! No caso dos muçulmanos, contudo, seria necessário acrescentar que eles também têm um sério ressentimento devido à total ignorância e mesmo, frequentemente, cumplicidade do Ocidente com certas injustiças fundamentais que eles, muçulmanos, vêm sofrendo no Oriente Médio desde o final da Segunda Guerra Mundial. A reação dos terroristas a essa injustiça está fundamentalmente errada sob todos os pontos de vista. É uma resposta ruim a uma ação ruim. Mas essa injustiça também causa exasperação nas mentes dos muçulmanos simples e amantes da paz, e ela não pode ser esquecida quando a questão das relações entre cristãos e muçulmanos é considerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito de toda religião é fornecer um meio de vencer a natureza caída a que nos referimos. Toda religião ensina a verdade, a bondade e a paz. O homem caído defende tais coisas da boca para fora, ele fica muito a dever quando se trata de pô-las em prática. De passagem, diga-se que é preciso compreender que só há um Deus, quer o chamemos &lt;em&gt;Jehovah&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Theos&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Allah&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Bíblia e o Alcorão são livros muito similares. A união de todas as religiões monoteístas do mundo é apenas uma utopia ou é um futuro realista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que as formas exteriores das várias religiões são diferentes. É esta, precisamente, sua razão de ser. Mas fica claro, na Bíblia e no Alcorão, que seu conteúdo interior, como acabei de dizer, é verdade, bondade e paz, ou melhor, verdade, beleza e salvação. Inimigos da tolerância religiosa citam repetidamente os versos do Alcorão que são exemplos de violência ordenada por Deus. Mas o Deuteronômio também fornece uma série de exemplos de violência ordenada por Deus, incluindo o massacre de tribos inteiras. Em ambas as Escrituras, esse foram comandos vindos de Deus, e não ações incitadas por homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem fundamental da Bíblia e do Alcorão, a mensagem do Rei Davi, do Rei Salomão, do Senhor Jesus e do Profeta &lt;em&gt;Mohammed&lt;/em&gt;, indica claramente a base subjacente que torna possível a co-existência. Cada religião deve permanecer fiel a si mesma, e ao mesmo tempo respeitar a religião de seus vizinhos. As religiões não podem e não devem se “fundir”. As religiões podem ser comparadas às cores do espectro, que vêm da refração da luz incolor, mas, se misturamos as diversas cores, tudo o que obtemos é um marrom lamacento! Cada cor deve poder brilhar sem ser adulterada ou manchada. É essa pluralidade de cores que faz do mundo um lugar tão bonito! A pluralidade das religiões tradicionais (todas reveladas ao homem por Deus) é algo que está na natureza das coisas. A pluralidade, nestes dois casos, é algo positivo, não negativo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Croácia é em sua maior parte um país católico. Muitas pessoas acreditam que este país é um bom exemplo de uma bem-sucedida integração de muçulmanos. O que pensa disso?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a Croácia, precisamente em função de ser um país de maioria católica, é um belo exemplo para outros países de como as comunidades religiosas podem viver pacificamente lado a lado. Trata-se de (1) ter uma compreensão e aceitação inicial do direito da outra religião de existir, e (2) isso pelo exercício da boa-vontade, do bom senso, e pela aplicação da experiência.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5280925836039650332?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5280925836039650332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/entrevista-com-william-stoddart.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5280925836039650332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5280925836039650332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/entrevista-com-william-stoddart.html' title='Entrevista com William Stoddart'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-wKrzcRrHN8U/TY0nzLqGIvI/AAAAAAAABE0/9UOxLD6lMEc/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5285622191275670619</id><published>2011-03-16T10:22:00.005Z</published><updated>2011-03-22T13:36:30.650Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><title type='text'>Notícia</title><content type='html'>A &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/homens-de-um-livro-so.html"&gt;edição em língua inglesa &lt;/a&gt;do livro “Homens de um livro só: o fundamentalismo no islã, no cristianismo e no pensamento moderno”, &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/search/label/Eventos"&gt;apresentado em Lisboa&lt;/a&gt; pelo autor Mateus Soares de Azevedo, foi &lt;a href="http://www.bookoftheyearawards.com/finalists/2010/category/religion/"&gt;nomeada para Livro do Ano na categoria de religião&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5285622191275670619?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5285622191275670619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/noticia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5285622191275670619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5285622191275670619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/noticia.html' title='Notícia'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-109413436307120607</id><published>2011-03-08T14:30:00.002Z</published><updated>2011-03-08T14:34:57.077Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islamismo'/><title type='text'>O protesto da terra</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Seguimos com a apresentação do terceiro número da revista Sabedoria Perene, o qual esperamos disponibilizar muito em breve. Os trechos seleccionados e apresentados de seguida foram extraídos de um texto de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/charles-le-gai-eaton.html" target="_blank"&gt;Charles le Gai Eaton&lt;/a&gt; publicado no livro “T&lt;em&gt;he Essential SOPHIA – The Journal of Traditional Studies&lt;/em&gt;”, Word Wisdom 2006. O texto, “&lt;em&gt;The Earth’s Complaint&lt;/em&gt;”, foi inicialmente publicado no Volume 3 - nº1 da publicação periódica SOPHIA. Trata-se de um olhar corânico para a crise ambiental que vivemos, o qual comporta em si uma mensagem urgente para todos os homens, que continuam de costas voltadas e com “ouvidos moucos” para a terra e para os sinais de um iminente “protesto”.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-dSmwSBgxwSc/TXYijYeiy7I/AAAAAAAABEM/khtqTiN4f0g/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-dSmwSBgxwSc/TXYijYeiy7I/AAAAAAAABEM/khtqTiN4f0g/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Quando a terra tremer com um grandioso tremor, e a terra ceder aos seus fardos, e o homem gritar “O que a aflige?” – Nesse Dia ela contará as suas histórias, pois o seu Senhor a inspirou. Nesse Dia a humanidade sairá em grupos separados para lhe serem mostradas as suas acções. Quem quer que tenha feito o peso de um átomo de bem o verá nesse momento, e quem quer que tenha feito o peso de um átomo de mal o verá nesse momento.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: right;"&gt;Alcorão 99:1-8&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como reforço às implicações desta curta &lt;em&gt;sûra&lt;/em&gt;, o Profeta terá dito que, quando nascer o Último Dia, a própria terra testemunhará tudo o que o homem fez. Poderia, assim, dizer-se, que deixamos as nossas impressões digitais em tudo o que tocamos, e que estas se mantêm bem para lá do momento em que seguimos o nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem lugares onde nos possamos esconder. Estamos, como nos relembra de diversas formas o Alcorão, rodeados de uma hoste de testemunhas, desde Deus e os Seus anjos até à terra que pisamos. Não lhes conseguimos esconder os nossos segredos. Por vezes me interrogo se será essa a razão pela qual os árabes tendem tanto para o secretismo. Sabendo que são observados de todo o lado, de cima e de baixo, estimam a única privacidade que lhes resta colocando um véu entre eles e o seu próximo, quer seja homem ou mulher. No outro extremo, os ocidentais actuais procuram desenfreadamente confessar tudo, não apenas aos seus amigos mas também na televisão e na imprensa. Ao se crerem sós, vedados e inobservados, eles sentem a necessidade de se auto-exporem como forma de escapar ao isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o rasto que deixamos atrás de nós na terra é apenas um dos lados da relação recíproca que temos com tudo o que nos rodeia. Não somos estanques mas sim como que porosos. Ensopamos elementos de tudo quanto vemos, ouvimos ou tocamos, os quais absorvemos na nossa substância. Quando tratamos o mundo natural como um objecto a ser explorado e conquistado, estamos também a danificar-nos a nós mesmos. Os ambientalistas não deixam de ter razão quando predizem que o nosso abuso da terra terá consequências desastrosas para a humanidade, mas essa deveria ser a menor das nossas preocupações. As consequências ocorrem a vários níveis; quanto mais elevado o nível, mais mortais podem elas ser. O Alcorão ordena: “Não geres confusão na terra após este justo comando.” Quando diz também que a terra e tudo o que nela existe é criada para nosso uso, isto não implica uma transferência de propriedade; é uma incumbência a nós delegada, e respondemos perante o “Senhor de todas as coisas” pelo nosso ministério. O muçulmano é constantemente relembrado, quer no Alcorão, quer nos ditos preservados do Profeta, que a ganância e o desperdício estão entre os maiores pecados. Podemos usar aquilo que nos é disponibilizado para o nosso sustento, mas nada mais; e mesmo esse pouco não é mais do que um roubo se abandonámos a nossa função humana e decidimos renunciar a oração universal que transporta toda a criação de novo para a sua origem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao muçulmano é garantido que toda a terra é para ele uma mesquita. As construções emparedadas para as quais é chamado para a oração são apenas uma conveniência. Os campos, as florestas e o deserto são igualmente adequados como locais de oração e, assim, exigem o mesmo respeito que é prestado a uma mesquita convencional. A ligação com o céu pode ser estabelecida em toda e qualquer parte (“Para onde quer que te vires, aí está a Face de Deus”). (…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apreender, mesmo que de uma forma vaga, os “sinais de Deus” à nossa volta – aqueles sinais que o Alcorão refere repetidamente – exige os olhos de uma criança preservados na maturidade. É dito que o Profeta rogou em oração: “Senhor, acresce-me em espanto!” É esta a forma como uma criança vê o mundo, puro como acabado de criar pela mão de Deus e repleto de maravilhas. No entanto, com a passagem dos anos e das ansiedades que o tempo impõe, essa visão esmorece; por outro lado, nas palavras do Alcorão: “Não são os olhos que cegam, mas os corações nos peitos que cegam.” Imbuído de fé, o coração ainda pode recuperar a sua visão, a sua intuição. Depois da chamada para a oração, quando os muçulmanos se alinham em filas apertadas atrás do seu &lt;em&gt;Imam&lt;/em&gt;, o líder da oração, eles são chamados a gastar alguns instantes na renúncia de todas os cuidados do dia e de todos os assuntos urgentes que prenderam a sua atenção, a virar a sua face para o Criador e Lhe dirigir a palavra. Por vezes o &lt;em&gt;Imam&lt;/em&gt; oferece-lhes alguns concelhos: “Rezem como se esta fosse a vossa primeira oração!” Cada vez que nos voltamos para Deus é um novo começo, um renascer, e o mesmo deveria suceder quando olhamos, com os corações despertos, para o mundo que nos rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao agirmos assim devemo-nos lembrar que nada é o que parece, ou melhor, que nada é apenas aquilo que parece. Tal como com os versos do Alcorão (no árabe, a mesma palavra é usada para versos e para “sinais” na natureza), existe um significado literal e, ao mesmo tempo, um significado mais profundo. Os versos são sagrados, tal como o são os “sinais”. É aqui que chegamos a um dos sintomas mais perigosos da alienação; a perda do sentido do sagrado no mundo moderno, uma perda – uma privação – que afecta tanto a &lt;em&gt;Umma&lt;/em&gt; muçulmana como o ocidente. O Alcorão condena aqueles que separam aquilo que Deus juntou, e a fragmentação que vemos hoje é um exemplo claro desta separação de conexões. O crítico francês da nossa civilização tecnológica, Jacques Elull, referiu que, no passado, a experiência profunda do sagrado era o seu contacto imediato com o mundo natural. É praticamente impossível compreender totalmente o que é a religião – ou os grandes mitos que testemunhavam a unidade do cosmos – quando a natureza se tornou remota e inteiramente “outra”. Como diz Elull, o sentido do sagrado decai quando deixa de ser rejuvenescido pela experiência. A percepção dos habitantes das cidades seca em resultado da falta de suportes na sua nova experiência no mundo artificial da tecnologia urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de harmonia entre o homem e o seu meio ambiente natural não é mais do que um aspecto da perda de harmonia entre o homem e o seu Criador. Aqueles que viram as costas ao Criador e O esquecem, não mais se podem sentir em casa na criação. Eles assumem o papel das bactérias que acabam sempre por destruir o corpo que invadiram. Desta forma, o “Vice regente de Deus na terra” não mais detém a custódia da natureza e, ao perder a sua função, é um estranho que não reconhece os marcos ou que se conforma com os costumes deste lugar; alienado, vê-o apenas como matéria-prima a explorar. Ele pode encontrar riquezas e conforto na exploração, mas não a felicidade. Ele nunca poderá cantar como o poeta persa &lt;em&gt;Sa’di&lt;/em&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;Eu estou radiante com o cosmos,&lt;br /&gt;pois o cosmos recebe a sua alegria através Dele;&lt;br /&gt;eu amo o mundo,&lt;br /&gt;pois o mundo a Ele pertence.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-109413436307120607?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/109413436307120607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/o-protesto-da-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/109413436307120607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/109413436307120607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/o-protesto-da-terra.html' title='O protesto da terra'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-dSmwSBgxwSc/TXYijYeiy7I/AAAAAAAABEM/khtqTiN4f0g/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4834221865986169411</id><published>2011-03-08T14:15:00.000Z</published><updated>2011-03-08T14:15:27.263Z</updated><title type='text'>Charles le Gai Eaton</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-NghHUlbXGPI/TXYdRKez1fI/AAAAAAAABEI/VTXPBW4pT8o/s1600/Gai+Eaton.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="131" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-NghHUlbXGPI/TXYdRKez1fI/AAAAAAAABEI/VTXPBW4pT8o/s200/Gai+Eaton.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Charles le Gai Eaton&lt;/strong&gt; nasceu em Lausanne, Suíça, e recebeu a sua educação no Chasterhouse e King´s College em Cambridge. Trabalhou vários anos como professor e jornalista na Jamaica e no Egipto antes de ingressar no Serviço Diplomático Inglês.&amp;nbsp;Desempenhou o papel de&amp;nbsp;consultor do Centro Cultural Islâmico de Londres. Foi autor de vários livros: &lt;em&gt;Islam and the Destiny of Man&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;King of the Castle&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Remembering God,&lt;/em&gt; e contribuía frequentemente com artigos para a publicação periódica &lt;em&gt;Studies in Comparative Religion&lt;/em&gt;. O seu último livro e autobiografia intitulado &lt;em&gt;A Bad Beginning and the Path to Islam&lt;/em&gt; foi publicado pela editora &lt;em&gt;Archetype&lt;/em&gt; em Janeiro de 2010. Deixou-nos recentemente, a 26 de Fevereiro do mesmo ano.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4834221865986169411?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4834221865986169411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4834221865986169411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/charles-le-gai-eaton.html' title='Charles le Gai Eaton'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-NghHUlbXGPI/TXYdRKez1fI/AAAAAAAABEI/VTXPBW4pT8o/s72-c/Gai+Eaton.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4501537300910652425</id><published>2011-03-07T15:38:00.000Z</published><updated>2011-03-07T15:38:21.870Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Citações espirituais</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;As flores não forçam o seu caminho em conflito.&lt;br /&gt;Ao sol, elas abrem-se vagarosamente para a perfeição…&lt;br /&gt;Não tenhas pressa em questões espirituais.&lt;br /&gt;Passo a passo, caminha sempre com certeza.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -&amp;nbsp;Águia Branca&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-8WZYfLvEjXQ/TXT60s_V_LI/AAAAAAAABD0/WCqRYPUPODY/s1600/Flor+ocre.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" q6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-8WZYfLvEjXQ/TXT60s_V_LI/AAAAAAAABD0/WCqRYPUPODY/s320/Flor+ocre.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4501537300910652425?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4501537300910652425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/citacoes-espirituais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4501537300910652425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4501537300910652425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/03/citacoes-espirituais.html' title='Citações espirituais'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-8WZYfLvEjXQ/TXT60s_V_LI/AAAAAAAABD0/WCqRYPUPODY/s72-c/Flor+ocre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-1200124779563538290</id><published>2011-02-17T20:16:00.001Z</published><updated>2011-02-19T11:41:36.331Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Direcçoes para o suprasensível</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos continuar a apresentação do próximo número da Revista Sabedoria Perene. Os excertos apresentados de seguida são extraídos da tradução do texto de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2009/02/harry-oldmeadow.html"&gt;Harry Oldmeadow&lt;/a&gt; que servirá como introdução ao tema deste terceiro número, a Natureza. Este texto foi originalmente publicado no 6º número da Revista Sacred Web em 2001.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XhOXlXV6h7Q/TV1-ZKfDePI/AAAAAAAABDo/XMs8lfN4fxo/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-XhOXlXV6h7Q/TV1-ZKfDePI/AAAAAAAABDo/XMs8lfN4fxo/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seyyed Hossein Nasr inicia o seu livro Religion and the Order of Nature (1996) com as seguintes palavras:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;A Terra sangra de feridas infligidas por uma humanidade que perdeu a harmonia com o Céu e que, por essa razão, vive em constante conflito com o ambiente terrestre&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de amplamente reconhecido o facto de nos encontrarmos, presentemente, num estado de “constante conflito”, as causas mais profundas para esta condição são raramente compreendidas. Testemunha-se o surgimento de uma pletora de obras dedicadas à “crise ecológica” que, apesar de muitas vezes bem intencionadas e esporadicamente denotando alguma acuidade, são fundamentalmente confusas em resultado da ignorância de princípios metafísicos e cosmológicos intemporais. Foi precisamente a tarefa de figuras como René Guénon, Ananda Coomaraswamy e Frithjof Schuon, autoridades na exposição da sophia perennis, a de relembrar o mundo moderno desses princípios que podem ser ignorados mas não refutados. O meu propósito com este trabalho é providenciar um esboço, maioritariamente a partir de citações, de alguns dos princípios e doutrinas que governam o entendimento de Schuon sobre a ordem natural. Não vou apresentar uma explicação detalhada mas sim um conjunto elíptico de apontamentos, recorrendo sobretudo a alguns dos seus primeiros trabalhos, Light on the Ancient Worlds (1965) e Spiritual Perspectives and Human Facts (1967), bem como aos seus escritos dedicados aos índios americanos das planícies, reunidos na obra The Feathered Sun: Plains Indians and Philosophy (1990). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(…) Avancemos agora para a nossa série de apontamentos: em primeiro lugar, para a questão do porquê da existência do mundo, do universo e do reino de &lt;em&gt;maya&lt;/em&gt;, e de quais as relações entre o Absoluto inqualificável (identificado de modos diferentes, tais como Divindade, Supra-Ser, &lt;em&gt;nirguna Brahman&lt;/em&gt; e outros), Deus como Criador e o mundo manifestado. Iniciemos com uma passagem, caracteristicamente densa, de Schuon sobre esta questão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação à questão da “origem” da ilusão [&lt;em&gt;maya&lt;/em&gt;], esta é daquelas que podem ser resolvidas (…) apesar de ser impossível ajustar a sua resolução a todas as necessidades de causalidade (…) a infinitude da Realidade implica a possibilidade da sua própria negação (…) e, sendo esta negação impossível no Absoluto em si mesmo, é necessário que esta “possibilidade do impossível” se realize numa “dimensão interna” que não é “nem real nem irreal”, isto é, que é real no seu próprio nível ao mesmo tempo que é irreal em relação à Essência; daqui resulta que em toda a parte estamos em contacto com o Absoluto – não podemos sair dele –, o qual é, no entanto e ao mesmo tempo, infinitamente distante, de tal modo que nenhum pensamento o pode circunscrever.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existe nada de anormal ou idiossincrático na formulação de Schuon de uma dimensão que “não é real nem irreal”; compare-se a mesma com esta, por exemplo, de Santo Agostinho:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu contemplei todas estas outras coisas sob Vós, e vi que nem existem absolutamente, nem absolutamente deixam de existir. Por certo têm existência pois procedem de Vós; e, no entanto, não existem pois não são o que Vós sois. Pois apenas existe verdadeiramente aquilo que permanece imutável…&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(…) O entendimento tradicionalista da natureza e da arte sagrada é baseado numa compreensão muito precisa da natureza do simbolismo. Um símbolo pode ser definido como uma realidade de uma ordem inferior que participa de modo analógico numa realidade de uma ordem superior do ser. Deste modo, um símbolo devidamente constituído depende das qualidades inerentes e objectivas dos fenómenos, bem como da sua relação com realidades espirituais. Assim, a ciência do simbolismo resulta numa disciplina rigorosa que deve ter por base um discernimento das significações qualitativas das substâncias, cores, formas, relações espaciais, etc. Isto é crucial. Schuon afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(…) não estamos aqui a lidar com apreciações subjectivas, pois as qualidades cósmicas estão ordenadas em relação ao ser e de acordo com uma hierarquia mais real que o individual; elas são, assim, independentes dos nossos gostos pessoais (…)&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este princípio é tão importante que merece ser reafirmado, recorrendo agora às palavras de Seyyed Hossein Nasr:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O símbolo não se baseia em convenções criadas pelo homem. Ele é um aspecto da realidade ontológica das coisas e, como tal, independente da percepção que o homem tem dele. O símbolo é a revelação de uma ordem de realidade superior numa ordem inferior, através da qual o homem pode ser reencaminhado para o reino superior. Aceitar os símbolos implica aceitar a estrutura hierárquica do universo e dos estados múltiplos do ser.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As significações simbólicas não podem ser inventadas ou imputadas. O simbolismo tradicional é, na realidade, uma linguagem objectiva concebida, não de acordo com os impulsos individuais ou “gostos” colectivos, mas sim em conformidade com a natureza das coisas. Este simbolismo deverá ter em consideração não apenas a “beleza sensível” mas também “as fundações espirituais dessa beleza”. Em resultado da sua precisão e objectividade, um símbolo tradicional pode ser considerado com um “calculus” ou uma “álgebra” para expressar ideias universais: “a função de qualquer símbolo é quebrar a casca de esquecimento que resguarda o conhecimento imanente no Intelecto”. A concepção do simbolismo como uma linguagem objectiva é axial no trabalho mais amadurecido de Coomaraswamy, grande parte do qual foi direccionado para o despertar de uma adequada compreensão do vocabulário simbólico das artes tradicionais. Numa das suas formulações características, afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O simbolismo é uma linguagem e uma forma precisa de pensamento; uma linguagem hierática e metafísica, não uma linguagem determinada por categorias somáticas ou psicológicas. A sua fundação assenta sobre correspondências analógicas (…) o simbolismo é um &lt;em&gt;calculus&lt;/em&gt;, no mesmo sentido em que uma analogia adequada é uma prova.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-1200124779563538290?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/1200124779563538290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/02/direccoes-para-o-suprasensivel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1200124779563538290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1200124779563538290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/02/direccoes-para-o-suprasensivel.html' title='Direcçoes para o suprasensível'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-XhOXlXV6h7Q/TV1-ZKfDePI/AAAAAAAABDo/XMs8lfN4fxo/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4845878391047125373</id><published>2011-01-30T17:48:00.001Z</published><updated>2011-01-30T17:50:59.554Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Infinito é o que é; podemos compreendê-lo ou não. A metafísica não pode ser ensinada a todos; mas se pudesse não existiria o ateísmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Frithjof Schuon&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;Spiritual Perspectives and Human Facts&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4845878391047125373?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4845878391047125373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/palavras-trovao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4845878391047125373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4845878391047125373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-657762784144120320</id><published>2011-01-28T17:12:00.003Z</published><updated>2011-01-30T16:16:27.836Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>As dimensões espiritual e religiosa da crise ambiental</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prossegue a preparação do terceiro número da Revista Sabedoria Perene, dedicado ao tema da &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/search/label/Natureza"&gt;Natureza&lt;/a&gt;. O texto seguidamente apresentado é uma tradução da sessão de abertura de uma das muitas palestras do &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/06/seyyed-hossein-nasr.html"&gt;Prof. Seyyed Hossein Nasr &lt;/a&gt;sobre o tema da crise ambiental e sobre a sua profunda relação com a intelectualidade e a espiritualidade ou religiosidade. Uma selecção dos conteúdos leccionados nesta palestra, enquadrada no âmbito do Programa de Educação Religiosa e Ambiente (REEP) dos Amigos do Centro e da &lt;a href="http://www.temenosacademy.org/"&gt;Academia Temenos &lt;/a&gt;em 1998, será incluida no próximo número da Revista Sabedoria Perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TUWOowu_AcI/AAAAAAAABDI/ax2ATCNyesg/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TUWOowu_AcI/AAAAAAAABDI/ax2ATCNyesg/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não existe nada mais premente para discutir do que a questão da crise ambiental e das verdades e falsidades associadas a todo este assunto. A palavra “crise” não é utilizada neste contexto por acidente já que se trata seguramente de uma verdadeira crise, a qual segue o encalço daquela crise espiritual e intelectual que é indissociável da perspectiva predominante do mundo moderno. Aquela crise anterior, a qual &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/02/ren-gunon.html"&gt;René Guénon &lt;/a&gt;discutiu há praticamente um século atrás em várias obras, incluindo em a Crise do Mundo Moderno, a qual era conhecida por uns poucos e ignorada pela maioria. A crise ambiental é todavia demasiado manifesta para ser ignorada, mesmo pela multidão. É uma crise de extrema gravidade e urgência e qualquer um que a menospreze está simplesmente a enganar-se a si mesmo ou a sonhar acordado. Porém, está na nossa natureza tentarmos nos esquivar do confronto com o que exige de nós as mais profundas transformações interiores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;Poderá ser da nossa natureza tentarmos nos esquivar de um perigo eminente a menos que estejamos verdadeiramente perante ele, mas não o pretendemos encarar precisamente pela razão de que é um perigo. A imagem séria pintada por académicos e cientistas honestos que estão interessados no futuro da humanidade pode, frequentemente, ser inutilizada por uma empresa de filmagens que envie uma câmara para a floresta, para fotografar uns poucos pássaros a voar por ali, com a pretensão de mostrar quão “normal” é a situação ambiental da terra, mesmo em zonas urbanas. Mas a verdade é o oposto. Estamos perto de uma enorme crise, a qual tem que ser tomada de forma completamente séria. Mormente, é também necessário compreender que a crise ambiental não pode ser resolvida através de boa engenharia (ou melhor engenharia); não pode ser resolvida através de planeamento económico; nem mesmo pode ser resolvida através de modificações de cosmética na nossa concepção do desenvolvimento e da mudança. A crise ambiental requer uma transformação muito radical na nossa consciência, e isto não significa descobrir um estado de consciência completamente novo, mas sim regressar ao estado de consciência que a humanidade tradicional sempre teve. Significa redescobrir a forma tradicional de olhar para o mundo da natureza como presença sagrada. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-657762784144120320?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/657762784144120320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/as-dimensoes-espiritual-e-religiosa-da.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/657762784144120320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/657762784144120320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/as-dimensoes-espiritual-e-religiosa-da.html' title='As dimensões espiritual e religiosa da crise ambiental'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TUWOowu_AcI/AAAAAAAABDI/ax2ATCNyesg/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5526644309324216549</id><published>2011-01-16T19:59:00.000Z</published><updated>2011-01-16T19:59:35.869Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sufismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Palavras de sabedoria</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mais uma edição no outro lado do Atlântico com interesse para os leitores do Sabedoria Perene. Referimo-nos à tradução do famoso &lt;i&gt;Hikam&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;Ibn Atâ’Allah al-Iskandari&lt;/i&gt;. A tradução para a língua portuguesa, de Aluizio J.R. Monteiro Jr., foi efectuada a partir da tradução do árabe para o francês realizada por Abd-ar-Rahman Buret com a colaboração e introdução de Titus Burckhardt.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TTNM7cI7izI/AAAAAAAABDE/6wBMsWPpQ3A/s1600/Hikam.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TTNM7cI7izI/AAAAAAAABDE/6wBMsWPpQ3A/s320/Hikam.png" width="248" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hikam&lt;/i&gt;, ou “As palavras de sabedoria”, de Ibn Ata’Allâh de Alexandria figura entre as mais célebres compilações de aforismos sufis. Difundiu-se por quase todo o mundo islâmico a partir do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Magreb&lt;/i&gt; (norte da África), onde foi objecto de inúmeros comentários, até a Indonésia, onde foi traduzido para o malaio. Sua difusão é, de certa forma, paralela à da ordem sufi &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Shadiliya&lt;/i&gt;, que tem no &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hikam&lt;/i&gt; o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;vade mecum&lt;/i&gt;, o guia e o companheiro de viagem daquele que percorre a Via contemplativa. Isso porque Ibn Ata’Allah, nascido em meados do séc. VII/XIII e falecido em 709/1309 no Cairo, foi não somente o discípulo e sucessor do mestre Abu-I-Abbas al-Mursi, ele próprio discípulo do fundador dessa ordem, Íman Abu-I-Hassan Shadili, mas também o primeiro mestre desta &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Tariqa&lt;/i&gt; sufi a deixar uma obra doutrinal escrita. Podemos presumir que seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Hikam&lt;/i&gt; resume e fixa o ensinamento oral de seus predecessores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Titus Burckhardt&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ibn ‘Atâ-Allah al-Iskandarî al-Judâmî as-Shâdilî, nasceu em Alexandria, Egito, no século XIII/VII (da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;hegira&lt;/i&gt;). Teve uma educação tradicional islâmica recebida de grandes mestres. Seu &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sheikh&lt;/i&gt; Abû al-‘Abbâs al-Mursî predisse que Ibn ‘Atâ-Allah tornar-se-ia uma autoridade tanto na &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sharia/fiqh&lt;/i&gt; como na &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tariqah&lt;/i&gt;/Via espiritual: “Ele disse pela via da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;sharia&lt;/i&gt;, o conhecimento exotérico, e pelo da Verdade ou &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;tariqah&lt;/i&gt;, o conhecimento esotérico”. O shaikh Abû al-‘Abbâs al-Mursî foi um discípulo privilegiado do &lt;i&gt;sheikh &lt;/i&gt;as-Shâdilî, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;qutb&lt;/i&gt; (pólo espiritual) de seu tempo e um dos maiores mestres sufis da história do Islão. Com relação aos fundamentos da Via espiritual, Ibn ‘Atâ-Allah afirma que: “A base de sua Via – que Deus seja louvado – é a concentração em Deus, o combate contra a dispersão (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;ádam at-tafriqa&lt;/i&gt;), a perseverança no retiro espiritual (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;khalwah&lt;/i&gt;) e a invocação (&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;zikr&lt;/i&gt;) do supremo Nome”. Sua obra portadora de grandes ensinamentos metafísicos e espirituais, também dirigida ao crente comum, regista com beleza e sabedoria os ensinamentos de seus mestres da Via sufi.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5526644309324216549?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5526644309324216549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/palavras-de-sabedoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5526644309324216549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5526644309324216549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/palavras-de-sabedoria.html' title='Palavras de sabedoria'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TTNM7cI7izI/AAAAAAAABDE/6wBMsWPpQ3A/s72-c/Hikam.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-7536606589865937095</id><published>2011-01-13T20:13:00.003Z</published><updated>2011-01-13T20:24:26.786Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='&quot;Nova Era&quot;'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Ocultismo &amp; Religião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TS9d9Ons21I/AAAAAAAAAH4/pF0vqRgW3a8/s1600/Capa%2BOcultismo%2B%2BReligi%25C3%25A3o_primeira%2Bcapa.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561767371303869266" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TS9d9Ons21I/AAAAAAAAAH4/pF0vqRgW3a8/s320/Capa%2BOcultismo%2B%2BReligi%25C3%25A3o_primeira%2Bcapa.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este estimulante livro expõe e debate as relações entre psicologia, ocultismo e religião que permeiam as obras de Freud, Jung e Mircea Eliade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele expõe informações, só recentemente disponíveis, que mostram que havia na psicanálise freudiana aspectos que iam além do materialismo estrito pelo qual ela ficou popularmente conhecida. &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2009/02/harry-oldmeadow.html"&gt;Harry Oldmeadow &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/mateus-soares-de-azevedo.html"&gt;Mateus Soares de Azevedo &lt;/a&gt;revelam, em primeira mão em língua portuguesa, que o método psicanalítico concebido por Freud sofreu forte influência de ramos subterrâneos da tradição judaica, sobretudo de movimentos messiânicos heterodoxos, como o Sabataísmo e o Frankismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo similar, o livro documenta como o psicólogo suíço Carl Gustav Jung se valeu de doutrinas gnósticas, ocultistas e mesmo cristãs para compor seu método terapêutico, o qual muitos atribuem perfeita convergência com doutrinas tradicionais. Em outras palavras, a presente obra discute se o Junguismo constitui uma alternativa real à perspectiva de Freud, como se acredita em círculos intelectuais e religiosos contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocultismo &amp;amp; Religião (São Paulo, editora Ibrasa, 2011) põe em relevo igualmente a vida e a obra do historiador de religiões romeno Mircea Eliade, outro influente intelectual que refletiu sobre os choques e intercâmbios entre religião, ocultismo e psicologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores confrontam com discernimento e coragem o lugar do homem em um mundo no qual a ciência despojou o cosmo de significado profundo, solapou os pilares da fé e roubou do homem sua envergadura espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUMÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação&lt;br /&gt;Capítulo 1 – A religião secreta de Freud&lt;br /&gt;Capítulo 2 – Jung e os crentes sem religião&lt;br /&gt;Capítulo 3 – Mircea Eliade e Jung&lt;br /&gt;Bibliografia Selecionada &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-7536606589865937095?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/7536606589865937095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/ocultismo-religiao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7536606589865937095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7536606589865937095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2011/01/ocultismo-religiao.html' title='Ocultismo &amp; Religião'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TS9d9Ons21I/AAAAAAAAAH4/pF0vqRgW3a8/s72-c/Capa%2BOcultismo%2B%2BReligi%25C3%25A3o_primeira%2Bcapa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2286278814042640584</id><published>2010-12-08T14:49:00.001Z</published><updated>2010-12-10T00:01:53.366Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><title type='text'>Caminho para o Coração*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Esta publicação resulta de uma muita generosa dádiva enviada por um dos nossos amigos do outro lado do Atlântico, Alberto Vasconcellos Queiroz, que é fundador, conjuntamente com &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/mateus-soares-de-azevedo.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mateus Soares de Azevedo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;, de um projecto já aqui mencionado por diversas vezes, a editora &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sapientia.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sapientia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Esta sua partilha, que vamos mencionar mais à frente, permite-nos abordar um aspecto menos conhecido de um dos maiores expositores da Sabedoria Perene, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/08/frithjof-schuon.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Frithjof Schuon&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;. Referimo-nos ao facto deste, para além de encarnar nos nossos tempos aquilo que podemos imaginar terem sido os grandes sábios de tempos imemoriais, ter sido um grandioso artista e, nos últimos três anos da sua vida, um extraordinário e prolífero poeta, escrevendo cerca de 3500 curtos poemas na sua língua materna, o alemão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nas palavras de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/05/william-stoddart.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;William Stoddart&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;, esta torrente de poemas “&lt;em&gt;cobre todos os aspectos possíveis da doutrina metafísica, do método espiritual, das virtudes, bem como do papel e função da beleza… exibem uma incrível sagacidade, profundidade, compreensão e compaixão. Eles são a sua dádiva final para o mundo, o seu testamento e o seu legado&lt;/em&gt;.” Ainda segundo a opinião deste autor amplamente autorizado para falar da obra de Schuon, o principal tema destes poemas “&lt;em&gt;é a oração confiante a um Deus todo-misericordioso e a benevolência para com os homens de boa vontade. Acima de tudo, os poemas são instrumentos de instrução e, como tal, uma poderosa propulsão para o interior&lt;/em&gt;.” Patrick Laude diz-nos, ainda, que o esoterismo quintessencial que Schuon expõe tem as características da simplicidade da verdade pura, e que é esta simplicidade que os seus poemas transmitem, oferecendo uma “&lt;em&gt;destilação musical do elixir da sabedoria&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É precisamente esta sua vertente de poeta que temos o prazer de dar a conhecer através de alguns versos traduzidos por Alberto Queiroz. Tratam-se de composições poéticas pertencentes à colecção de poemas ingleses, escritos antes da 'explosão' na sua língua materna, e que são, também eles, verdadeiras pérolas de ‘sabedoria destilada’. Diz-nos o tradutor que a tradução de poesia é algo extremamente complexo e que estas traduções, efectuadas há vários anos, foram até hoje fruídas apenas por um núcleo muito restrito de amigos. Por esta razão, é imensa a nossa gratidão para com o tradutor, e é grande a esperança que os nossos leitores possam, tal como nós, sentir a fragrância, recorrendo às palavras de Alberto Queiroz, do remoto perfume do original.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;* - &lt;span style="font-family: Corbel; font-size: 9pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT;"&gt;Nome dado à colecção de poemas ingleses escrita por Frithjof Schuon.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TP-UMmdcRII/AAAAAAAABC4/aCYBB23EJJk/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TP-UMmdcRII/AAAAAAAABC4/aCYBB23EJJk/s1600/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Regina Coeli&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;És mais que um Símbolo, estás perto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;De mim como o sangue e o coração; é certo,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;És o ar que me faz viver, que puro e sábio me faz;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Doce e terno ar que o paraíso me traz.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;És mais que as palavras que de ti falam,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;E mais que as músicas sacras que embalam&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Nosso louvor a Ti. Meu êxtase te pertencia&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Mesmo antes de Deus criar a vinha.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Diga ‘Sim’&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Diga ‘sim’ a Deus, Deus a ti dirá ‘sim’:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Da Porta do Céu, eis a chave dourada.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Na terra, não me ocupa minha estrada,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ela pode ser longa:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Curta é a Estrada de Deus a mim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Grandeza&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Perguntas-me o que é grandeza: um valor&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Do homem não é, mas do Criador.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nosso cor deve saber antes que seja tarde&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Só nossa consciência de Deus tem tal qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Há uma só consciência d’Ele, veja bem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A mil espelhos a única Luz se oferta.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A contingência é sonho, mas a Verdade é certa:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sê o que és, não perguntes quem é quem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Memento&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sabes que não podes mudar o mundo;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Renuncia a ele, deixas as coisas serem o que devem ser.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Certas coisas podemos mudar, outras não;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em todo destino há algo a aprender.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não esqueças: existe um Sumo Bem&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Cujo Amor pode vencer a Fatalidade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A razão é que o som mais profundo do Ser&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Vem da harpa da pura Felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Liberdade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Sentes que o mundo terreno é triste,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mas tal tristeza chorar não devias;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não digas que é mau o mundo que existe…&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Pois a toda sombra a hora final soa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E é infinda a alegria oculta nas coisas;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A vida é às vezes dura, mas a alma voa.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Contempla a dupla face da existência:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De um lado está o ferro, mas do outro o ouro vive.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Devias ver a felicidade que é tua essência,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E então saberias: Deus a fez pura e livre.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Omega&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Da Infinitude dar uma imagem finita:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em toda poesia esta intenção habita.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Toda obra humana a um limite final se inclina;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Seu arquétipo, no Céu, nunca termina.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Da Arte e da Beleza, qual a razão?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Mostrar o rumo do mais fundo Coração.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O canto de um pássaro do Céu surgia;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O mundo fora um sonho; era eu a melodia.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Símbolo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Símbolo devias trazer em teu peito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E no Símbolo devias sempre morar;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele é um tesouro, e um abrigo,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E uma arma, e um barco a nos salvar.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele é uma Graça divina que nos dá vida;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Em tal Graça, não te podes perder.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E saiba, tu também és o Símbolo e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O Sinal de Deus, ou não pod’rias ser.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ápice&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Qual foi o maior instante em nossa vida?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Qual a maior felicidade, em que evento?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Terá sido um dia de glória, ou de amor?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Quando com gente santa passamos um momento?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Deve ter sido o dia em que encontramos Deus.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ele entrou no tempo, não se sabe como. Mas, ora,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;O tempo está sempre aí, e Deus é perto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;E assim, o ápice de nossa vida é agora.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2286278814042640584?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2286278814042640584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/12/caminho-para-o-coracao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2286278814042640584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2286278814042640584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/12/caminho-para-o-coracao.html' title='Caminho para o Coração*'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TP-UMmdcRII/AAAAAAAABC4/aCYBB23EJJk/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-7205754633543941326</id><published>2010-11-30T17:19:00.004Z</published><updated>2010-11-30T19:12:08.000Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><title type='text'>Encontro Nacional Evoliano - 2010</title><content type='html'>Aqui fica a divulgação de um evento para os nossos estimados leitores do outro lado do Atlântico - o &lt;a href="http://encontronacionalevoliano.com.br/"&gt;Encontro Nacional Evoliano&lt;/a&gt;. O evento decorrerá em João Pessoa, Paraíba, de 15 a 17 de Dezembro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 15 de dezembro – Quarta-feira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;19:00hs - Abertura e credenciamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Palestra de apresentação: “Evola e a Tradição”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 16 de dezembro – Quinta-feira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Palestra R. Daher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;10:30 as 12:00hs - Comunicações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestra Luiz Pontual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:00hs - “Evola, Guénon e a Tradição”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00hs - Debate: Evola e Guénon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 lançamento de livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Revolta Contra o Mundo Moderno – Julius Evola, 2010 – IRGET&lt;br /&gt;2. Tradição Hermética – Julius Evola, 2010 – Ascese&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestra Prof. Dr. Deyve Redson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h00hs “Schopenhauer e o Pensamento Oriental”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 17 de dezembro – Sexta-feira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Palestra Luiz Pontual 09:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09:00hs - “Kon tan- A lanterna Cosmológica”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10:30hs - Debate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestra Prof. Mateus Azevedo 14:00&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;14:00hs - “A Filosofia Perene e os Luminares Espirituais do Século XX”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00 hs - Mesa redonda: Filosofia Perene com Mateus Azevedo, Deyve Redson e outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento de livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. FORMA &amp;amp; SUBSTÂNCIA NAS RELIGIÕES - DE FRITHJOF SCHUON (ED. SAPIENTIA, 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. OCULTISMO &amp;amp; RELIGIÃO: EM FREUD , jUNG E MIRCEA ELIADE - DE HARRY OLDMEADOW E MATEUS SOARES DE AZEVEDO (ED. IBRASA, 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19h00hs - Debate e Plenária - Instituto Evola?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sábado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reunião Instituto Evola 09:00 as 10:30hs&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-7205754633543941326?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/7205754633543941326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/encontro-nacional-evoliano-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7205754633543941326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7205754633543941326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/encontro-nacional-evoliano-2010.html' title='Encontro Nacional Evoliano - 2010'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6571105553011973794</id><published>2010-11-25T23:48:00.003Z</published><updated>2011-01-28T17:17:13.303Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>A agricultura e o destino humano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O trecho abaixo apresentado constitui uma dupla estreia neste espaço de divulgação da escola de pensamento tradicionalista/perenialista. A do notável &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/lord-northbourne.html"&gt;Lorth Northborne&lt;/a&gt;, autor do extraordinário &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.worldwisdom.com/public/viewpdf/default.aspx?article-title=Agriculture_and_Human_Destiny_by_Lord_Northbourne.pdf"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Agricultura e o destino humano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, cuja versão final e integral constará no próximo número da Revista Sabedoria Perene, e também a do tradutor do respectivo artigo, Sandro Faria, a quem estamos muito gratos pelo importante contributo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Crosta desta terra experimenta periodicamente convulsões de várias naturezas e escalas. No decurso das maiores, continentes existentes são submersos e novos emergem. Entre convulsões, poderão existir idades de gelo e idades de chuva e de aquecimento que afectam a totalidade, ou apenas partes, da superfície do globo terrestre. Todas estas ocorrências, gigantescas e avassaladoras que são do ponto de vista humano, são incidentes triviais numa série de contínuas alterações que ocorrem numa escala cósmica, surpreendem a nossa imaginação pela sua imensidade e duração e reduzem todos os fenómenos terrestres a uma insignificância quantitativa. Em termos quantitativos, a vida humana é duplamente insignificante, pois desempenha um tão pequeno papel na história geológica do planeta, o qual não pode ser considerado separadamente do sistema solar nem este último separadamente do resto do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se a vida humana tem algum significado de todo, não é no domínio da quantidade mas sim no domínio da qualidade. Valerá somente a pena preservar a vida humana em virtude do seu conteúdo qualitativo ou potencialidade qualitativa, ainda que a mesma tenha um aspecto quantitativo inerente, o qual não pode ser preservado a menos que se satisfaçam os seus requisitos quantitativos. A satisfação desses requisitos é justificada apenas até ao necessário para o desenvolvimento das potencialidades qualitativas da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior dificuldade que surge no decorrer desta afirmação é que a natureza dessas potencialidades qualitativas não pode ser definida com precisão. Apenas a quantidade é mensurável, a qualidade como tal pode ser enunciada mas não medida. A qualidade é eternamente o que é, ou é percebida pelo que é ou não é percebida de todo. Nada pode expressar a sua natureza a quem não a percebe directamente. No entanto há que falar sobre qualidade, uma vez que é a chave para tudo; sem ela não há nada senão o caos da indistinção, a abstracção do número puro. Ao discutir qualidade, o mais que se pode fazer é comparar coisas que possuem uma qualidade com coisas que não a possuem. Ainda assim, a comparação é significativa apenas para alguém que conhece por experiência o que a qualidade em questão é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é tanto ou mais verdade para a qualidade, ou qualidades, que podem ser chamadas de “espirituais”. A palavra espiritual é inevitavelmente mal aplicada ou mal interpretada por qualquer um cujos limites da realidade coincidem com os limites da mensurabilidade. O mensurável é, em última análise, tudo o que pode ser contido nos poderes analíticos e descritivos do cérebro humano. Se não houvesse nada que transcendesse esses poderes, toda a qualidade poderia em princípio ser reduzida a quantidade. A distinção qualitativa essencial do homem reside nas suas potencialidades espirituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As convulsões terrestres envolvem a destruição periódica de vidas, humanas ou outras. Isto pode surgir-nos como algo terrível e tornar difícil compreender como é que um Deus todo misericordioso pode ter ordenado os acontecimentos desta forma. Esquecemo-nos que a lei da vida e da morte é aplicável não individualmente a criaturas vivas mas a tudo o que, por associação com a quantidade, é conferido uma forma, universos e o que fica para baixo. Tudo deve perecer; somente o Espírito, qualidade pura, é imperecível e sempre inteiramente ele próprio. Quer como indivíduos, quer como sociedades humanas, somos perecíveis. O Homem sempre soube isto, mas ao mesmo tempo também sempre considerou que deve haver, por assim dizer, algo por detrás de tudo, algo imperecível e maior que ele próprio. [1] Aceitar a perecibilidade e a dependência de nós mesmos e de todo o universo das formas, com toda a humildade que essa aceitação implica, é um prelúdio necessário para o entendimento da nossa situação, e tal entendimento é indispensável para uma actuação efectiva. No presente, os nossos alcances no domínio do quantitativo e do perecível parecem ter obscurecido a nossa dependência do qualitativo e do imperecível, confundindo por conseguinte o nosso sentido de direcção e frustrando muitas acções bem-intencionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que tem tudo isto a ver com agricultura? Tudo, na realidade; pela dupla razão de que o solo, resultado das convulsões terrestres, providencia a sua fundação física e que a relação da qualidade para com a quantidade, não apenas nos produtos finais da agricultura mas também na nossa abordagem aos seus problemas, envolve-nos a todos mais do que normalmente pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista estrito da biologia e da economia, a agricultura é a fundação da vida humana no planeta e assim tem sido desde que o aumento da população ultrapassou as potencialidades de produção de alimentos da Natureza virgem. Uma vez estabelecida, torna-se na principal expressão do relacionamento entre o homem e a Natureza. Todas as restantes actividades humanas surgem como ramificações desta relação e são dela dependentes. Poderíamos seguir sem elas mas não sem a agricultura. Consequentemente, afecta-nos mais directamente que qualquer outra actividade; a qualidade das nossas vidas e a nossa posição é reflexo dela, e a sua qualidade reflecte-se em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta verdade auto-evidente tem vindo a ser obscurecida pelas atracções e distracções do desenvolvimento industrial, mas surge-nos novamente, agora no seu aspecto quantitativo, devido ao rápido crescimento da população mundial. Este incremento parece acompanhar sempre uma revolução industrial. [2] Num período de tempo incrivelmente curto, o progresso industrial passou a ser o objectivo de quase todas as nações; e, uma vez estabelecido, um objectivo não é prontamente abandonado, especialmente quando a riqueza é o seu alvo e esta parece alcançável. Embora nos encontremos perante um risco de fome mundial dentro de poucas décadas, continuamos a dedicar uma proporção cada vez maior do nosso dinheiro e energia ao desenvolvimento industrial, cujas exigências são insaciáveis. A indústria gera constantemente novos crescimentos, que por sua vez criam novas oportunidades, mas com elas também novos desejos e novas necessidades. [3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[1] Se não fosse assim, tanto ele próprio como o mundo perecível das formas seriam inteiramente irreais, uma mera ilusão passageira, sem causa e sem objectivo. Não só um tal conceito é contradito pela nossa consciência de existência mas é também, em última análise, desprovido de significado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[2] Uma explosão populacional não é necessariamente ou somente resultado de mais ou melhor comida, habitação, ou atenção médica; por exemplo, nenhuma destas condições estiveram particularmente presente no início da revolução industrial britânica. Elas podem sem dúvida ajudar a sua concretização assim que esta começa, mas não são a sua causa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;[3] Curiosamente – ou talvez não tão curiosamente – os novos desejos são ao mesmo tempo os mais dispendiosos e os mais absurdos, por exemplo, televisão a cores, viagens cada vez mais rápidas e a colocação do homem na lua. Expansão pela expansão é a máxima; apenas pode ser alcançada mais rapidamente à custa de terceiros; quando todos a têm como objectivo, por toda a parte se exacerbam rivalidades entre interesses sectários, nacionais ou outros, e a preparação para a guerra, “fria” ou “quente”, torna-se de longe a maior consumidora de recursos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6571105553011973794?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6571105553011973794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/agricultura-e-o-destino-humano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6571105553011973794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6571105553011973794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/agricultura-e-o-destino-humano.html' title='A agricultura e o destino humano'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2355442275103600815</id><published>2010-11-25T23:40:00.006Z</published><updated>2010-12-08T13:57:19.332Z</updated><title type='text'>Lord Northbourne</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TP-N3mkc4_I/AAAAAAAABC0/SCfW2ZACijU/s1600/Lord+b.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TP-N3mkc4_I/AAAAAAAABC0/SCfW2ZACijU/s1600/Lord+b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.worldwisdom.com/public/authors/Lord-Northbourne.aspx"&gt;Lord Northbourne &lt;/a&gt;(1896-1982), Walter Ernest Christopher James, foi o 4.º Barão Northbourne de Kent, Inglaterra. Agricultor, educador, tradutor, cujos escritos versam sobre agricultura e religião comparada. Recebeu a sua educação em Oxford e foi Reitor do Wye College — o colégio de agricultura da Universidade de Londres. Lord Northbourne era um agrónomo perspicaz e escreveu um influente livro em 1940, &lt;em&gt;Look to the Land&lt;/em&gt;. Neste livro, introduziu ao mundo o termo "agricultura biológica", bem como os conceitos relacionados com a gestão de uma proriedade agrícola como um “todo orgânico”. Depois de ler este livro, &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/11/marco-pallis.html"&gt;Marco Pallis &lt;/a&gt;contactou e introduziu Lord Northbourne aos escritos e às ideias tradicionalistas/perenialistas. Desde então, Lord Northbourne passou a adoptar este padrão de pensamento nos seus próprios escritos e a integrá-lo na sua própria vida, mantendo correspondência com muitos dos mais proeminentes escritores desta escola de pensamento, bem como com Thomas Merton. Os seus escritos são frequentemente citados como excelentes introduções à perspectiva tradicionalista, destacando-se também como tradutor e editor de importantes obras tais como &lt;em&gt;The Reign of Quantity and the Signs of the Times&lt;/em&gt;, de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/02/ren-gunon.html"&gt;René Guénon&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;Light on the Ancient Worlds&lt;/em&gt;, de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/08/frithjof-schuon.html"&gt;Frithjof Schuon &lt;/a&gt;e &lt;em&gt;Sacred Art in East and West&lt;/em&gt;, de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/12/titus-burckhardt.html"&gt;Titus Burckhardt&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Publicações no “Sabedoria Perene”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/agricultura-e-o-destino-humano.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;A agricultura e o destino humano&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2355442275103600815?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2355442275103600815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/lord-northbourne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2355442275103600815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2355442275103600815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/lord-northbourne.html' title='Lord Northbourne'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TP-N3mkc4_I/AAAAAAAABC0/SCfW2ZACijU/s72-c/Lord+b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2392620122885365108</id><published>2010-11-14T21:04:00.000Z</published><updated>2010-11-14T21:04:33.497Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Dança</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Como agradecimento a mais um maravilhoso espectáculo de dança tradicional da Índia, proporcionada pelas bailarinas &lt;b&gt;&lt;i&gt;Tarikavalli&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;e&lt;b&gt; &lt;i&gt;Lajja Sambhavnath&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, ficam as seguintes palavras de &lt;b&gt;Frithjof Schuon&lt;/b&gt; (&lt;i&gt;Art from the Sacred to the Profane – East and West&lt;/i&gt;, World Wisdom 2007).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;* * *&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TOBFNnGFSTI/AAAAAAAABCk/FTHZL3-D1Zs/s1600/paulo_martins_5.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TOBFNnGFSTI/AAAAAAAABCk/FTHZL3-D1Zs/s320/paulo_martins_5.jpg" width="212" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TOBFOWQ4_WI/AAAAAAAABCo/lUPym6hO1IU/s1600/paulo_martins_3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;A dança combina o espaço e o tempo, ao mesmo tempo que sumariza as restantes condições: a forma é representada pelo corpo do bailarino; o número, pelos seus movimentos; a matéria, pela sua carne; a energia, pela sua vida; o espaço, pela extensão que contém o seu corpo; e o tempo, pela duração que contém os seus movimentos. É assim que a Dança de &lt;i&gt;Shiva&lt;/i&gt; sumariza as seis condições da existência, as quais são como que as dimensões de &lt;i&gt;Māyā&lt;/i&gt;, e &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; as de &lt;i&gt;Ātmā&lt;/i&gt;; se a Dança de &lt;i&gt;Shiva&lt;/i&gt;, a &lt;i&gt;Tāndava,&lt;/i&gt; traz a destruição do mundo, isto resulta precisamente do facto de fazer regressar &lt;i&gt;Māyā&lt;/i&gt; a &lt;i&gt;Ātmā&lt;/i&gt;. E é assim que toda a dança sagrada traz os acidentes de volta à Substância, ou o objecto particular, acidental e diferenciado, de volta ao Sujeito universal, substancial e uno (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: right;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TOBFOWQ4_WI/AAAAAAAABCo/lUPym6hO1IU/s1600/paulo_martins_3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TOBFOWQ4_WI/AAAAAAAABCo/lUPym6hO1IU/s320/paulo_martins_3.jpg" style="cursor: move;" unselectable="on" width="212" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;[fotografias por Paulo Martins,&lt;a href="http://lapsosdetempo.blogspot.com/2010/11/tarikavalli-e-lajja-sambhavnath.html"&gt;http://lapsosdetempo.blogspot.com/2010/11/tarikavalli-e-lajja-sambhavnath.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2392620122885365108?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2392620122885365108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/danca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2392620122885365108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2392620122885365108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/danca.html' title='Dança'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TOBFNnGFSTI/AAAAAAAABCk/FTHZL3-D1Zs/s72-c/paulo_martins_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-7667281996380538354</id><published>2010-11-14T19:36:00.002Z</published><updated>2010-11-14T20:54:08.182Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 20px;"&gt;A tese do progresso indefinido depara-se com a seguinte contradição: se o homem pôde viver durante séculos sob a influência de erros e absurdos, – supondo que as tradições não são mais do que isso, e de tal forma que os erros e os absurdos seriam quase incomensuráveis – a imensidão de tal logro seria incompatível com a inteligência que atribuímos ao homem como tal e que somos obrigados a atribuir; dito de outro modo, se o homem é suficientemente inteligente para chegar ao “progresso” que encarna a nossa época, – admitindo que tal seja uma realidade – é &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 20px;"&gt; demasiado inteligente para ter sido enganado, durante milénios, por erros tão ridículos como aqueles que lhe atribui o mesmo “progressismo”; mas se, pelo contrário, o homem é tolo ao ponto de ter acreditado nesses mesmos erros durante tanto tempo, então ele é também demasiado tolo para os abandonar. Ou ainda, se os homens actuais chegaram finalmente à verdade, eles deveriam ser superiores em proporção aos homens da antiguidade, e essa proporção seria quase absoluta; na realidade, o melhor que se pode dizer é que o homem antigo – medieval ou da antiguidade – não era nem menos inteligente nem menos virtuoso que o homem moderno, bem longe disso. A ideologia do progresso é uma das absurdidades que impressiona pela falta de imaginação, bem como de um senso das proporções; é, de resto, essencialmente uma ilusão “&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 20px;"&gt;&lt;i&gt;vaishya&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; line-height: 20px;"&gt;”, um pouco como a “cultura”, que não é mais do que uma “intelectualidade” sem inteligência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; mso-line-height-rule: exactly; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 15pt; text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Frithjof Schuon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; – &lt;i&gt;Castes et Races&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-7667281996380538354?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/7667281996380538354/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/palavras-trovao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7667281996380538354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7667281996380538354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4297450051787555259</id><published>2010-11-04T21:19:00.003Z</published><updated>2010-11-04T21:27:31.126Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vaticano II'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>A questão da promessa divina de proteção à Igreja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;por Mateus Soares de Azevedo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à questão sobre a promessa do Cristo de proteção à Igreja (Mateus, 16: 18), &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/joseph-ratzinger-bento-xvi-apesar-de.html#comments"&gt;posta pelo leitor do blogue Fábio Luque&lt;/a&gt;, é importante ponderar o seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promessa divina não se refere apenas à Igreja Católica Romana. Pois a tradição cristã universal engloba três grandes confissões, ou correntes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A Igreja Católica, cuja área providencial de atuação é, sobretudo, a Europa ocidental e as Américas, com extensões em África meridional, Oceania e partes de Ásia (como Filipinas e Coréia);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. As Igrejas Ortodoxas Orientais, cuja área principal de atuação é o leste europeu e o Oriente Próximo, incluindo comunidades gregas, russas, melquitas, sírias etc estabelecidas nas Américas, na Oceania e Europa ocidental;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. As igrejas protestantes originais, pré-liberais, sobretudo luteranas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse: “Onde dois, ou três, estiverem reunidos em meu Nome, eu estarei no meio deles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frithjof Schuon interpretou os dois primeiros desta palavra divina como sendo o Catolicismo e a Ortodoxia. O terceiro, no condicional, expressa, entre outras possíveis interpretações, o caráter mais ou menos problemático e ambíguo do Protestantismo. Schuon escreveu, em seu magistral ensaio “A Questão do Protestantismo”, que este “manifesta incontestavelmente uma possibilidade cristã, limitada sem dúvida, e excessiva em algumas de suas características, mas não intrinsecamente ilegítima e, consequentemente, representativa de certos valores teológicos, morais e mesmo místicos. Se o Evangelismo - para usar o termo favorito de Lutero - estivesse situado num mundo como o do Hinduísmo, ele apareceria nesse particular como uma via possível, o que quer dizer que seria, sem dúvida, um &lt;em&gt;darshana&lt;/em&gt; secundário entre outros (...)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitam-nos citar ainda algumas linhas deste mesmo texto, pois ele é bastante esclarecedor e, ademais, fornece uma resposta incisiva à opinião do grande René Guénon, que repelia o Protestantismo como manifestação heterodoxa e anti-tradicional no seio da Cristandade: “Poder-se-ia dizer analogicamente que a alma germânica - tratada por Roma de uma maneira demasiadamente latina, mas esta é outra questão - que esta alma, que não é grega, nem romana, sentia a necessidade de um arquétipo religioso mais simples e mais interior, um arquétipo menos formalista, portanto, e mais “popular” no melhor sentido da palavra; este é em certos aspectos o arquétipo religioso do Islã, uma religião baseada num Livro e conferindo o sacerdócio a todo fiel. Ao mesmo tempo, e de outro ponto de vista, a alma germânica sentia nostalgia por uma perspectiva que integrasse o natural ao sobrenatural, isto é, uma perspectiva tendendo a Deus sem ser contra a natureza; uma piedade não-monástica, todavia acessível a todo homem de boa vontade no meio das preocupações terrenas; uma via fundada na Graça e na confiança, e não na Justiça e nas obras; e esta via [o Protestantismo] tem incontestavelmente suas premissas no próprio Evangelho.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, e voltando o foco para a questão da promessa, creio que ela se refere fundamentalmente às igrejas ortodoxas, que não tiveram&lt;em&gt; aggiornamento&lt;/em&gt; (como nota o grande William Stoddart em &lt;em&gt;Remembering in a World of Forgetting&lt;/em&gt; (EUA, 2008, pp. 29-30), as igrejas orientais não sofreram estas três grandes ondas de destruição que devastaram a Cristandade ocidental: a Renascença, o Iluminismo e o &lt;em&gt;aggiornamento&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A promessa vale também, certamente, aos grupos tradicionalistas católicos que não aceitaram a &lt;em&gt;Weltanchauung&lt;/em&gt; conciliar e que lutam com grandes dificuldades, um pouco por todo mundo, para manter vivo o depósito da tradição que Cristo legou à sua Igreja, depósito este desprezado e mesmo “substituído” pela “nova” igreja, a de Roncalli, Montini, Woityla e Ratzinger. As igrejas católicas de rito oriental (melquita, armênia, ucraniana etc) estão igualmente cobertas pela promessa -- desde que, é claro, mantenham-se fieis à tradição que receberam do divino Mestre. Pois o importante aqui é ter claro que a promessa do Cristo não é incondicional, ou seja, ela não vale para aquelas partes de um organismo vivo como é a igreja que se corromperam ao longo do tempo e se desviaram da &lt;em&gt;doutrina correta&lt;/em&gt; (este é o significado etimológico do termo grego “ortodoxia”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;As portas do inferno não prevalecerão contra a &lt;strong&gt;minha&lt;/strong&gt; Igreja&lt;/em&gt;”, diz o Cristo na passagem do Evangelho de São Mateus citada. Hoje, não há dúvida que há correntes da tradição cristã que se corromperam ou se desviaram da “correta doutrina”, e a “nova igreja”, ou a igreja romana oficial, é desgraçadamente uma delas – ela certamente não faz parte da “minha igreja”. A promessa não cobre a heterodoxia; portanto, a promessa não cobre a “nova igreja”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4297450051787555259?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4297450051787555259/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/questao-da-promessa-divina-de-protecao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4297450051787555259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4297450051787555259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/questao-da-promessa-divina-de-protecao.html' title='A questão da promessa divina de proteção à Igreja'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8679666880258412797</id><published>2010-11-04T17:52:00.006Z</published><updated>2010-11-04T21:36:02.941Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Civilização e Progresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicamos desde já uma parte de uma selecção de trechos do capítulo &lt;em&gt;Civilisation et progrès&lt;/em&gt; da obra &lt;em&gt;Oriente et Occident &lt;/em&gt;do magistral autor tradicionalista &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/02/ren-gunon.html"&gt;René Guénon&lt;/a&gt;. A versão completa e definitiva desta tradução constará no terceiro número da Revista Sabedoria Perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização ocidental moderna aparece na história como uma verdadeira anomalia: entre todas aquelas que nos são conhecidas mais ou menos completamente, esta civilização é a única que se desenvolveu num sentido puramente material, e este desenvolvimento monstruoso, cujo início coincide com o que se convencionou chamar de Renascimento, foi acompanhado, tal como estava fatalmente destinado, por uma correspondente regressão intelectual; dizemos correspondente em vez de equivalente, pois tratam-se aqui de duas ordens de coisas entre as quais não poderia existir qualquer medida comum. Esta regressão atingiu tal ponto que os ocidentais de hoje deixaram de saber o que é a intelectualidade pura, e tão pouco suspeitam de que tal possa existir; daqui resulta o seu desdém, não só pelas civilizações orientais, mas também pela idade média europeia, cujo espírito lhes escapa pouco menos completamente. Como fazer compreender o interesse de um conhecimento puramente especulativo àqueles para quem a inteligência é nada mais que um meio de agir sobre a matéria e de a sujeitar a fins práticos, e para quem a ciência, no sentido restrito em que a entendem, vale sobretudo na medida em que é aplicável para fins industriais? Nada exageramos: basta olhar em redor para se dar conta que é esta precisamente a mentalidade da imensa maioria de nossos contemporâneos; e um exame à filosofia posterior a Bacon e Descartes apenas confirmaria de novo estas constatações. Lembraremos apenas que Descartes limitou a inteligência à razão, que considerou como única função daquilo que acreditava poder chamar de metafísica a de servir de base à física, e que esta mesma física estava essencialmente destinada, segundo o seu pensar, a preparar a constituição das ciências aplicadas, mecânica, médica e moral – o limite último do conhecimento humano tal como o concebia. Não serão já estas tendências, assim formuladas, as mesmas que caracterizam, à primeira vista, todo o desenvolvimento do mundo moderno? Negar ou ignorar todo o conhecimento puro e supra-racional foi um abrir do caminho que logicamente poderia apenas conduzir, por um lado, ao positivismo e ao agnosticismo, os quais se entregam às mais redutoras limitações da inteligência e do seu objecto e, por outro lado, a todas as teorias sentimentalistas e voluntaristas, as quais se obrigam a procurar no infra-racional por aquilo que a razão não lhes pode dar. De facto, aqueles que nos nossos dias desejam reagir contra o racionalismo aceitam todavia a plena identificação da totalidade da inteligência com a razão, e crêem que aquela não é mais que uma faculdade puramente prática, incapaz de sair além do domínio da matéria. Bergson escreveu textualmente: "A inteligência, considerada no que parece ser a sua característica original, é a faculdade de fabricar objectos artificiais, em particular ferramentas para fazer ferramentas (sic), e de variar indefinidamente o seu fabrico" [2]. E novamente: "A inteligência, mesmo quando deixa de operar sobre a matéria bruta, segue os hábitos adquiridos nessa operação: aplica formas que são as mesmas da matéria desordenada. Ela está feita para este tipo de trabalho. Sem mais, este tipo de trabalho satisfá-la plenamente. E é isto que ela exprime ao dizer que somente assim atinge a distinção e a clareza" [3]. A partir destas últimas características podemos reconhecer sem esforço que não é a própria inteligência que está em causa, mas tão simplesmente a concepção cartesiana da inteligência, o que é bem diferente. E a "filosofia nova", como lhe chamam os seus aderentes, vai substituir a superstição da razão por uma outra, ainda mais grosseira sob certos aspectos, a superstição da vida. O racionalismo, ainda que impotente para se elevar até à verdade absoluta, deixava todavia subsistir a verdade relativa; o intuicionismo contemporâneo afunda esta verdade até ser não mais que uma representação da realidade sensível, em tudo o que ela tem de inconsistente e de incessantemente mutável; por fim, o pragmatismo acaba por fazer desaparecer a própria noção de verdade ao identificá-la com a noção de utilidade, o que resulta na pura e simples supressão da primeira. Se esquematizámos um pouco as coisas, de modo algum as desfigurámos e, quaisquer que possam ter sido as fases intermediárias, as tendências fundamentais são exactamente as que acabámos de descrever; os pragmatistas, indo até ao limite, apresentam-se como os mais autênticos representantes do pensamento ocidental moderno: o que importa a verdade num mundo em cujas aspirações, unicamente materiais e sentimentais e não intelectuais, encontram plena satisfação na indústria e na moral, dois domínios em que se pode bem passar sem conceber a verdade? Sem dúvida, não chegámos a este extremo num só golpe, e muitos europeus protestarão que não atingiram ainda tal extremo; mas aqui pensamos sobretudo nos americanos, que já se encontram numa fase mais "avançada", se assim o podemos dizer, da mesma civilização: tanto mentalmente como geograficamente, a América actual é verdadeiramente o "Extremo Ocidente"; e a Europa seguir-se-á, sem dúvida alguma, se nada vier impedir o desenrolar das consequências implicadas na situação actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez mais extraordinária é a pretensão de fazer desta civilização anormal o próprio modelo de todas as civilizações, de considerá-la como "a civilização" por excelência, vista mesmo como a única merecedora desse nome. Igualmente extraordinária, e como complemento desta ilusão, é a crença no "progresso", encarado de um modo não menos absoluto e identificado naturalmente, na sua essência, com este desenvolvimento material que absorve toda a actividade do ocidental moderno. Ambas estas ideias de "civilização" e de "progresso", fortemente relacionadas, datam apenas da segunda metade do século XVIII, o que equivale a dizer que datam da época que, entre outras coisas, viu nascer também o materialismo [4]; estas foram propagadas e popularizadas sobretudo pelos sonhadores socialistas do início do século XIX. Deve-se reconhecer que a história das ideias permite fazer, por vezes, observações assaz surpreendentes e reduzir certas ideias fantásticas ao seu justo valor; ela o permitiria sobretudo se fosse feita e analisada correctamente, se não fosse, como acontece aliás com a história comum, falsificada por interpretações tendenciosas, ou limitada a obras de mera erudição académica, a investigações insignificantes sobre aspectos de detalhe. A verdadeira história pode ser perigosa para certos interesses políticos; e estamos no direito de questionar se não é por esta razão que determinados métodos, neste domínio, são impostos oficialmente e à custa da exclusão de quaisquer outros: conscientemente ou não, descartamos a priori tudo o que permitiria ver claramente as coisas, e é assim que se forma a "opinião pública". Mas regressemos às duas ideias acima tratadas e esclareçamos que, ao atribuir-lhes uma origem tão próxima, visamos unicamente esta acepção absoluta, e ilusória segundo a nossa opinião, que é a que mais comummente lhes é dada nos dias de hoje. O significado relativo que estas mesmas palavras são susceptíveis de ter é uma outra questão e, como este significado é muito legítimo, podemos dizer que se tratam neste caso de ideias que surgiram num determinado momento; pouco importa se elas foram expressas de um ou de outro modo e, se um termo é conveniente, não será pelo facto de ser criação recente que vemos inconvenientes em empregá-lo. Assim, não hesitamos dizer que existem "civilizações" múltiplas e diversas. Seria deveras difícil definir com precisão o conjunto complexo de elementos de diferentes ordens que constituem aquilo que se chama de uma civilização mas, todavia, qualquer um compreende bem o que se deve entender por tal. Não pensamos ser necessário tentar encerrar numa fórmula rígida as características gerais da civilização como tal, ou as características particulares de uma tal civilização; Este é um processo algo artificial, e duvidamos grandemente desses enquadramentos limitadores que tanto aprazem a mentalidade sistemática. Assim como há "civilizações", há também, no decurso do desenvolvimento de cada uma delas, ou de certos períodos mais ou menos restritos desse desenvolvimento, "progressos" que influenciam, não tudo de forma indiscriminada, mas este ou aquele domínio específico; Este não é senão, em suma, um outro modo de afirmar que uma civilização se desenvolve num determinado sentido, numa determinada direcção; mas, assim como existem progressos, existem também regressões, e por vezes até coexistem ambos em domínios distintos. Logo, insistimos que tudo isto é eminentemente relativo; se tomarmos as mesmas palavras num sentido absoluto, elas deixam de corresponder a qualquer realidade, e foi precisamente nesta época que elas passaram a representar estas ideias novas que existem há menos de dois séculos, e apenas no Ocidente. Certamente que "o Progresso” e “a Civilização", com letra maiúscula, podem ser muito eficazes em certas frases, tão vazias quanto retóricas, muito apropriadas para impressionar as multidões para quem as palavras servem menos para exprimir o pensamento do que para colmatar a sua ausência; estas desempenham um dos mais importantes papéis no arsenal das fórmulas de que os "dirigentes" contemporâneos se servem para conseguir o singular feito de sugestão colectiva, sem o qual a mentalidade especificamente moderna não saberia subsistir duradouramente. A este respeito não cremos ter alguma vez destacado suficientemente a analogia deveras notável que a acção do orador, por exemplo, tem com a do hipnotizador (a do domador pertence igualmente à mesma ordem); chamamos, de passagem, a atenção dos psicólogos para este objecto de estudo. Sem dúvida, o poder das palavras foi também exercido, em maior ou menor escala, em tempos que não o nosso; mas o que não tem paralelo é esta gigantesca alucinação colectiva através da qual toda uma porção da humanidade foi levada a tomar as mais fantásticas fantasias por realidades incontestáveis; e, entre os ídolos da mentalidade moderna, aqueles que aqui denunciamos são talvez os mais perniciosos de todos.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] L'Evolution créatrice, p. 151.&lt;br /&gt;[3] Ibid, Pág. 174&lt;br /&gt;[4] A palavra "materialismo" foi inventada por Berkeley, que dela se serviu unicamente para designar a crença na realidade da matéria; o materialismo no seu sentido atual, isto é, a teoria segundo a qual não existe qualquer outra coisa senão a matéria, remonta apenas a La Mettrie e a Holbach; não deve ser confundida com mecanismo, cujos exemplos podem ser encontrados mesmo entre os antigos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8679666880258412797?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8679666880258412797/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/civilizacao-e-progresso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8679666880258412797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8679666880258412797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/civilizacao-e-progresso.html' title='Civilização e Progresso'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-1514452705097924493</id><published>2010-11-02T20:57:00.005Z</published><updated>2010-11-04T21:33:19.097Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Forma e Substância nas Religiões</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TNB9IIGZFgI/AAAAAAAAAHk/0smnLuqD6I4/s1600/Capa+FSR.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535061520605058562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TNB9IIGZFgI/AAAAAAAAAHk/0smnLuqD6I4/s320/Capa+FSR.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Divulgamos aqui a segunda publicação da &lt;a href="http://www.sapientia.com.br/"&gt;Editora Sapietia&lt;/a&gt;: o magnífico "&lt;em&gt;Forma e Substância nas Religiões&lt;/em&gt;" de Frithjof Schuon. Aqui fica o índice da obra e a ligação para uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JEvv284oPok"&gt;apresentação do tradutor Mateus Soares de Azevedo&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Apresentação: Frithjof Schuon e o caminho da Metafísica, da Oração e da Virtude...&lt;br /&gt;Prefácio do autor&lt;br /&gt;1. Verdade e Presença&lt;br /&gt;2. Forma e Substância nas Religiões&lt;br /&gt;3. Atmâ – Mâyâ&lt;br /&gt;4. Substância, Sujeito e Objeto&lt;br /&gt;5. As Cinco Presenças Divinas&lt;br /&gt;6. A Cruz Espaço-Tempo na Onomatologia Corânica&lt;br /&gt;7. Observações sobre o Fenômeno Maometano&lt;br /&gt;8. A Mensagem Corânica de Jesus&lt;br /&gt;9. A Doutrina Virginal&lt;br /&gt;10. Síntese dos Pâramitâs&lt;br /&gt;11. Sobre o Elemento Feminino no Mahâyâna&lt;br /&gt;12. O Mistério das Duas Naturezas&lt;br /&gt;13. A Questão das Teodicéias&lt;br /&gt;14. Algumas Dificuldades dos Textos Sagrados&lt;br /&gt;15. Paradoxos da Expressão Espiritual&lt;br /&gt;16. A Margem Humana&lt;br /&gt;17. Sobre um Problema Escatológico&lt;br /&gt;18. Os Dois Paraísos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-1514452705097924493?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/1514452705097924493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/forma-e-substancia-nas-religioes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1514452705097924493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1514452705097924493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/11/forma-e-substancia-nas-religioes.html' title='Forma e Substância nas Religiões'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TNB9IIGZFgI/AAAAAAAAAHk/0smnLuqD6I4/s72-c/Capa+FSR.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2310425751328016116</id><published>2010-10-14T11:34:00.008+01:00</published><updated>2010-10-15T18:23:01.566+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vaticano II'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Três revoluções, três papas e a “nova” Igreja [1] - Parte 3/3</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Mateu Soares de Azevedo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova_11.html"&gt;parte 2/3&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joseph Ratzinger (Bento XVI)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter sido o braço direito de Woityla por um quarto de século, como prefeito da congregação da doutrina da fé no Vaticano, pode-se ainda dizer que a figura de Ratzinger e suas idéias não são suficientemente conhecidas. Seu ideário, contudo, pode ser bem compreendido prestando atenção às suas próprias palavras. Nos anos 1950, sua tese de habilitação ao seminário de Freising, na Alemanha, foi recusada por "falta de rigor teológico", suspeita de "heterodoxia neo-modernista" e por "subjetivizar o conceito de Revelação". Na autobiografia &lt;em&gt;La Mia Vita&lt;/em&gt;, criticou a principal escola teológica católica, a tomista, como "fechada em si mesma, impessoal e pré-fabricada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro &lt;em&gt;Princípios de Teologia Católica&lt;/em&gt;, elogiou "o impulso dado por Teilhard de Chardin", cuja "ousada visão incorporou o movimento histórico do Cristianismo ao processo cósmico da evolução". Vê-se, assim, que a influência do jesuíta francês continua forte. Bento XVI citou-o novamente na sua primeira homilia de Páscoa como papa, em abril de 2006: “A ressurreição de Cristo é algo diferente: se tomarmos emprestada a &lt;em&gt;linguagem da teoria da evolução&lt;/em&gt;, trata-se da maior das &lt;em&gt;mutações&lt;/em&gt;, o salto mais crucial rumo a uma dimensão totalmente nova...” O espírito da fala, desnecessário realçar, é completamente teilhardiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma obra, escreveu que "a Verdade se torna função do tempo... Fidelidade à verdade de ontem consiste em abandoná-la e assumi-la na verdade de hoje." Na missa &lt;em&gt;Pro eligendo pontífice&lt;/em&gt;, contudo, rezada por ele um dia antes de ser eleito pelos cardeais, descreveu a "ditadura do relativismo" como "o problema central da fé hoje ". O problema é que o cerne do relativismo é justamente a idéia de que nada é definitivo e que a verdade depende da história ou da classe social. A este respeito, Aristóteles afirmou: "Aqueles que declaram que tudo, inclusive a verdade, segue um fluxo constante se contradizem, pois, se tudo muda, sobre qual base podem formular uma afirmação válida?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em palestra em Subiaco, Itália, em 1o de abril de 2005, sustentou que "o Iluminismo é de origem cristã e não é acidente que tenha nascido no âmbito da fé ... O concílio Vaticano II enfatizou mais uma vez esta &lt;em&gt;profunda correspondência&lt;/em&gt; entre Cristianismo e Iluminismo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paradoxal nesta tentativa de apropriação, pelo chefe da nova Igreja, da "glória do Iluminismo" é que este se destacou, como é bem sabido, por um marcado sentimento anti-religioso. Um dos "papas" do Iluminismo, o francês Diderot (1713-1784), editor da célebre &lt;em&gt;Enciclopédia&lt;/em&gt;, acalentava a idéia de "enforcar o último Rei nas tripas do último Papa." Oxalá a “&lt;em&gt;correspondência profunda&lt;/em&gt;” não chegue a tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparado com seus antecessores imediatos, Ratzinger inaugura um novo conceito e fase. A simples escolha do nome já diz muito. Ele não &lt;em&gt;quer&lt;/em&gt; ser nem um &lt;em&gt;João Paulo III&lt;/em&gt;, nem um &lt;em&gt;Paulo&lt;/em&gt; ou um &lt;em&gt;João&lt;/em&gt; a mais. Tampouco um &lt;em&gt;Pio&lt;/em&gt;, cujo nome indicaria repúdio ao modernismo, definido por Pio X (1903-14) como a “síntese de todas as heresias”. O modelo para o qual aponta é Bento XV (1914-22), papa conciliador. Desta maneira, pode-se especular que ele almejará conciliar tradição e revolução – como se fosse possível ‘conciliar’ a verdade com o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, suas ações apontam na direção da correção dos “excessos” conciliares e pós-conciliares. Ao mesmo tempo, busca um acordo entre contrários, de onde a inevitável ambigüidade. No &lt;em&gt;Washington Times&lt;/em&gt; (30/9/2003) informou que era um teólogo radical durante o concílio, mas agora é visto como conservador. Sua Santidade disse que como o mundo tendeu tanto para a esquerda, mesmo um progressista de suas convicções parece conservador. Em &lt;em&gt;La Croix&lt;/em&gt; (28/12/2001) esclareceu ser um representante da nova Igreja que não crê em “retorno à tradição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, o cerne da questão é que Ratzinger enfrenta agora os efeitos perversos longínquos da revolução que ajudou a fomentar no passado. Quer limitar ou abolir as conseqüências destrutivas das inovações. Mas limita-se aos efeitos. Visa os “excessos”, não a raiz do que ele mesmo denominou “auto-demolição” da Igreja. Sua agenda, assim, aponta para uma intrincada “concertação”. Conseguirá ser bem sucedido nesta tarefa de Hércules? Ou se engajará numa obra de Sísifo? [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] Uma versão deste ensaio foi publicada em inglês, como capítulo do livro “Men of a Single Book: Fundamentalism in Islam, Christianity and Modern Thought” (World Wisdom, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Devo a Rama Coomaraswamy e ao seu “&lt;em&gt;The Destruction of the Christian Tradition&lt;/em&gt;” (World Wisdom, 2009, páginas 436-37) a maior parte das citações aqui reproduzidas de Bento 16. Acima de tudo, sou grato a William Stoddart pelas informações preciosas fornecidas em dois livros recentes: “&lt;em&gt;What Do the Religions say about Each Other?&lt;/em&gt;” (Sophia Perennis, 2008) e “&lt;em&gt;Invincible Wisdom&lt;/em&gt;” (Sophia Perennis, 2008).&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2310425751328016116?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2310425751328016116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/joseph-ratzinger-bento-xvi-apesar-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2310425751328016116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2310425751328016116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/joseph-ratzinger-bento-xvi-apesar-de.html' title='Três revoluções, três papas e a “nova” Igreja [1] - Parte 3/3'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4284523149390222934</id><published>2010-10-11T11:39:00.006+01:00</published><updated>2010-10-14T11:48:10.051+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vaticano II'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Três revoluções, três papas e a “nova” Igreja [1] - Parte 2/3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Mateu Soares de Azevedo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova.html"&gt;parte 1/3&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Karol Woitila (João Paulo II)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(1978-2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pontífice que sucedeu Giovanni Battista Montini (Paulo VI) foi João Paulo I, o “papa sorriso” do marketing conciliar; ele governou por apenas 33 dias. Mas legou ao seu sucessor um nome que já é todo um programa. De fato, &lt;em&gt;João&lt;/em&gt; vem do “precursor” do concílio, Luciano Roncalli (João XXIII, que governou a Igreja de 1958 a 63) [3], e &lt;em&gt;Paulo&lt;/em&gt; de seu “finalizador”, Montini (Paulo VI), mas o polonês Karol Woityla (João Paulo II) foi além. Foi o responsável pela manutenção das transformações feitas durante o concílio e o imediato pós-concílio. Nesse sentido, pode-se dizer que teve um papel comparável ao de Napoleão após a Revolução Francesa, ao impedir a implosão do &lt;em&gt;aggiornamento&lt;/em&gt; com o caos e a divisão que se formaram e a volta do &lt;em&gt;Ancien Régime&lt;/em&gt; católico tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woityla foi o papa da imagem, dos eventos externos, das viagens. Mas não teve nenhum êxito no enfrentamento da &lt;em&gt;desespiritualização&lt;/em&gt; das sociedades contemporâneas, agudizada, não por acaso, desde o concílio. Além disso, durante os quase 27 anos de seu pontificado, as divisões internas do Catolicismo moderno só aumentaram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De fato, todo o “carisma“ de Karol Woityla não foi capaz de colocar um fim à trágica crise que se abateu sobre a igreja desde os anos 1960. Dezenas de milhares de padres abandonaram o sacerdócio. Segundo a revista italiana &lt;em&gt;Civiltá Cattolica&lt;/em&gt; (de 21 de abril de 2007), 69.063 padres abandonaram o sacerdócio entre 1964 e 2004. As vocações escasseiam tanto entre o clero secular como entre as ordens religiosas. Por todo o mundo, seminários, escolas e conventos foram fechados. Nos EUA, dos 49 mil seminaristas existentes em 1965, restaram hoje apenas 4.700. O número de freiras despencou de 180 mil, em 1965, para 75 mil em 2002. Os colégios católicos estadunidenses eram 1.566 em 1965; hoje são 786. Os estudantes nestas escolas caíram de 700 mil para 386 mil no mesmo período. A freqüência à missa caiu para menos de 20%, quando era de 75% em 1960. No Brasil, "o maior país católico do mundo", a Igreja perde cerca de um milhão de fiéis ao ano. Pesquisa Datafolha de maio de 2007 mostra que, entre 1997 (após a terceira visita apostólica de João Paulo II ao Brasil) e 2007, ano da visita de Bento XVI, o número de católicos caiu de 74% para 64%. Isso representa cerca de 15 milhões de almas que abandonaram a barca de Pedro. No mesmo período, o número de ateus e agnósticos mais que decuplicou, de 0,5% para 7,4%. Na Europa Ocidental, metade dos recém-nascidos não é mais batizada na Igreja. Em contraste, as igrejas orientais, que não seguiram o &lt;em&gt;aggiornamento&lt;/em&gt;, vivem um bom momento. "Pelos frutos se conhece a árvore", ensina o Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Karol Jozef Woityla foi escolhido como o 263º sucessor de São Pedro em 16 de outubro de 1978. Em quase três décadas de pontificado, ele não deixou de surpreender muitos fiéis e de deixar os não-católicos perplexos. Eles ainda se perguntam: foi um verdadeiro místico ou um apenas um pragmático? Um conservador ou um progressista? Gênio político ou mero oportunista? Tomista ou existencialista? Um espiritual ou um mundano? Ainda hoje, muitos se interrogam se decifraram de fato a protéica figura de Woityla. Questionam-se, também, acerca das perspectivas que se abrem na nova fase que se inicia após seu pontificado e sob o comando de seu braço direito no Vaticano, o alemão Bento XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woityla nasceu em 18 de maio de 1920 na pequena cidade medieval de Wadovice, distante 50 quilômetros de Cracóvia, na Polônia. Em 1946, com 26 anos, foi ordenado sacerdote. Em 1958, foi feito bispo; em 1964, arcebispo; em 1967, cardeal. Em 1978, sumo pontífice. Uma carreira fulminante. O primeiro não-italiano a ocupar o papado em quase 500 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ator semi-profissional, admirador da filosofia existencialista, amante das caminhadas, do esqui e da canoagem, operário na Polônia por curta temporada (para escapar à deportação, promovida pelos nazistas, dos estudantes desocupados). Os elementos inusitados em sua biografia são muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a II Grande Guerra, ele e seu grupo teatral sofreram influência da “antroposofia” do austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Este movimento constitui uma cisão da “Sociedade Teosófica”, a qual sustenta ser uma “síntese superior” de todas as religiões. Em &lt;em&gt;O Tesosofismo, História de uma Pseudo-Religião&lt;/em&gt;, René Guénon diz que o “antroposofismo” constitui um confuso e sincrético amálgama de idéias reencarnacionistas, pseudo-científicas e pseudo-cristãs. Outro admirador de Steiner foi o jovem Ângelo Roncalli, o qual, a partir de 1959, governaria a Igreja sob o nome de João XXIII (quando professor do &lt;em&gt;Angelicum&lt;/em&gt; de Roma, Roncalli perdeu seu posto por ensinar as exóticas teorias de Steiner).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste período, a grande paixão de Woityla foi indubitavelmente o teatro. Ele foi autor de um livro dedicado ao assunto, &lt;em&gt;The Acting Person&lt;/em&gt;. Sua tradutora resumiu seu "complexo pensamento": "Enfatiza o valor irredutível da pessoa humana, vê uma dimensão espiritual na interação humana, o que leva a uma concepção profundamente humanista ." Os críticos teatrais, contudo, consideraram &lt;em&gt;The Acting Person&lt;/em&gt; "entediante".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à filosofia de João Paulo II, ela é composta de idéias personalistas e existencialistas, com conceitos derivados de Heidegger, Husserl e Scheler. Outras importantes influências são os franceses Jacques Maritain -- cujo sonho era unificar as comemorações da Queda da Bastilha com as de Santa Joana D'Arc -- e Teilhard de Chardin, sempre ele!, que tentou combinar numa mesma visão Cristianismo, evolucionismo darwinista e marxismo. No seu livro &lt;em&gt;O Signo da Contradição&lt;/em&gt;, João Paulo II compara as intuições de Teilhard às do livro do Gênesis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns o consideraram um dos grandes políticos do século; outros, um mestre da ambigüidade. Fluente em várias línguas, viajou o planeta de Norte a Sul, de Leste a Oeste, encontrando-se com reis, presidentes, intelectuais, artistas etc. Paradoxalmente, a instituição que liderou reduziu sensivelmente sua influência sobre a vida dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participante ativo do Concílio Vaticano II, a contribuição de Woytila foi "decisiva" – pelo menos segundo a biografia distribuída pelo serviço de imprensa da Santa Sé no dia da eleição -- para a redação da Constituição pastoral &lt;em&gt;Gaudium et Spes&lt;/em&gt; (sobre a Igreja no mundo contemporâneo). Este documento, no entanto, foi considerado pelo cardeal Heenan, antigo primaz da Inglaterra, como "uma duvidosa acomodação com tudo que está na base dos males que afetam a humanidade.” Contrariamente a todos os concílios anteriores, sua convocação foi feita essencialmente em resposta a motivações ideológicas e políticas, e não para encaminhar questões teológicas, como mostra Rama Coomaraswamy no bem documentado “&lt;em&gt;Ensaios sobre a destruição da tradição cristã&lt;/em&gt;” [4].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua excepcionalidade resulta, assim, do fato de que foi determinado não por situações concretas avaliadas a partir da teologia, mas por abstrações ideológicas opostas a esta última. O açambarcamento da religião por ideologias pseudo-religiosas não é um fenômeno constatado somente no catolicismo, sendo de fato universal: no Islã, mediante o extremismo militante; no judaísmo, pela ação do sionismo político, que assumiu na prática o lugar da religião para muitos judeus; no hinduísmo, pelo nacionalismo xenófobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Laborem Exercens&lt;/em&gt;, sua terceira encíclica, de 1981, abordou a questão do trabalho. Nela, vale-se da linguagem ambígua tão bem explorada pelos textos do Vaticano II que se torna difícil de entender. A escritora Ursula Oxford conta a história de um jornalista americano que perguntou aos responsáveis do Vaticano como poderia analisar determinada greve à luz do texto. A declaração oficial foi de que "não há uma resposta específica, ou, para colocá-lo mais precisamente, pode-se analisá-la da maneira que a pessoa quiser".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;Laborem Exercens&lt;/em&gt;, apesar do estilo vago e ambíguo de sempre, João Paulo II esposa uma tendência mais ou menos socialista e condena o capitalismo. Para ele, a "tradição cristã nunca sustentou que o direito à propriedade privada é absoluto e intocável". Na verdade, a Igreja sempre ensinou que o homem tem direito à propriedade privada, como observa Leão XIII na &lt;em&gt;Rerum Novarum&lt;/em&gt;. Apesar de todo seu alardeado conhecimento do comunismo, João Paulo pareceu esquecer-se do fato que, sem propriedade privada, o homem não passa de escravo nas mãos do Estado Todo-Poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um jornal checo, antes da queda do comunismo, criticou-o por ser “anticomunista”, o jornal oficial da igreja, &lt;em&gt;L'Osservatorio Romano&lt;/em&gt;, deu-se ao trabalho de desmentir a informação, considerando-a "altamente ofensiva" e "absurda". Em 1978, o então vice-ministro das relações externas da Polônia, Josef Winiewicz, manifestou num jornal governamental sua "alegria" pela eleição do conterrâneo, fazendo questão de ressaltar que "a formação de sua mente e de sua personalidade aconteceu num país socialista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Laborem Exercens&lt;/em&gt; fala de "socialização satisfatória", sem nunca definir com clareza o que entende por isso. Com seus antecessores imediatos, ele nunca condenou claramente o comunismo, isto é, até a &lt;em&gt;Centésimo Ano&lt;/em&gt;, em que apresenta uma visão mais otimista do sistema de mercado, o que assinala aliás uma mudança em relação às encíclicas sociais anteriores. Os homens do Vaticano II nunca esclareceram que há uma doutrina econômica especificamente cristã, que defende a mais ampla distribuição da propriedade e critica os excessos do liberalismo e a concentração da riqueza. De outro lado, o comunismo foi condenado em mais de duas centenas de documentos da igreja tradicional. Pio XI, por exemplo, considerou-o "intrinsecamente perverso" e "contrário à própria lei natural", "um pseudo-ideal de justiça, igualdade e fraternidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo de ambigüidade é a segunda encíclica de João Paulo II, &lt;em&gt;Dives in Misericórdia&lt;/em&gt;, de 1979. Escreve ele: "A igreja afirma-se e realiza-se de uma maneira teocêntrica, mas em si mesma a igreja está centrada no homem... ela é antropocêntrica". Ou, na audiência geral de 29 de novembro de 1980, onde se percebe um eco das teorias de Rudolf Steiner: "O Cristianismo é antropocêntrico precisamente porque é plenamente teocêntrico, e ele é teocêntrico graças ao seu especial antropocentrismo". O leitor inteligente saberá decifrar o significado das frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito da grave crise, Woityla recusou-se a questionar a linha traçada por seus antecessores imediatos. Acompanhado do setor dominante na hierarquia eclesiástica, ele pareceu crer que a igreja, depois de séculos de balbucios e tartamudeios, subitamente nasceu numa manhã de 1962. Em sua primeira encíclica, expressa "seu amor pela herança única deixada à Igreja por João XXIII e Paulo VI" e sua "disposição em desenvolver este legado". Inúmeras foram as vezes em que afirmou que "realizar os ensinamentos do Vaticano II" seria a chave do seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concílio que foi analisado nas seguintes palavras pelo então principal teólogo e segundo homem da hierarquia, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O papas esperavam uma nova unidade, mas o que ocorreu foram contendas e dissensões de tais proporções que a Igreja parece estar passando da autocrítica para a autodestruição. Esperávamos um novo entusiasmo, mas acabamos, pelo contrário, no tédio e no desencorajamento. Olhávamos para um salto rumo ao futuro, mas o que encontramos, ao contrário, é um crescente processo de decadência que em grande medida desenvolveu-se a partir do --- e pode ser imputado ao -- assim chamado espírito do concílio" (&lt;em&gt;Entrevista sobre a Fé&lt;/em&gt;, Vittorio Messori, 1985).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das palavras lamuriosas, Ratzinger sequer cogitou em questionar o "legado do concílio", muito menos em fazer efetivamente algo para mudar a situação. Este tipo de autocrítica estéril, sem nenhuma conseqüência prática, já havia sido inaugurada por Paulo VI. Num discurso em 29 de junho de 1972, ele disse: "Acreditávamos que após o concílio veríamos um dia de sol para a igreja. Mas, em vez do sol, vimos nuvens, tempestades, trevas... Por alguma fissura, a fumaça de satã entrou no templo de Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o pontificado de João Paulo II continuou sentindo a fumaça, mas recusou-se a identificar a origem do fogo; não compreendeu que uma instituição espiritual não pode sobreviver com idéias vagas, frouxas, ambíguas e superficiais. De nada adiantarão os diversos e dispendiosos projetos em curso, especialmente os de marketing e comunicação; a história mostra que só uma idéia clara e poderosa, e respeito pelos ritos cuja origem é supra-humana, pode sensibilizar e mover almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, seu papado representou o malogro derradeiro do projeto modernista inaugurado por João XXIII e implementado por Paulo VI. Este projeto procurou o &lt;em&gt;aggiornamento&lt;/em&gt;, isto é, a “adaptação” da Igreja à ideologia dominante na década de 1960, a qual viveu com particular agudeza os postulados do modernismo, como a revolta estudantil de 1968 bem demonstrou. Esses postulados podem ser sintetizados em algumas idéias-chave: obscurecimento do senso do sagrado; “Marta”, em vez de “Maria” (ou ação em detrimento da contemplação); foco na história, em detrimento da espiritualidade; relativismo; cienticismo, ou crença na ciência e na tecnologia como fontes de felicidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplificando e colocando as coisas de uma maneira antes esquemática, mas não obstante legítima, pode-se dizer que os homens responsáveis pela condução da igreja então apostaram no “cavalo modernista”, na “nova ordem” que então se descortinava. Mas hoje, meio século depois, constata-se que este ideário, completamente “datado”, estava preso aos limites da época e não correspondia, portanto, aos princípios universais e perenes que caracterizam toda verdadeira religião. Em suma, o “cavalo” no qual a liderança católica tem apostado desde o concílio perdeu a corrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, houve muita agitação, na área litúrgica e doutrinal, falou-se muito, escreveu-se muito, houve muitos eventos de massa, mas não se pode, em definitivo, dizer que seus responsáveis deixaram um legado sólido para as futuras gerações. A mentalidade do &lt;em&gt;aggiornamento&lt;/em&gt;, à qual os anos de João Paulo II e, agora, de Bento XVI, deram solução de continuidade, tem se caracterizado, ao contrário, pela superficialidade intelectual e a indigência espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/joseph-ratzinger-bento-xvi-apesar-de.html"&gt;parte 3/3&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] Uma versão deste ensaio foi publicada em inglês, como capítulo do livro “Men of a Single Book: Fundamentalism in Islam, Christianity and Modern Thought” (World Wisdom, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] João 23 criou um vácuo, sem nada pôr no lugar. Sob o pretexto de substituir o vetusto e superado, o que fez foi uma &lt;em&gt;razzia&lt;/em&gt; de tudo que era sagrado na igreja", o saudoso Paulo Francis escreveu sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] T A Queiroz editor, São Paulo, 1990.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4284523149390222934?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4284523149390222934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova_11.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4284523149390222934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4284523149390222934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova_11.html' title='Três revoluções, três papas e a “nova” Igreja [1] - Parte 2/3'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6003762943529756070</id><published>2010-10-08T18:58:00.005+01:00</published><updated>2010-10-11T12:11:43.498+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vaticano II'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Três revoluções, três papas e a “nova” Igreja [1] - Parte 1/3</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;por Mateus Soares de Azevedo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a crucifixão, a religião cristã foi gradativamente se enraizando e se estabelecendo, sobretudo na Europa e no Oriente Próximo, mas também na Ásia e na África. Depois de vários séculos, alcançou seu apogeu naquilo que hoje chamamos de Idade Média – &lt;em&gt;grosso modo&lt;/em&gt;, entre a coroação de Carlos Magno no ano 800 e 1300. Nesta época, floresceram confrarias espirituais como a franciscana e a dominicana; escolas de pensamento como a tomista (aristotélica) e a eckhartiana (platônica); movimentos artísticos como o românico e o gótico; sábios e santos como Francisco de Assis, Catarina de Siena, Alberto Magno e Dante, sem falar dos hospitais, universidades e asilos criados pela igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deste ápice, três revoluções modificaram a face da Cristandade. A primeira foi o Renascimento (século XV), a segunda, o Iluminismo (século XVIII) e a terceira, o Vaticano II (século XX).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Renascença foi o primeiro movimento de afastamento do divino rumo ao humanismo. O Iluminismo foi uma continuação disso, de uma maneira mais marcada e explícita. O Vaticano II foi a derradeira e mais devastadoras dessas revoluções, virando pelo avesso as principais crenças e práticas do Catolicismo. O concílio, assim, reforçou, de forma agressiva e destrutiva, e de dentro da cidadela da religião, as duas revoluções anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria denominação daquilo que estamos indicando como a ‘primeira’ das revoluções é enganosa, pois significou a ‘morte’, não o ‘renascimento’, do patrimônio intelectual, espiritual e cultural medieval. Este legado inclui a especulação teológica de séculos, como exposto na &lt;em&gt;Suma&lt;/em&gt; de Santo Tomás de Aquino; a &lt;em&gt;Divina Comédia&lt;/em&gt; de Dante, compreendendo uma visão e um ensinamento sobre o destino póstumo do homem; a altamente espiritual arte e arquitetura românica e gótica; os ícones bizantinos, e muitas outros elementos. A Renascença foi o primeiro movimento de afastamento da espiritualidade, transcendência, qualidade, interioridade e verticalidade, rumo a uma nova ênfase na materialidade, mundanidade, quantidade, exterioridade e horizontalidade. Sem esquecer a substituição do universalismo pelo individualismo, da intelectualidade pelo racionalismo. Em uma palavra, a Renascença significou o início do “reino da quantidade”, como explicado por René Guénon em seus clássicos &lt;em&gt;A Crise do Mundo Moderno&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Reino da quantidade e os sinais dos tempos&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três séculos após a Renascença, aconteceu uma segunda revolução, que traiu seu verdadeiro propósito pelo próprio nome; os líderes do auto-denominado “Iluminismo” viam a si mesmos como portadores da “luz” da ciência e da razão, contra as “trevas” da “superstição” e do “dogma”. Foi , assim, uma batalha ideológica contra a religião. Caracteristicamente, o movimento foi disseminado pela já secularizada maçonaria e serviu como base ideológica da Revolução Francesa. A redução da qualidade à quantidade, da espiritualidade ao materialismo, da interioridade à exterioridade experimentou assim um segundo estágio e representou uma radicalização dessas tendências que foi muito além da Renascença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ‘reino da quantidade’, que deu seus primeiros passos na Renascença e se expandiu no Iluminismo alcançou a cidadela da religião com o concílio Vaticano II de 1962-65. O concílio permitiu que a nova ideologia humanista do ‘progresso’, ciência e tecnologia invadisse os sacros limites antes reservados para o conhecimento e o amor de Deus. Mas, desde que a religião nunca pode ser um suporte para a mentalidade materialista como estruturada pela Renascença e o Iluminismo, e de fato está em completa oposição a ela, os chefes do concílio buscaram uma pacto e uma acomodação com a mentalidade moderna. Tal meta constitui, contudo, uma clara traição do espírito cristão. Muito antes do Vaticano II, ainda na década de 1920, Guénon escreveu: qualquer compromisso entre o espírito religioso e a mentalidade moderna enfraqueceria o primeiro e só beneficiaria a segunda, cuja hostilidade não seria por isso diminuída, dado que o modernismo almeja a aniquilação total de tudo que, na humanidade, reflete uma realidade superior a ela mesma (&lt;em&gt;A Crise do Mundo moderno&lt;/em&gt;). Palavras proféticas. [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal arquiteto desta revolução dentro da igreja foi o jesuíta francês Teilhard de Chardin; ele foi o ‘elo perdido’ entre o Renascimento, o Iluminismo e o Vaticano II. Com seu evolucionismo panteísta com verniz cristão, Teilhard dizia que Cristo representou um grande “salto evolutivo” e que Deus também está sujeito à “evolução”! Seu ‘testamento intelectual’ pode ser resumido num extrato de seu livro &lt;em&gt;Cristianismo e Evolução&lt;/em&gt; (p.99):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se, como resultado de alguma revolução interior, eu perdesse sucessivamente minha fé em Cristo, minha fé no Deus pessoal e a fé no espírito, creio que continuaria a crer de forma invencível no mundo. O mundo, seu valor, sua bondade, sua infalibilidade, é isso, ao final das contas, a primeira, a última e a única coisa em que creio.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sem razão que um comentário espirituoso diz que se Lutero foi um cristão que deixou a Igreja, Teilhard foi um pagão que permaneceu nela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com o espectro de Teilhard, podemos dizer que nossa época ainda é dominada pelos espectros de Darwin, Marx, Freud e Jung. Alguns deles, ou todos, podem ser já considerados “história”. Mas sua influência, percebida ou não, deixou marcas profundas em nosso modo de pensar e agir. Os “ismos” que forjaram continuam sendo as peças básicas de nossa “religião” secular. Esta também tem seus defensores “fundamentalistas”, que praticam uma “intolerância religiosa” que nada fica a dever aos piores exemplos do passado. E ai de quem ouse questionar seus “dogmas”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouquíssimas pessoas e instituições não foram afetadas por tais idéias. Em razão de sua influência no mundo ocidental, vale a pena avaliar como afetaram a Igreja Católica. Elas o fizeram especialmente mediante a revolução que foi o concílio Vaticano II. A natureza desta revolução pode ser apreciada pelos ditos e escritos dos papas do período, de João XXIII a Bento XVI. Através deles, percebe-se um programa radical e sem precedentes de rompimento com a tradição. Apesar disso, não suscitou grandes indagações por parte de um público que permanece relativamente passivo. As citações abaixo de Paulo VI mostram claramente quão drástica foi a revolução. Suas palavras estão em contradição com os próprios fundamentos do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Giovanni Battista Montini (Paulo VI)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(1963-78)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na audiência geral de 2 Julho de 1969, Montini declarou: “‘se o mundo muda, não deveria a religião também mudar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao abrir a 4ª. sessão do Vaticano II, em 14 de setembro de 1965, ele disse à assembléia reunida: “Pode a igreja, podemos nós mesmos, fazer outra coisa senão olhar para o mundo e amá-lo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no seu pronunciamento de encerramento do concílio, em 7 de dezembro de 1965, que chegamos ao cerne da questão: “ Uma corrente de amor e admiração fluiu do concílio para o mundo moderno… os valores do mundo foram não apenas respeitados, mas honrados, seus esforços foram aprovados, suas aspirações purificadas e abençoadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste mesmo pronunciamento que, com particular eloqüência, Montini nos legou o cerne de sua visão: “Todas as riquezas doutrinais do concílio não têm senão um propósito: servir ao homem… Reconheçam pelo menos isso, vós humanistas modernos que renunciaram à transcendência das coisas supremas, pelo menos este mérito e saibam reconhecer nosso novo humanismo: Nós também, Nós mais do que ninguém, também temos o Culto do Homem!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova_11.html"&gt;parte 2/3&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[1] Uma versão deste ensaio foi publicada em inglês, como capítulo do livro “&lt;em&gt;&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/homens-de-um-livro-so.html"&gt;Men of a Single Book: Fundamentalism in Islam, Christianity and Modern Thought&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;” (&lt;em&gt;World Wisdom&lt;/em&gt;, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Vale lembrar que, de acordo com os Evangelhos, São Pedro negou o Cristo três vezes. Simbolicamente, pode-se talvez dizer que a igreja que Pedro estabeleceu herdou, por assim dizer, essas três negações, as quais podem ser relacionadas às três grandes rejeições, ou revoluções, sobre as quais estamos falando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6003762943529756070?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6003762943529756070/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6003762943529756070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6003762943529756070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/tres-revolucoes-tres-papas-e-nova.html' title='Três revoluções, três papas e a “nova” Igreja [1] - Parte 1/3'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-351936209222661692</id><published>2010-10-04T12:21:00.003+01:00</published><updated>2010-10-04T12:28:06.693+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Existem aqueles que alegam que a ideia de Deus apenas é explicável por oportunismo social, sem se darem conta do que existe de infinitamente desproporcionado e de contraditório numa tal hipótese; se homens como Platão, Aristóteles e Tomás de Aquino – sem falar dos Profetas, de Cristo e dos sábios da Ásia – não foram capazes de observar que Deus é apenas um preconceito social ou outra fraude análoga, e se séculos ou milénios foram baseados intelectualmente na sua incapacidade, então não há inteligência humana possível, muito menos qualquer possibilidade de progresso, pois um ser absurdo por natureza não contém em si a possibilidade de deixar de ser absurdo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Frithjof Schuon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Les stations de la sagesse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-351936209222661692?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/351936209222661692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/palavras-trovao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/351936209222661692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/351936209222661692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6604914130691666989</id><published>2010-10-02T12:42:00.001+01:00</published><updated>2010-10-02T12:46:38.353+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinduísmo'/><title type='text'>Gurvastakam</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hino de oito versos em louvor ao Guru&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;de&lt;b&gt; Shankaracharya&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ahref="http: 3.bp.blogspot.com="" _xqrc61e5gyo="" aaaaaaaabb8="" fzcqmslz8ee="" imageanchor="1" s1600="" shankaracharya0.jpg?="" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" tkctwnah3qi=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TKcTWnAH3qI/AAAAAAAABB8/FZcqMSLz8EE/s320/SHANKARACHARYA0.jpg" width="216" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="separator" style="clear: both; line-height: 150%; text-align: center;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;O corpo pode ser belo, a esposa maravilhosa, a fama grandiosa e a riqueza ilimitada como o Monte Meru; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;2. &lt;/strong&gt;Esposa, riqueza, filhos, netos e tudo mais; casa e amizades – pode nada faltar; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;3. &lt;/strong&gt;Pode estar nos nossos lábios todo o Vedas com os seus seis auxiliares e o conhecimento de todas as ciências; ter o dom da poesia e compor boa prosa; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;4. &lt;/strong&gt;Sou honrado noutras terras; no meu país sou próspero; posso pensar que ninguém me supera nas artes de boa conduta; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;5. &lt;/strong&gt;Posso ter a meus pés a constante devoção de todos os imperadores e reis deste mundo; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;6. &lt;/strong&gt;A minha fama percorre os quatro cantos do mundo fruto da minha generosidade e talento; tudo é colocado ao meu dispor em reconhecimento dessas virtudes; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;7. &lt;/strong&gt;A mente não se fixa no prazer, na concentração ou em múltiplos cavalos; nem na face da amada e na riqueza; mas se a mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;8. &lt;/strong&gt;A minha mente não anda pela floresta, nem mesmo por minha casa, nem pelo que quero alcançar, não se fixa no corpo nem em nada que não tenha valor; mas se a minha mente não estiver fixada nos pés de lótus do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, de que serve, de que serve, de que serve, de que serve?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;9. &lt;/strong&gt;A pessoa virtuosa que ler estes oito versos sobre o &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt;, e cuja mente esteja fixada nos ensinamentos do &lt;em&gt;Guru&lt;/em&gt; – seja ela asceta, rei, estudante ou empregada, atinge o objectivo desejado, o estado denominado de &lt;em&gt;Brahman&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;_______________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;[1] - Tradução livre a partir de "The Hymns of Sankara" - T.M.P. Mahadevan (Motilal Banarsidass - Delhi 2002)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6604914130691666989?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6604914130691666989/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/gurvastakam.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6604914130691666989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6604914130691666989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/gurvastakam.html' title='Gurvastakam'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TKcTWnAH3qI/AAAAAAAABB8/FZcqMSLz8EE/s72-c/SHANKARACHARYA0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5606613670553313225</id><published>2010-10-01T00:21:00.008+01:00</published><updated>2011-03-16T10:31:30.931Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Homens de um livro só</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TKUbxBk4fCI/AAAAAAAAAHc/sFlPgzVbYOA/s1600/Picture1.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 196px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522851047090453538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TKUbxBk4fCI/AAAAAAAAAHc/sFlPgzVbYOA/s320/Picture1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A &lt;a href="http://www.worldwisdom.com/public/products/978-1-935493-18-1_Men_of_a_Single_Book.aspx?ID=231"&gt;edição em língua inglesa &lt;/a&gt;deste &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2009/02/homens-de-um-livro-so.html"&gt;Homens de um livro só&lt;/a&gt;, da autoria de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/06/mateus-soares-de-azevedo.html"&gt;Mateus Soares de Azevedo&lt;/a&gt;, estabelece uma muito necessária e clara distinção entre os nefastos efeitos do fundamentalismo pseudo-religioso e os benefícios que advêm das verdadeiras manifestações de religiosidade e espiritualidade. Por outro lado, e não de menor importância, clarifica de forma decisiva que o padrão de pensamento moderno é também ele mesmo uma forma de fundamentalismo que se caracteriza pelo total abandono, nomeadamente por parte do mundo ocidental, daquela visão “integral” da existência e do mundo que prevaleceu até ao final da idade média – a visão que passou a ser apelidada de tradicionalista ou perenialista a partir do século XX – e pela aceitação acrítica de teses “fragmentárias” sobre a mesma existência e o mesmo mundo, como é o caso das teses propostas por autores individuais como Darwin, Freud, Jung e Marx, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Este livro tem o mérito de, em pleno século XXI, e à luz daquela visão “integral” da existência e do mundo, discernir e criticar brilhantemente estas diferentes formas de fundamentalismo, apontando simultaneamente na direcção da paz e da harmonia humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Esta edição recentemente publicada pela World Wisdom contém dois novos capítulos que não constam na primeira edição em língua portuguesa – um sobre o Concílio Vaticano II e outro sobre Carl Gustav Jung – e ainda uma profunda reformulação do primeiro capítulo, o qual contém novos dados sobre o sionismo. Aqui fica o indíce da mesma:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Forward by Alberto Vasconcellos Queiroz&lt;br /&gt;Introduction by William Stoddart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PART I: Militant Fundamentalism vs Traditional Religion&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Beware of the Men of a Single Book&lt;br /&gt;2. Militant Islam, the Muslim World, and the Holy War&lt;br /&gt;3. Asymmetries between Christianity and Islam&lt;br /&gt;4. The Koran and the Bible&lt;br /&gt;5. The Message of Islam&lt;br /&gt;6. Sufism in the Face of Militant Fundamentalism&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PART II: Secular Fundamentalism&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;7. Marxism as Fundamentalism&lt;br /&gt;8. Freudian Psychoanalysis as Secular Fundamentalism&lt;br /&gt;9. Jung and the Faithful without Religion&lt;br /&gt;10. Vatican II and the Three Revolutions&lt;br /&gt;11. Science Fundamentalism: A Short Answer to Three Militant Atheists&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Map of the Islamic World&lt;br /&gt;Selected Biography&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5606613670553313225?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5606613670553313225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/homens-de-um-livro-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5606613670553313225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5606613670553313225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/10/homens-de-um-livro-so.html' title='Homens de um livro só'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TKUbxBk4fCI/AAAAAAAAAHc/sFlPgzVbYOA/s72-c/Picture1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8882042435786099062</id><published>2010-09-25T18:07:00.005+01:00</published><updated>2010-09-25T18:15:12.318+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Citações espirituais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O pecado que te deixa triste e arrependido é mais apreciado pelo Senhor do que a boa acção que te torna vaidoso e presunçoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Nahjul Balagha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mesmo se não existissem o Céu e o Inferno, não seria correcto obedecer-Lhe? Ele é merecedor de adoração sem qualquer outro motivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Rabi’a al-Adawiyya&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8882042435786099062?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8882042435786099062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/09/citacoes-espirituais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8882042435786099062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8882042435786099062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/09/citacoes-espirituais.html' title='Citações espirituais'/><author><name>Noémia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063202342577397965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_sle1epBbVBI/SZIDrrY-obI/AAAAAAAAAAk/nXmr09qMJ8Q/S220/26-OM.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5462064607532249833</id><published>2010-08-29T17:12:00.004+01:00</published><updated>2010-08-29T17:21:47.140+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sufismo'/><title type='text'>Al-‘Alawî: Um santo sufi do século XX</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/THqHZbzeTmI/AAAAAAAAAHM/-Vc3-RcWivk/s1600/172.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 129px; DISPLAY: block; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5510865965071355490" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/THqHZbzeTmI/AAAAAAAAAHM/-Vc3-RcWivk/s320/172.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O Infinito ou o Mundo do Absoluto que concebemos como estando fora de nós é, ao contrário, universal e existe tanto dentro de nós como fora. Existe apenas Um Mundo, e este é Isto. Aquilo que concebemos como o mundo sensível, o mundo finito do tempo e do espaço, não é senão uma conglomeração de véus que escondem o Mundo Real. Estes véus são os nossos sentidos: os nossos olhos são os véus sobre a Verdadeira Vista, os nossos ouvidos são os véus sobre a Verdadeira Audição, e é assim também com os outros sentidos. Para nos tornarmos cientes da existência do Mundo Real, os véus dos sentidos devem ser removidos… e o que subsiste então do homem? Subsiste um ténue cintilar que lhe surge como a lucidez da sua consciência… Existe uma continuidade perfeita entre este cintilar e a Grande Luz do Mundo Infinito e, assim que esta continuidade for apreendida, a nossa consciência pode (através da oração) emanar e estender-se como que até ao Infinito e tornar-se Una com Ele, de modo que o homem passa a compreender que o Infinito Apenas é, e que ele, o humanamente consciente, existe apenas como um véu. Compreendido este estado, todas as Luzes da Vida Infinita podem penetrar a alma do sufi, e podem fazê-lo participar na Vida Divina, de forma que ele tem direito de exclamar: “Eu sou Alá”. A invocação do nome &lt;/em&gt;Allâh&lt;em&gt; é como que um intermediário que avança e recua entre o cintilar da consciência e os esplendores ofuscantes do Infinito, afirmando a continuidade entre eles e tecendo-os cada vez mais próximos, em comunicação, até que são “unidos em identidade”.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[Tradução de um ensinamento oral transcrito na obra de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/09/martin-lings.html"&gt;Martin Lings &lt;/a&gt;“&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.its.org.uk/descriptions/book_0946621500.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A Sufi Saint of the Twentith Century: Shaikh Ahmad Al-Álawî: his spiritual heritage and legacy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5462064607532249833?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5462064607532249833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/08/al-alawi-um-santo-sufi-do-seculo-xx.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5462064607532249833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5462064607532249833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/08/al-alawi-um-santo-sufi-do-seculo-xx.html' title='Al-‘Alawî: Um santo sufi do século XX'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/THqHZbzeTmI/AAAAAAAAAHM/-Vc3-RcWivk/s72-c/172.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8813164406247413399</id><published>2010-08-18T14:50:00.007+01:00</published><updated>2010-08-30T17:08:41.426+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Poemas da Montanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TGvljzuw4pI/AAAAAAAAAHE/bh8Se_Jeqp8/s1600/Poemas+da+Montanha.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506747372735095442" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TGvljzuw4pI/AAAAAAAAAHE/bh8Se_Jeqp8/s320/Poemas+da+Montanha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nesta magnífica selecção de &lt;em&gt;&lt;a href="http://filosofia-extravagante.blogspot.com/2010/04/lancamento.html"&gt;Poemas da Montanha&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; recentemente publicada pela &lt;a href="http://serra-dossa.blogspot.com/"&gt;Serra d’Ossa Edições&lt;/a&gt;, encontramos um caminho para o coração da poesia mística de Frei Agostinho da Cruz, tão magnificamente mapeado pelo texto introdutório de Dalila L. Pereira da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com reforçada inspiração para prosseguir este ciclo de estudo dedicado à Natureza, divulgamos aqui esta obra e reproduzimos uma pequena amostra da &lt;em&gt;Elegia da Arrábida&lt;/em&gt; deste monge franciscano português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Convosco e dentro em vós, Serra batida&lt;br /&gt;Mais das ondas humanas que marinhas,&lt;br /&gt;Cantarei, como cisne, a despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testemunha sois vós das queixas minhas,&lt;br /&gt;E porque quero mais, antes que gente,&lt;br /&gt;As feras e serpentes por vizinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto, que nem de amigo, nem parente,&lt;br /&gt;Inda agora não faço diferença,&lt;br /&gt;Se seu amor do meu for diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nenhum deles nisto faço ofensa,&lt;br /&gt;Se algum seu interesse só pretende,&lt;br /&gt;Pois nele só consiste a desavença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descanso do doce pensamento,&lt;br /&gt;O repouso do livre coração,&lt;br /&gt;Não se deve perder um só momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual deve ser a minha pretensão&lt;br /&gt;Antre os bosques desertos, velho e enfermo,&lt;br /&gt;Senão não ver em mim um só senão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando os olhos meus pela verdura&lt;br /&gt;Das plantas, que plantou a natureza,&lt;br /&gt;Me mostraram no Céu nova pintura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a minha alma, em puro fogo acesa,&lt;br /&gt;Não sinta, nem consinta outro desejo,&lt;br /&gt;Senão ficar de amor divino presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão pera comigo o tempo gasta&lt;br /&gt;Quem mais quer alongar meus longos dias,&lt;br /&gt;Que a morte, inda que tarda, não se afasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venha quando quiser, por quaisquer vias,&lt;br /&gt;Que por nenhuma já pode vir cedo&lt;br /&gt;Despir as enrugadas carnes frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-me o coração arder um Credo&lt;br /&gt;Naquele amor divino a quem me dei,&lt;br /&gt;Enquanto vivo aqui neste degredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu Deus, em que só me confiei,&lt;br /&gt;Porque por mi pregado foi na Cruz,&lt;br /&gt;Confiado só nele acabarei,&lt;br /&gt;Chamando por Maria e por JESUS. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8813164406247413399?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8813164406247413399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/08/poemas-da-montanha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8813164406247413399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8813164406247413399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/08/poemas-da-montanha.html' title='Poemas da Montanha'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TGvljzuw4pI/AAAAAAAAAHE/bh8Se_Jeqp8/s72-c/Poemas+da+Montanha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2354055762874995741</id><published>2010-07-04T13:52:00.002+01:00</published><updated>2010-07-04T21:59:00.069+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><title type='text'>O homem tradicional, o homem moderno e a crise ambiental</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Com o início da preparação do terceiro número da Revista Sabedoria Perene, dedicada, tal como &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/anuncio-do-3-ciclo-de-estudos-natureza.html" target="_blank"&gt;já anunciado&lt;/a&gt;, à Natureza, iremos procurar direccionar as nossas publicações para esta temática, quer seja com trechos extraídos dos ensaios que constarão revista, quer seja com outros textos a ela relacionados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O texto que se apresenta de seguida é uma tradução da versão inglesa, publicada no Volume 12 – Número&amp;nbsp;2 (2000) do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Sophia&amp;nbsp; – &amp;nbsp;The Journal of Traditional Studies&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, de uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.agendaviva.com/revista/articulos/Entrevistas/Seyyed-Hossein-Nasr" target="_blank"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;entrevista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; efectuada pela revista espanhola &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Agenda Viva &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em Outubro de 2006 a &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/06/seyyed-hossein-nasr.html" target="_blank"&gt;Seyyed Hossein Nasr&lt;/a&gt;, autor que dispensa apresentação aos nossos leitores. Cremos que será uma boa introdução aos textos que irão surgir neste espaço durante os próximos meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TDCAGlYopkI/AAAAAAAABBc/lxQN3bFaLy4/s1600/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TDCAGlYopkI/AAAAAAAABBc/lxQN3bFaLy4/s320/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O que significa para si natureza?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; Tudo o que não é criado por seres humanos nem afectado pelas suas actividades humanas é natureza (no contexto aqui usado), do topo das montanhas ao fundo dos oceanos, das algas aos elefantes. De certo modo, o homem faz também parte da natureza na medida em que o seu corpo segue as mesmas leis naturais e físicas que seguem todos os restantes seres no mundo natural; no entanto, ao lhe ser dada a liberdade para se insurgir contra Deus e dessacralizar a natureza, o homem, de um outro ponto de vista, não é tecnicamente semelhante aos outros seres naturais. De todo o modo, eu defino natureza aqui como tudo o que não é humano e não é afectado pela actividade humana. É claro que, nas sociedades tradicionais, tais actividades estavam naturalmente em harmonia com a natureza mas, no caso das sociedades industrializadas, elas não têm qualquer tipo de harmonia. Escusado será dizer que, mesmo no nosso mundo actual, a natureza e os ambientes criados pelo homem também se interpenetram das mais variadas formas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como descreveria o actual estado do ambiente natural e da relação do mesmo com os seres humanos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; O homem moderno e pós-moderno destruiu grande parte da natureza, desde florestas a bancos de corais, e o que resta está gravemente ameaçado. A situação é crítica. Com a propagação global do paradigma modernista, o qual é inseparável das ideias de poder e domínio sobre a natureza de modo a satisfazer as sempre crescentes “necessidades” (as quais na maior parte dos casos não são mais do que desejos criados artificialmente e não verdadeiras necessidades), o caso é cada vez mais grave. No entanto, no decurso das últimas décadas, ocorreu também um despertar, no Ocidente e mais recentemente também no mundo não ocidental, entre um número de pessoas preocupadas com o estado precário do mundo natural e com a necessidade de cultivar uma atitude correcta para com a natureza de modo a não destruir o que resta dela. Deve ser relembrado, no entanto, que por muito que a natureza seja explorada e destruída pelo homem, será ela a ter a última palavra a dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Num dos seus livros traça uma correspondência entre a actual crise ambiental e a crise espiritual do homem moderno. Poderia desenvolver um pouco aqui essa ideia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; A crise na relação dos seres humanos com a natureza nasceu no Ocidente moderno com base em dois erros: a incompreensão do significado profundo da natureza do homem e a incompreensão da realidade sagrada da natureza. Foi em consequência desta crise espiritual que ocorreu durante a Renascença e o séc. XVII, que o homem moderno veio a considerar-se, na medida em que se tornou “moderno,” como um ser puramente terrestre, sem qualquer responsabilidade para com Deus e a Sua criação. Também em resultado desta crise espiritual e intelectual, a realidade sagrada da natureza foi posta de lado e passou-se a olhar para a mesma em termos puramente quantitativos e mecânicos, tal como vemos na física clássica. É esta crise espiritual interior que se torna cada vez mais reflectida exteriormente a partir da Revolução Industrial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;No seio do movimento ambiental tem sido dito que os humanos são o maior inimigo da natureza e que a sua existência não é essencial para este planeta devido ao seu carácter destrutivo. O que pensa sobre esta afirmação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; Não são todos os seres humanos, mas apenas o homem moderno, o maior inimigo da natureza. Os aborígenes vivem na Austrália há mais de 40000 anos e não tivessem os seus padrões tradicionais de vida sido tão drasticamente alterados pelo homem branco como o foram nos últimos anos, poderiam ter vivido outros 40000 ou mais na maravilhosa natureza virgem da Austrália. O mesmo não se pode dizer dos habitantes da zonas urbanas de Sidney ou Melbourne ou, mais precisamente, de qualquer outra cidade moderna, de Seoul a Nova York. A existência do homem moderno não é necessária para a natureza e o modo de vida moderno não pode, de facto, continuar por muito mais tempo no seu percurso actual. Mas o homem na sua realidade perene, isto é, o homem tradicional, foi e continua a ser, na medida em que tal ser subsiste, sempre uma fonte de graça para a natureza, e a sua presença na terra permitia e continua a permitir que a natureza respire o ar do mundo espiritual. Existem razões esotéricas, cosmológicas e metafísicas para que a natureza não possa existir sem o homem. Não posso entrar aqui em detalhes sobre elas mas foram discutidas em vários dos meus livros, especialmente no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Man and Nature: the Spiritual Crisis of Modern Man&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; (Kazi Publications, 1998), no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Religion and the Order of Nature&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;(Oxford, 1996) e no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Knowledge and the Sacred&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;(SUNY, 1989). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nos seus livros afirma que a ciência actual e o modo de vida que promulga são criações do homem profano. O que significa aqui a palavra profano?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; Com a palavra profano quero dizer o tipo de ser humano que deixou de ter a sua base no Sagrado e que, cada vez mais, perdeu inclusive o sentido do sagrado. Por essa razão, quer as faculdades mentais com as quais pensa, quer o objecto da sua ciência, que é a natureza, tornaram-se dessacralizados – esvaziados do sagrado. É a tal pessoa que chamo homem profano (ou, é claro, mulher, pois o termo homem aqui usado não diz respeito ao género, mas sim ao ser humano como tal).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Porque razão diz que o cosmos é como um livro com múltiplos significados?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; O que é um livro? É um determinado número de folhas de papel nas quais se encontram escritas algumas figuras num determinado tipo de tinta, figuras essas que possuem um significado para além da sua forma exterior. De modo a compreender esse significado é necessária a linguagem com a qual o livro foi escrito. Vejamos agora, o cosmos é como um livro no sentido em que cada um dos seus fenómenos possui um significado no interior e para além da forma exterior e das características do fenómeno em questão. Se não conhecemos a linguagem com a qual um livro é escrito, podemos de qualquer forma pesá-lo e medir as suas dimensões. As ciências quantitativas da natureza fazem precisamente o mesmo vis-à-vis o livro cósmico. Elas estudam os aspectos quantitativos dos fenómenos naturais mas esqueceram-se da linguagem com a qual o livro da natureza ou o livro cósmico foi escrito e, assim, não podem compreender a mensagem nele contida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Será possível aprender a ler os sinais da natureza e compreender o seu significado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; Sim, é possível dominar a linguagem de modo a sermos capazes de ler de novo o livro cósmico, tal como o faziam os antigos. Mas para alcançar este feito é necessário compreender, antes de tudo, a necessária metafísica e cosmologia, bem como ser capaz de viver de novo num universo intelectual e espiritual tradicional, o único ambiente onde esta linguagem pode ser dominada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Qual da ciências actuais considera a mais próxima de um conhecimento do homem e da natureza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; Nenhuma das ciências modernas está próxima da verdadeira compreensão da relação entre o homem e a natureza, pois todas estas ciências baseiam-se no desprezar dos estados superiores do ser, incluindo a realidade espiritual. Mas uma vez que coloca essa questão, eu diria que, comparativamente, do ponto de vista da compreensão da admirável harmonia da natureza e da nossa relação com ela a ecologia seria a mais próxima. De um ponto de vista metafísico, no entanto, acredito que a mecânica quântica poderá ser importante caso se liberte da prisão da bifurcação cartesiana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como poderão as ciências orientais ajudar a compreensão ocidental da natureza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; As ciências orientais da natureza, sejam elas chinesas, indianas, islâmicas ou outras, são baseadas numa cosmologia que continua ligada à metafísica. Elas estudam a natureza à luz dos princípios espirituais e intelectuais que transcendem a natureza física e que se baseiam numa profunda correspondência entre o homem e a natureza, localizada para além do simples quantitativo e material. É a isto que se chama antropocosmismo no pensamento do extremo oriente. Estas ciências, se estudadas em profundidade no ocidente, não como fases rudimentares da ciência moderna ocidental, mas sim como formas independentes de conhecer a natureza, podem revelar aspectos fundamentais da natureza e da sua relação com o homem, aspectos que estão escondidos da perspectiva daqueles cujos horizontes estão limitados pela ciência moderna. Mormente, estas ciências tradicionais podem ajudar a ressuscitar um sério interesse nestes tipos de ciência (como ciência e não como história) existentes no próprio ocidente, tal como por exemplo as ciências Herméticas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Que papel deverá desempenhar a religião neste debate?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; As religiões têm tudo a haver com a crise ambiental e com o respectivo debate, especialmente nos locais do mundo onde, ao contrário da Europa ocidental, as pessoas ainda são religiosas. Em primeiro lugar, foi a religião, no seu sentido mais vasto, que providenciou uma visão espiritual da existência, incluindo a natureza, em todas as civilizações tradicionais. Como já referi, se no Ocidente a natureza não tivesse sido secularizada, as ciências modernas, seculares e puramente quantitativas, não se teriam desenvolvido; nem tão pouco a tecnologia teria causado tantos estragos no ambiente. Em segundo lugar, as grandes religiões, bem como, especialmente, as religiões primordiais, possuem todas uma ética religiosa relacionada com o mundo da natureza e dos seres humanos. Isto é válido inclusivamente para o Cristianismo, apesar deste aspecto da tradição cristã se ter eclipsado nos tempos modernos e apenas nas últimas décadas os teólogos e éticos cristãos se terem voltado para o problema e proclamado S. Francisco como o santo padroeiro da ecologia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Existe definitivamente a necessidade daquilo que agora se apelida de “esverdear” da religião, isto é, o reavivar dos aspectos dos seus ensinamentos que lidam com o ambiente natural e com a responsabilidade do homem perante a criação de Deus. Consegue imaginar a diferença que faria para a preservação do ambiente natural se os pregadores cristãos e muçulmanos, bem como os professores hindus e budistas, continuassem a relembrar aos cristãos, muçulmanos, hindus e budistas nos seus sermões e discursos diários do seu dever religioso como protectores da criação de Deus e não seus inimigos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Qual é a sua opinião do nível de conhecimento que se pode obter, digamos, de um coiote, através dos estudos de um zoologista a partir da análise dos seus hábitos externos ou da dissecação do seu cadáver, e aquele que pode obter um xamane índio que se identifica com o espírito do animal? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr: &lt;/b&gt;A minha opinião é que conhecer o arquétipo – a essência – de um animal é uma forma mais elevada de conhecimento do que conhecer o seu peso, anatomia e hábitos de acasalamento. Este último conhecimento não é, de modo algum, insignificante, e é válido e legítimo ao seu próprio nível, não esgotando, no entanto, a realidade do animal. O conhecimento do animal na sua realidade essencial é sem dúvida um conhecimento mais profundo. É a isso que me referia quando escrevi sobre o homem que se identificava com o coiote, tal como podemos ver nas tradições dos nativos americanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nos tempos actuais, se existe um ponto no qual muitos cientistas e religiosos se interceptam, esse ponto é o anúncio do iminente fim dos tempos como resultado de grandes catástrofes globais. Qual é a correspondência entre estes dois grupos no que respeita a este ponto?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr: &lt;/b&gt;As religiões falam do fim da história e de eventos escatológicos tal como vemos muito explicitamente nas fontes tradicionais hindus, cristãs e islâmicas. Elas falam também dos “sinais dos tempos,” sinais que caracterizam o fim da história tal como a conhecemos. O que os cientistas dizem sobre os iminentes&amp;nbsp;desastres ambientais corresponde de muitas formas a estes profetizados “sinais dos tempos.” No entanto, é um grave pecado, falando em termos teológicos, continuar a destruir a natureza em resultado de crenças escatológicas que possamos ter. Esta seria a maior afronta a Deus, pois devemos continuar a seguir os seus ensinamentos enquanto o mundo existir. Seríamos nós, verdadeiros seguidores de uma religião, capazes de ir contra os ensinamentos dos fundadores das nossas religiões incluindo Cristo e não mais ajudar os pobres com o argumento de que a terra será destruída em breve e que é inútil aliviar o sofrimento dos outros? Apenas Deus sabe quando chegará “a Hora”, como dizem os muçulmanos. O Profeta do Islão disse que plantar uma árvore é um acto abençoado mesmo que o mundo esteja para acabar no dia seguinte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Existe alguma esperança para uma reconciliação dos seres humanos com a natureza – para que nós como seres humanos possamos tomar o nosso devido lugar na ordem da natureza?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 14.0pt; mso-line-height-rule: exactly; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Seyyed Hossein Nasr:&lt;/b&gt; É claro que existe sempre esperança, e a esperança, tal como disse Santo Agostinho, é uma virtude teológica. Mas depois de passado quase meio século de preocupação e estudo da crise ambiental, cheguei à conclusão que, à excepção de uma intervenção divina, a única hipótese para a presente humanidade é uma grande catástrofe que seja extensiva o suficiente para mudar o paradigma que domina o pensamento e a actuação do homem moderno, e que quebre os seus hábitos de necessidades e de consumo infindável sem qualquer preocupação com os direitos do mundo não humano. Detesto afirmar tal coisa mas, para ser realista, uma vez que a humanidade moderna recusa alterar os seus modos de actuação de uma forma significativa através da educação na escala de tempo e na janela de oportunidade que temos, é melhor que ocorra uma calamidade significativa que cause o despertar da humanidade, do que todos os homens e outras criaturas experienciem uma morte lenta ou um cataclismo totalmente devastador. Espero estar errado nesta análise. De qualquer forma, esperemos que a humanidade recupere o bom senso por si própria antes que surja qualquer cataclismo que nos force a tal. Uma coisa é certa, o que quer que façamos à natureza e por mais certos que possamos estar em resultado do nosso orgulho pelo domínio da natureza, será, como referi anteriormente, a natureza a ter a última palavras a dizer. Finalmente, devemo-nos lembrar que, em última análise, todas as coisas estão nas Mãos de Deus. Devemos fazer o que pudermos e confiar Nele com todo o nosso ser. E Deus sabe mais.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2354055762874995741?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2354055762874995741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/07/o-homem-tradicional-o-homem-moderno-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2354055762874995741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2354055762874995741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/07/o-homem-tradicional-o-homem-moderno-e.html' title='O homem tradicional, o homem moderno e a crise ambiental'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TDCAGlYopkI/AAAAAAAABBc/lxQN3bFaLy4/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2416711807015712427</id><published>2010-07-04T13:18:00.003+01:00</published><updated>2010-07-04T13:29:42.161+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Citações espirituais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Porque existe riso? Porque existe alegria se o mundo está sempre em chamas? Porque não procuras a luz, tu que estás rodeado de escuridão?&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Dhammapada, 146&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Devemos caminhar sempre em frente no cume da fé, sem olhar para a direita nem para os abismos do mundo, e dizer "sim" ao Bem Soberano que ilumina o nosso caminho e que é o Objectivo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Frithjof Schuon&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2416711807015712427?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2416711807015712427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/07/citacoes-espirituais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2416711807015712427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2416711807015712427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/07/citacoes-espirituais.html' title='Citações espirituais'/><author><name>Noémia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063202342577397965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_sle1epBbVBI/SZIDrrY-obI/AAAAAAAAAAk/nXmr09qMJ8Q/S220/26-OM.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4357860866943129707</id><published>2010-06-20T18:18:00.012+01:00</published><updated>2010-07-04T16:13:52.541+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>A Água e o Seu Significado Espiritual</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BuW43q_Uj00/TB5SNekPufI/AAAAAAAAAAY/XidN4h5hGxQ/s1600/Sem+T%C3%ADtulo.png"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484911787680709106" src="http://1.bp.blogspot.com/_BuW43q_Uj00/TB5SNekPufI/AAAAAAAAAAY/XidN4h5hGxQ/s320/Sem+T%C3%ADtulo.png" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 213px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apresentamos esta &lt;a href="https://www.fonsvitae.com/OnlineStore/tabid/58/pid/9/0760-Water-Its-Spiritual-Significance.aspx" target="_blank"&gt;obra&lt;/a&gt; que contém artigos e poesia relacionados com a natureza sagrada e sustentadora da água – o seu simbolismo nas grandes tradições espirituais do mundo: Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Cristianismo, Islamismo, Taoísmo, Confucionismo – e a dos nossos Povos Primordiais. Nela podem ser encontrados textos oriundos da área académica em crescimento de Religião e Ecologia, assim como sobre o modo com que os assuntos mundiais da água estão a ser abordados por pessoas de fé. Nesta obra, à medida que aprendemos mais sobre lagos, chuva, rios sagrados, fontes e lágrimas, deparamo-nos com temas universais tais como o Dilúvio, o Transpor das Águas, os Rios do Paraíso e o Baptismo. Deixamos aqui uma muito pequena amostra da mesma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deus está para o homem como o magnete está para o ferro. Então por que não atrai Ele o homem? Tal como o ferro profundamente embebido em lama não é movido pela atracção do magnete, também a alma profundamente embebida em Maya não sente a atracção do Senhor. Mas tal como o ferro se move livremente quando a lama é lavada com água, também a alma por constantes lágrimas de oração e de arrependimento lava a lama de Maya que a prende à terra, e é rapidamente atraída pelo Senhor.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Excerto do Evangelho de Sri Ramakrishna&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Existe uma "fonte na Divindade, que brota sobre todas as coisas na Eternidade e no Tempo".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Mestre Eckhart&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Alguns dos artigos seleccionados pelo editor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;- Wendell Berry, Sabbaths: The Book of Camp Branc (selections)&lt;br /&gt;- Coleman Barks, Wandering Thoughts on Rumi, Water, Music, Love, and Identity&lt;br /&gt;- Jonathan Montaldo, Sacred Waters: Thomas Merton’s Thirst for Contemplation&lt;br /&gt;- Thomas Merton, Rain and the Rhinoceros, In the Rain and Sun, and Song&lt;br /&gt;- Titus Burckhardt, The Symbolism of Water&lt;br /&gt;- Alexander Price, The Centrality of Water in the Hopi Tradition&lt;br /&gt;- Mary Evelyn Tucker and John Grim, The Emerging Alliance of World Religions and Ecology&lt;br /&gt;- Henry David Thoreau, Shells Upon the Shore&lt;br /&gt;- Hamza Yusuf Hanson, Walk on Water&lt;br /&gt;- Rabbi Dr. Menachem Kallus, The Feminine and Masculine Waters in the Teachings of the Baal Shem Tov&lt;br /&gt;- Graeme Castleman, Returning to the Primordial: The Water Symbolism of Baptism&lt;br /&gt;- Martin Lings, The Quranic Symbolism of Water&lt;br /&gt;- A.K. Coomaraswamy, The Sea and The Flood in Hindu Tradition&lt;br /&gt;- Bonnie Myotai Treace Sensei, Take Me to the River: The Koan of Kindness&lt;br /&gt;- Huston Smith, Served With Distinction, 1910­1932&lt;br /&gt;- Selections from the Gospel of Ramakrishna&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4357860866943129707?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4357860866943129707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/agua-e-o-seu-significado-espiritual.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4357860866943129707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4357860866943129707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/agua-e-o-seu-significado-espiritual.html' title='A Água e o Seu Significado Espiritual'/><author><name>Diana Morais</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13332016168093410350</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BuW43q_Uj00/TB5SNekPufI/AAAAAAAAAAY/XidN4h5hGxQ/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5935172499107430281</id><published>2010-06-17T22:02:00.004+01:00</published><updated>2010-06-18T18:41:04.948+01:00</updated><title type='text'>Michael Oren Fitzgerald</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TBqNwPfR-nI/AAAAAAAAAGk/lmJpTTGUfw8/s1600/7.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483851356207970930" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TBqNwPfR-nI/AAAAAAAAAGk/lmJpTTGUfw8/s320/7.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 187px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; margin-right: 10px; margin-top: 0px; text-align: justify; width: 129px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.worldwisdom.com/public/authors/Michael-Fitzgerald.aspx"&gt;Michael Oren Fitzgerald &lt;/a&gt;nasceu em Indianápolis, em 1949. É autor e editor de livros sobe as religiões do mundo, tradição, cultura e filosofia. Compôs vários livros premiados e documentários, alguns deles usados em cursos universitários. Fitzgerald é um reconhecido especialista na religião e cultura dos índios das planícies dos Estados Unidos da América e é também filho adoptivo do chefe Thomas Yellowtail, um dos mais conhecidos e respeitados líderes espirituais dos índios da América do Norte e sobre quem escreveu uma elogiada biografia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5935172499107430281?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5935172499107430281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/michael-oren-fitzgerald.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5935172499107430281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5935172499107430281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/michael-oren-fitzgerald.html' title='Michael Oren Fitzgerald'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TBqNwPfR-nI/AAAAAAAAAGk/lmJpTTGUfw8/s72-c/7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-1541263533883336934</id><published>2010-06-17T19:05:00.016+01:00</published><updated>2010-08-30T17:05:16.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sophia Perennis'/><title type='text'>Frithjof Schuon – Mensageiro da Filosofia Perene</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Apresentamos mais esta notável obra de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/michael-oren-fitzgerald.html"&gt;Michael Oren Fitzgerald&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.worldwisdom.com/public/products/Frithjof_Schuon_Messenger_of_the_Perennial_Philosophy.aspx?ID=222"&gt;Frithjof Schuon: Messenger of the Perennial Philosophy&lt;/a&gt;, muito recentemente publicada pela World Wisdom (2010), e que consiste em nada menos do que a mais completa biografia disponível do principal porta-voz da filosofia perene. Para o efeito, recorremos ao preâmbulo da obra, onde podemos encontrar as sempre precisas, profícuas e criteriosamente seleccionadas palavras de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/05/william-stoddart.html"&gt;William Stoddart&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483854791774150994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TBqQ4N-FoVI/AAAAAAAAAG8/gEdbfZMihCk/s320/212599692.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de praticamente todos os livros de Frithjof Schuon estarem disponíveis em Inglês há muitos anos, dificilmente se poderá dizer que o seu nome seja familiar. Contudo, para pessoas com interesses especiais em campos tais como o da filosofia, da teologia, da religião comparada, e o da vida espiritual, muito se conhece sobre ele há muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;A presente biografia providencia, de uma forma aliciante e fascinante, um suporte detalhado sobre a sua vida, os seus escritos, e as suas ideias, mas eu resumirei aqui alguns dos aspectos essenciais de modo a dar imediatamente uma pista relativamente à natureza e ao carácter deste homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frithjof Schoun (1907-1998) nasceu de pais alemães, na cidade suíça de Basileia. Os seus pais eram de origem Católica, mas não praticavam, e encaminharam o seu filho para uma escola Luterana. Durante a sua longa vida, Schuon manteve-se profundamente grato para com um seu estimado professor dos primeiros anos de escola pelas “maravilhosas lições de Bíblia”. Ao mesmo tempo, a criança Schuon ficou fascinada ao ler as “Mil e uma noites” e outros contos tradicionais do mundo inteiro. Ainda enquanto criança, estava já ciente de que o que admirava e aspirava saudosamente eram sobretudo as quatro qualidades universais: “o sagrado, o nobre, o belo e o grande”. Por volta dos 11 ou 12 anos de idade, inesperadamente, teve uma profunda e duradoura experiência espiritual quando viu e foi avassalado pelas três grandes estátuas budistas japonesas do Museu Etnológico de Basileia. Esta foi uma experiência fundamental, e ensinou-lhe como a sabedoria e a santidade são inseparáveis da beleza, e como elas podem ser conduzidas ao coração do homem através dos cumes da arte sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da morte do seu pai em 1920, a sua mãe e os seus dois filhos mudaram-se para Mulhouse (&lt;em&gt;Mülhausen&lt;/em&gt;), na Alsácia, que tinha sido anexada pela França em 1918. A morte do pai e a mudança para a Alsácia foram extremamente traumáticas para o jovem Schuon, mas foi em Mulhouse que frequentou a escola de um convento dirigido por freiras da aristocracia francesa, sob cuja influência o jovem adolescente se tornou apraz e voluntariosamente católico. Foi também nesta altura que aprendeu francês, a língua com que estaria destinado a escrever os seus muitos livros filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decurso da adolescência, Schuon continuaria a aspirar saudosamente pelas quatro qualidades universais acima mencionadas; e, mesmo sem ensinamentos explícitos, o jovem Schuon tinha então desenvolvido um profundo entendimento das realidades metafísicas, teológicas e espirituais. Mas os ensinamentos explícitos estavam também à mão. Lia avidamente as Escrituras sagradas, e especialmente o Bhagavad-Guitá, o qual foi para Schuon uma revelação em todo o sentido da palavra. Contudo, em toda a sua compreensão, inata e adquirida, ele estava só. Era incompreendido pela sua família e relacionados e, como resultante, sofria bastante. Continuou a amar o protestantismo de infância e o catolicismo da juventude mas, ao crescer para a idade adulta, perdeu o apego a elas, e viveu quase inteiramente na firme e implacável aura intelectual do Vedanta e do Platonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1924, aos 17 anos de idade, descobriu os livros do magistral filósofo francês René Guénon (1886-1951). Isto foi para Schuon uma imensa consolação. Não só encontrara nos escritos de Guénon uma confirmação plena da visão profunda que já detinha; encontrara também o vocabulário preciso da metafísica e a terminologia com que poderia vestir e exprimir os seus próprios entendimentos e percepções. Alguns anos mais tarde começaria uma correspondência prolífica, a qual prosseguiu até ao final da vida de Guénon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias eventos e experiências significativos na vida de Schuon ocorreram no final da década de 1920 e início da de 1930, entre as quais o serviço militar, as suas primeiras viagens e, por fim, o seu encontro decisivo com o mestre sufi argelino &lt;em&gt;Shaykh&lt;/em&gt; al-‘Alawī. Mas deixo os detalhes destes eventos cruciais e seminais para o biógrafo, que lida com eles copiosamente, e vou virar-me para o importante assunto que foi a longa e íntima associação intelectual com René Guénon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;René Guénon e Frithjof Schuon foram os originadores daquela que subsequentemente ficaria conhecida como a escola de sabedoria “perenialista” ou “tradicionalista”. Guénon foi o pioneiro e Schuon a concretização ou quintessência. Schuon indicava a analogia existente com outras duas escolas de sabedoria que possuíram uma dupla de originadores ou exponentes, nomeadamente aquelas associadas a Sócrates e Platão em Atenas no século V a.C., e a Jalâl ad-Dîn Rûmî e Shams ad-Dîn Tabrîzî na Turquia do século XIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, o ponto de vista de Guénon e de Schuon é o da “filosofia perene”. Este termo tornou-se familiar aos leitores de língua inglesa através da publicação, em 1945, do livro de Aldous Huxley com este mesmo título. A ideia central da filosofia perene é a de que a Verdade Divina é uma, intemporal, e universal, e que as diferentes religiões são justamente diferentes linguagens que expressam aquela Verdade una. O símbolo mais comummente usado para transportar esta ideia é o da luz incolor e das muitas cores do espectro que se faz visível apenas quando a luz incolor é refractada. Na Renascença, o termo exprimia o reconhecimento do facto de que as filosofias de Pitágoras, Platão, Aristóteles, e Plotino, expunham indiscutivelmente as mesmas verdades que aquelas assentes no coração do Cristianismo. Subsequentemente, o significado do termo foi alargado de modo a cobrir a metafísica e o misticismo de todas as grandes religiões, especialmente do Hinduísmo, do Budismo e do Islão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, Huxley não foi o primeiro a apresentar esta ideia na era moderna. Já tinha sido aventada pelo santo bengali Ramakrishna (1836-1886), que estava intimamente familiarizado – e num nível mais profundo que Huxley –, não apenas com o Hinduísmo, mas também com o Cristianismo e com o Islão. Contudo, tendo em consideração o “exotismo” e infamiliaridade do grande Ramakrishna, e também as dúbias credenciais religiosas de um Huxley assaz superficial e sincretista, nem o termo nem a ideia da “filosofia perene” surgiram de uma posição favorável entre religiosos mais conservadores, cristãos ou outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ocorreu um desenvolvimento que ninguém poderia antever. Na década de 1920, os livros do filósofo francês René Guénon começaram a aparecer. Estes livros expunham, no modo irrefutável de Platão, a unicidade da Verdade supra-formal e a multiplicidade das expressões formais que dela advêm. Assim, é possível perceber que a razão de ser das diferentes religiões não é que elas são “todas iguais” mas, precisamente, que elas são &lt;em&gt;todas diferentes&lt;/em&gt;! A &lt;em&gt;essência&lt;/em&gt; (respeitante a Deus, ao homem, e à salvação) é obviamente a mesma, mas as &lt;em&gt;formas&lt;/em&gt; são significativamente diferentes. Cada religião – não apenas o Cristianismo – faz uma reivindicação absoluta, justamente pela razão de que é uma expressão do Absoluto; esta é a sua justificação e a sua &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt;. Vermelho, amarelo e verde não são escuridão; ao contrário, cada uma delas é uma refracção da luz incolor. O princípio da unidade religiosa reside somente em Deus, e é um homem precipitado aquele que afirma que Deus Se expressou em apenas uma língua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos de Guénon foram seguidos, da década de 1930 em diante, pela longa série de artigos e livros de Schuon, que foi quem levou a exposição da verdade intemporal &lt;em&gt;e da sua qualidade salvífica&lt;/em&gt; a uma elevação incrível. A mensagem de Schuon foi realmente uma de verdade, beleza, e salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil disputar a profundidade e a genialidade deste dois autores que foram os originadores da corrente de intelectualidade e espiritualidade conhecida como a escola “perenialista” ou “tradicionalista”. Nada pode retirar a originalidade da visão de Guénon e de Schuon, mas é apropriado referir alguns dos grandes precursores a quem eles se referem frequentemente. Entre eles incluem-se Shankara (Hinduísmo), Platão (Grécia Antiga), Eckhart (Cristianismo Ocidental), e Ibn ‘Arabî (Islão). Porém, a visão perenialista não requer formulações exaustivas: pode-se resumir nas palavras de Cristo: “Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres”. Para a filosofia perene, isto é realmente tudo: verdade intemporal, e a sua qualidade libertadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez devido à superficialidade de um Huxley do início do século XX e às fantasias nas ideias do movimento “nova era” do final do século XX, a escola Perenialista, com as suas teses universais e referências extra-cristãs, é ainda encarada com suspeição em alguns círculos. Na realidade, algumas pessoas tendem a confundir dois opostos: as ideias “nova era” e a filosofia perene. Outros, de novo, pensam que a filosofia perene está apenas relacionada com algo que é pejorativamente referido como “misticismo Oriental”, esquecendo que o próprio termo é de origem Cristã, e que foi primeiramente utilizado para formular o reconhecimento cristão das verdades eternas do platonismo. Estas verdades eternas são precisamente tudo o que é a filosofia perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia perene não é para néscios, e é precisamente isso que o homem moderno e sofisticado precisa de saber. A filosofia perene – que é o universalismo verdadeiro e o ecumenismo verdadeiro – é o reconhecimento da origem divina de cada religião. A essência de cada religião é pura verdade, e as várias formas religiosas vestem essa verdade com trajes de diferentes padrões e cores. “Na casa de meu Pai há muitas moradas.” Este ensinamento de Cristo aplica-se não só ao Céu, mas também à Terra. A função das várias religiões é expressar a verdade e oferecer uma via de salvação, de um modo ajustado aos diferentes segmentos e etnicidades da humanidade. Cada religião vem de Deus, e cada religião leva de volta a Deus. Mormente, cada religião compreende uma doutrina e um método, isto é dizer, é uma verdade iluminadora unida a um meio de salvação. Se assim não fosse, não seria uma questão de religião, mas de uma ideologia vazia humanamente criada (tal como o Freudismo, o Jungianismo, o Teilhardismo, e muitas outras) incapaz de salvar quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Frithjof Schuon resumia por vezes a sua mensagem de uma forma extremamente sucinta. Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seus ensinamentos em quatro palavras: Verdade, Oração, Virtude, Beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três concomitâncias do Amor de Deus: Natureza Virgem, Arte Sagrada, Companhia Sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;em&gt; doutrina&lt;/em&gt; de Shankara, o &lt;em&gt;método&lt;/em&gt; de Honen, a &lt;em&gt;primordialidade&lt;/em&gt; dos Índios Americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao último destes sumários: Shankara foi o pináculo da sabedoria Hindu, um mestre da metafísica universal na forma do &lt;em&gt;Advaita Vedanta&lt;/em&gt; (“não-dualidade”); Hônen, um mestre do Budismo (Amida) japonês, foi um preeminente exemplar da confiança total no poder salvador do Nome revelado; no que respeita aos grandes Chefes Índios, eles evocam as qualidades de dignidade, coragem, frugalidade, sacrifício, e proximidade à Natureza Virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos cristãos este ternário é: a &lt;em&gt;doutrina&lt;/em&gt; de Mestre Eckhardt, o &lt;em&gt;método&lt;/em&gt; de São Bernardino de Siena, e o &lt;em&gt;amor da natureza&lt;/em&gt; (a &lt;em&gt;primordialidade&lt;/em&gt;) de São Francisco de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos islâmicos é: &lt;em&gt;Tawhîd&lt;/em&gt; (a doutrina da unidade), &lt;em&gt;Dhikr&lt;/em&gt; (a lembrança de Deus), e &lt;em&gt;Fitra &lt;/em&gt;(natureza primordial ou o estado de &lt;em&gt;hanîf&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma das várias expressões de cada uma das três componentes deste ternário (doutrina, método, e primordialidade) deriva do mesmo (respectivo) arquétipo. O primeiro exemplo acima mencionado (relativo a Shankara, Hônen, e aos Índios Americanos) – formulado pelo próprio Schuon – é particularmente apropriado, evocativo, e uma expressão memorável dos três arquétipos respectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;* * *&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em termos pessoais, Schuon foi uma combinação de majestade e humildade; de rigor e amor. Schuon era feito de objectividade e incorruptibilidade, unidos com compaixão. Nos muitos encontros durante um período de quase cinco décadas, as qualidades pessoais que constantemente me impressionavam eram a sua paciência infinita e generosidade infinita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que esta informativa e bem documentada biografia transmita com sucesso aos leitores o fenómeno precioso e único que foi Frithjof Schuon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Stoddart&lt;br /&gt;Windsor, Ontario &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-1541263533883336934?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/1541263533883336934/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/frithjof-schuon-mensageiro-da-filosofia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1541263533883336934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1541263533883336934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/frithjof-schuon-mensageiro-da-filosofia.html' title='Frithjof Schuon – Mensageiro da Filosofia Perene'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/TBqQ4N-FoVI/AAAAAAAAAG8/gEdbfZMihCk/s72-c/212599692.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4219568000701967151</id><published>2010-06-13T18:37:00.001+01:00</published><updated>2010-06-13T23:26:49.789+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em suma, a vida é simples: estamos de pé ante Deus desde o nascimento até à morte: tudo&amp;nbsp;se resume a esta tomada de consciência e a tirar daí as consequências. A consciência do Sumo Bem é o maior dos consolos, ela deveria manter-nos sempre em equilíbrio. Dela resulta, em primeiro lugar, a qualidade de resignação, a aceitação constante da vontade de Deus; esta virtude é difícil na medida em que queremos forçar o mundo a ser uma coisa distinta do que é, como por exemplo ser lógico. O complemento da resignação é a confiança; Deus é bom, e tudo está nas suas mãos. Nela está também a gratidão, pois todo o homem tem motivos para estar agradecido; há que recordar os bens que desfrutamos, e não o esquecermos porque nos falta qualquer coisa. Finalmente, há que fazer algo na vida, pois o homem é um ser activo; e a melhor das acções é aquela que tem Deus como objecto, e esta acção é a oração.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;- extracto de uma carta escrita por Frithjof Schuon ao seu irmão, publicada em “Dossiers H – Frithjof Schuon” num texto de homenagem escrito por Jean-Louis Michon (Témoignage d’un disciple). Texto reproduzido na revista Sophia Perennis – Cuadernos de estudios tradicionales (José J. Olañeta, Editor) no número dedicado a Frithjof Schuon (1-4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4219568000701967151?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4219568000701967151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/palavras-trovao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4219568000701967151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4219568000701967151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-3201197049991745323</id><published>2010-06-13T16:35:00.001+01:00</published><updated>2010-06-13T16:38:35.628+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Budismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tradição'/><title type='text'>Dos picos do mundo</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Trecho extraído de "&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.bookdepository.co.uk/book/9781593760588/Peaks-and-Lamas" target="_blank"&gt;Peaks and Lamas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;", de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/11/marco-pallis.html" target="_blank"&gt;Marco Pallis&lt;/a&gt;, obra fundamental publicada pela primeira vez em 1939 e revista em 1949.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TBT4Fg6yGPI/AAAAAAAABBQ/ILzses_Ny5E/s1600/9781593760588.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TBT4Fg6yGPI/AAAAAAAABBQ/ILzses_Ny5E/s320/9781593760588.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em tempos antigos, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nako&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, tal como todo o Vale &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Spiti&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, pertencia ao reino de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Gugge&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, o qual atingiu um extraordinário nível civilizacional. Desde a extinção desse reino tem ocorrido um contínuo declínio. As áreas cultivadas foram diminuindo, as populações minguaram e as areias do deserto vêm invadindo os povoados sobreviventes. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Gugge&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; foi a primeira província do Tibete a ser visitada por missionários europeus, em 1624. Um grupo de franciscanos portugueses estabeleceu uma missão na capital &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tsaparang&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, a moderna &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Chabrang Dzong&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. Foram recebidos pelo rei com todas as honras que os Tibetanos naturalmente oferecem a todos os portadores de doutrinas desconhecidas. Os frades, por um momento, tiveram algumas razões para pensar que estariam prestes a produzir uma magnífica conversão; mas é também possível que o seu optimismo possa ter sido algo exagerado. Os Tibetanos estão sempre preparados para oferecer veneração a qualquer objecto sagrado e não confinam necessariamente a sua reverência a formas mais familiares. Eles não sentem que ao fazê-lo estão tacitamente a admitir a superioridade da tradição estrangeira ou a mostrar infidelidade para com a sua própria tradição. Eles tão naturalmente se curvariam perante o Crucifixo como o fariam aos pés de um Buda, enquanto os nossos conterrâneos, acostumados ao exclusivismo sectário da Europa, sentem que ao oferecer reverência numa igreja com princípios com os quais estão em desacordo estão a perdoar os seus erros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Os Hindus têm um nome para essa secção da humanidade, a qual consideram espiritualmente imatura e onde não se prestam honras a nenhuma divindade excepto a sua. Os homens desse sector da humanidade são chamados &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pashu&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; (da raiz &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;pash&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; = limite) e supõe-se que estão cegos para a profunda Unidade da Divindade, apesar de dentro dos limites paroquiais que estabelecem para si próprios poderem ser merecedores de todo o respeito e louvor. Eles são descritos como homens de tendência muito forte para o obscurantismo, que exageram nas distinções de mera forma ou nome; isto torna-os muito propícios a falar com desrespeito das crenças e das práticas de outros. Bastante superiores aos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pashus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; são os homens da classe conhecida como &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Viras&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, ou os heróis. Eles são aqueles que reconhecem que, apesar de existirem muitos modos de pensamento, a realização metafísica, sempre que obtida através de uma identificação intuitiva e directa entre o conhecedor e o conhecido, é apenas uma. É isso que importa; é essa verdade que está na base de todo o simbolismo e que é o objecto de todo o ritual tradicional. O Próprio Buda aconselhou os Seus seguidores contra o corte abrupto das ofertas que estavam habituados a oferecer aos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Brahmans&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;; esse espírito prevalece até aos dias de hoje. Um jovem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;lama&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; disse-me que eles são ensinados desde crianças a não falar desrespeitosamente de outras religiões e sim, pelo contrário, a tratá-las com o máximo de respeito. Com efeito, ao longo da fronteira entre a China e o Tibete, é dito ser convencional que em qualquer encontro com estranhos se pergunte ao outro, depois das primeiras saudações: “Senhor, e a que sublime tradição pertence?”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-3201197049991745323?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/3201197049991745323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/dos-picos-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3201197049991745323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3201197049991745323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/06/dos-picos-do-mundo.html' title='Dos picos do mundo'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/TBT4Fg6yGPI/AAAAAAAABBQ/ILzses_Ny5E/s72-c/9781593760588.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-2329807773122400700</id><published>2010-05-25T12:58:00.005+01:00</published><updated>2010-05-27T15:05:15.172+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>São Bernardo de Claraval</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/S_u8c-BYmNI/AAAAAAAAAGc/9ZaTPC0s21c/s1600/Bernardo.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475176977870133458" src="http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/S_u8c-BYmNI/AAAAAAAAAGc/9ZaTPC0s21c/s320/Bernardo.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 219px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"Acredita na minha experiência. Encontrarás mais nos bosques que nos livros. As árvores e os rochedos ensinar-te-ão o que nunca poderás ouvir dos mestres."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;São Bernardo de Claraval, 1138&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-2329807773122400700?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/2329807773122400700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/sao-bernardo-de-claraval.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2329807773122400700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/2329807773122400700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/sao-bernardo-de-claraval.html' title='São Bernardo de Claraval'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/S_u8c-BYmNI/AAAAAAAAAGc/9ZaTPC0s21c/s72-c/Bernardo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4242384770744411200</id><published>2010-05-21T18:42:00.002+01:00</published><updated>2010-05-21T18:43:01.629+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Citações espirituais</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Paz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A nossa alma pertence a Deus,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não ao violento estrupido da mente inquieta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A Serenidade é a Beleza do Verdadeiro;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;é na Beleza que encontramos a nossa Paz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Se buscas a felicidade, sê calmo e sábio;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em Deus repousamos. E a Paz é o Paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;b&gt;— Frithjof Schuon&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4242384770744411200?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4242384770744411200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/citacoes-espirituais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4242384770744411200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4242384770744411200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/citacoes-espirituais.html' title='Citações espirituais'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5539866861759120008</id><published>2010-05-20T10:37:00.006+01:00</published><updated>2010-05-20T11:00:14.351+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Espiritualidade'/><title type='text'>O botão da perplexidade no caminho da flor</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;por Pedro Sinde&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Senhor, aumenta em mim o deslumbramento por Ti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Hadîth&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;As palavras que se seguirão não têm outra pretensão que a de lembrar um aspecto do caminho que muitas vezes é esquecido, tratando-se, no entanto, de um aspecto de grande importância: o estado de perplexidade, quer apareça sob a forma de temor, quer apareça sob a forma de deslumbramento – temor que é a forma &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;negativa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; da perplexidade; deslumbramento que é a sua forma &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;positiva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. Este tema ocorreu-me ao ler uma passagem de um livro de &lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2008/09/martin-lings.html"&gt;Martin Lings&lt;/a&gt; (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;What is Sufism?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;), em que o autor refere quatro momentos do caminho por analogia com o crescimento de uma planta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;a)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;semente (doutrina)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;b)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;caule (compreensão)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;c)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;botão (perplexidade)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;d)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;flor (iluminação)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Vamos, então, procurar desenvolver um pouco este esquema apenas com o intuito modesto, já referido, de destacar a importância da terceira “etapa”: a perplexidade. Coloquei a palavra “etapa” entre aspas, porque não se trata de etapas cronológicas ou de uma sequência; trata-se de quatro momentos complexos que muitas vezes são concomitantes, outras se sucedem, outras se interpenetram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;doutrina&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; é como uma semente, na medida em que é uma potência, um saber potencial que a alma deve assimilar ou, antes, que a alma deve, estudando-a, despertar ou acordar em si, recordando-a (“recordar” é “acordar” de novo e estes dois actos ligam-se ao “coração” ou ao verdadeiro “saber de cor”, o “decorar”). A doutrina de que se trata aqui não é, pois, o saber erudito, mas antes o saber que a alma traz no fundo de si em estado de dormência, em estado de esquecimento. O estudo da doutrina vai levando ao despertar desse saber adormecido, que assim passa gradualmente da potência da semente ao acto do caule ou da nebulosa reminiscência à presentificação da “memória”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Seguindo esta bela e fecunda metáfora, logo somos levados a pensar na parábola do semeador. Há terreno e terreno, há almas e almas ou diferentes ‘substâncias’ psíquicas onde cai a semente da doutrina; e também há tempos e tempos, quer dizer, uma alma pode ter recebido a semente numa altura em que, por falta de água ou calor, ela não frutificou; mas tempos depois essa semente, já com outras condições, caída nessa mesma alma, pode frutificar, como as sementes no túmulo do Faraó séculos e séculos depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;caule&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; é, pois, a compreensão da doutrina, a passagem da potência ao acto ou a actualização, por vivência funda, fecunda e fecundante, por despertar da reminiscência no fundo de si, naquele ponto em que a alma é &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;tangencial&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; ao espírito; como se entre a alma e o espírito houvesse um véu ou uma nuvem entre a terra e o céu e a doutrina fosse um vento que afastasse essa nuvem, uma mão que afastasse esse véu. Com a aprendizagem da doutrina a alma é levada numa ascensão, que equivale também a uma parcial libertação da terra – deixando para trás a horizontalidade terrenal, a alma pela meditação na doutrina, pela descoberta dos símbolos, inicia o seu trajecto vertical, num processo verdadeiramente entusiasmante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;É, porém, quando a alma julgava ter compreendido (quer dizer, “abarcado” ou “agarrado”) a doutrina que lhe acontece defrontar-se com os aspectos doutrinais mais paradoxais; até ali, ela ascendia, alegre, levada pelo entusiasmo da compreensão doutrinal e eis que, de repente, hesita, duvida, não compreende, recua, fecha-se sobre si mesma. É que a doutrina implica no seu seio mais íntimo ou, o que é o mesmo, no seu ponto mais alto, a passagem da imanência à transcendência, da criatura ao Criador ou do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;saber&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; ao &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;sabor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;dhawq&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;) e, no entanto, o “pensamento só serve em relação às coisas criadas, [pois] quando o Gnóstico se direcciona no sentido do Criador, então o seu pensamento transforma-se &lt;/span&gt;&lt;personname productid="em deslumbramento. Assim" w:st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em deslumbramento. Assim&lt;/span&gt;&lt;/personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, o deslumbramento é o fruto do pensamento (…)”, é o que diz o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;shaykh&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; al-‘Alawī.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A alma terá de vencer aqui uma prova tremenda; o que lhe é pedido é que morra para si mesma e para o que julgava saber, que veja a doutrina como &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;upaya&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. É como se a alma se visse subitamente num lugar outro, como que no meio de um oceano ou como se o caminho em que seguia tivesse desembocado num abismo; o caule, quanto mais cresce, mais se afasta da terra, lá no cimo, a alma vê-se como que “no céu”, no entanto, se não tiver firmes raízes no húmus da razão e da religião, provavelmente tombará ao primeiro sopro do espírito, pois &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;o espírito sopra onde quer, ninguém sabe de onde ele vem nem para onde ele vai&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. E ali, no cimo, os ventos sopram e, muitas vezes, em sentido contrário um ao outro. A alma terá de fazer esta operação extrema: sair de si, colocar-se numa circunferência exterior, no lugar de onde os ventos sopram, em vez de se deixar estar no centro do seu “eu” que sofre com os ventos contrários ou que fica perplexo a pensar de que modo pode a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;mesma&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; doutrina conter em si isto &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; o seu contrário. Assim, como perante um &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;koan zen&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, a alma terá de saltar acima de si mesma, colocando-se, pois, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;fora&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; de si, na raiz da sua ipseidade, a que muitos chamam o “Si-mesmo” ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ele&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;; a raiz da sua ipseidade está no céu, por isso, a planta, aqui chegada, percebe que a sua raiz verdadeira é celeste; a alma deixa de ver &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;em espelho&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, como diz São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;É, pois, ali que nasce o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;botão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, depois da verticalidade ascensional, como uma aparente (mas apenas exteriormente) estagnação. Confrontada com o Real (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;al-Haqq&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;), assusta-se, percebe que, afinal, não sabe. Percebe que o seu “saber” não é nada face ao Criador. Da imanência pressente o abismo da transcendência e tem medo. Mas o medo é o princípio da sabedoria; ela foge da causa do medo, em primeiro lugar, e isso leva-a a fechar-se, como o botão da flor. Como botão, ali, suspensa no céu, a alma sabe que já não há retorno, tem vertigens. Esta vertigem acontece ou pode acontecer por dois motivos: um é a vertigem da razão perante os primeiros fulgores intuitivos do Intelecto (vai com maiúscula, para que não se confunda com o que vulgarmente se designa por &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;inteligência&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;); fulgores que, resplandecendo, como que a cegam. Outro motivo é o espanto perante a existência do mundo criado; a impressão tremenda da infinitude. A infinitude da verdade do Intelecto e a infinitude na existência da criação. São os “sinais de Deus”, como lhes chama o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Alcorão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;ayat’Allāh&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;sinais de Deus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;sinais na alma&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; e os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;sinais no horizonte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, como se diz numa surata. Os sinais dentro (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;batin&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;) e os sinais fora (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;zahir&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;). Um filósofo português, Sampaio Bruno, chamava às verdades do Intelecto, as verdades “acima da razão”, pois o Intelecto supera a razão. Ela segue sendo necessária para a exposição doutrinal, e, por assim dizer, não perderá a sua razão de ser, porque ela é um elemento protector da alma humana; é comparável a um muro que a protege, mas se a protege, também a cerca e, por isso, para quem subiu um pouco acima dela, tem de dar o salto para lá do muro ou apenas contemplar de dentro do muro o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;exterior&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; imenso. Assim, um dia, alguém olhando um pôr-do-sol, aquilo que viu, fora das categorias &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;habituais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, foi como uma misteriosa fogueira que vogasse no ar. Não era &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;o sol&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, era algo misterioso, tremendo, directo, fulgurante e desconhecido. Exige-se que a capa do &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;hábito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;hábitos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, caia e que se tome algo da &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;nudez essencial&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;primordial &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;a que se refere um outro filósofo português e a que se refere Frithjof Schuon, sobretudo nos magníficos textos sobre os índios norte-americanos. Quando cai o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;hábito&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; o impulso imediato da alma é esse fechar-se sobre si mesma; esse impulso aparentemente negativo mostrar-se-á, no entanto, providencial e levá-la-á a descobrir o mundo exterior no seu interior ou o mundo interior no seu exterior. É quando poderá ouvir a voz do seu mestre a dizer-lhe: “Distende o teu espírito e aprende a nadar” (‘Alī al-Jamal). Ou poderá ainda ouvir ao seu mestre estas palavras: “se estás num estado de perplexidade (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;hayrah&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;), toma atenção para não te agarrares a nada, para que não feches com a tua própria mão a porta da necessidade, pois esse estado assume para ti a importância do Nome supremo” (ad-Darqāwī). Não podem deixar de impressionar estas palavras que colocam para algumas almas a par da invocação do Santo Nome o estado de perplexidade! E, a este propósito, a importância da perplexidade perante os &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;sinais no horizonte&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; é tão grande que al-‘Alawī chega mesmo a dizer:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;“Como podes tu não ver os sinais de Deus? Se te desses conta da realidade que está à tua frente, perturbar-te-ias e perderias a cabeça. E deverias mesmo perturbar-te, pois este tipo de perturbação aproxima mais de Deus do que qualquer acto de piedade (…). A perturbação do coração, ligada ao temor que lhe provoca essa tomada de consciência, vale mais do que qualquer obra de piedade dos homens ou dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;djinns&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. Esta perturbação do coração, que leva a sair da prisão da indolência e a desejar uma vasta tomada de consciência da realidade, vale mais para Deus do que qualquer obra de piedade dos homens e dos &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;djinns&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;”. A indolência referida, são os hábitos. A alma aperceber-se-á agora como foi providencial ter aprendido a doutrina, como é providencial o estar dentro do corpo de uma religião, pois os hábitos velhos (a &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;indolência&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;) só podem ser combatidos substituindo-os por hábitos novos e salutares, que são aqueles que uma religião, providencialmente providencia: hábitos que se manifestam nos bons pensamentos, boas palavras, bons actos; ou no exercício da oração mental, da oração ritual, das virtudes e da beleza. Como sugere Frithjof Schuon, num compromisso integral: substituir o hábito dos pensamentos automáticos e aleatórios pelo hábito da oração, substituir o hábito do comportamento profano pelo comportamento digno e sacramental; substituir o hábito da fealdade do mundo moderno pelo hábito da beleza perene das civilizações tradicionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O encontro com o Mestre dá-se, para as almas maduras, nesta fase da perplexidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Depois de se ter fechado, a alma começa idealmente um processo de abertura para cima, quer dizer, depois da reacção ao medo e à vertigem por fuga (e não tendo para onde fugir, ela busca inicialmente refúgio em si mesma), acaba por se abrir confiante ao Criador; entrega-se-lhe, como que dizendo “eu não sei, mas Tu sabes” e suplica, abrindo-se aos raios da Sua Luz: “Ilumina-me, Senhor, pois só pela &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tua&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; Luz posso ver.” Abrindo-se, pois, para cima, ela é já à imagem do Criador, como diz um amigo meu (António Telmo): “As flores imitam o sol”. O homem é à imagem de Deus; a flor é à imagem do sol. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Fitra&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; ou o reencontro com a natureza primordial do homem, com a inocência virginal – a alma pode reencontrar a sua imagem, que é o modo como o Criador se teofaniza nela. Para isso, ela terá de ser o mais &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;moldável&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; possível, como a matéria-prima em estado puro ou o barro pronto nas mãos do oleiro celeste. É este um dos mais fundos sentidos da &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;submissão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; (&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;islām&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;), comparável à ideia de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;tao&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; no Oriente ou ao &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;fiat voluntas Tua&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;, no &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Pater&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;; porque a Sua vontade, na verdade, quer dizer, na eternidade, já está feita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A perplexidade assume, pois, um aspecto operativo, por assim dizer, de primeira instância; como diz Martin Lings, a perplexidade “é um modo de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;faqr&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;” (pobreza espiritual; como no sermão da montanha: “bem-ditos os pobres de espírito”) ou é “a necessidade imperativa de iluminação” ou ainda, poder-se-ia dizer, o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;bater à porta&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; ou o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;pedir&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;. Só bate ou pede aquele que necessita e um pobre é, como dizemos em português, um &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;necessitado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5539866861759120008?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/5539866861759120008/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/o-botao-da-perplexidade-no-caminho-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5539866861759120008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5539866861759120008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/o-botao-da-perplexidade-no-caminho-da.html' title='O botão da perplexidade no caminho da flor'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-655941267889759117</id><published>2010-05-11T22:42:00.007+01:00</published><updated>2010-05-13T10:10:46.064+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Anúncio do 3º ciclo de estudos: Natureza</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt; &lt;p align="justify"&gt;As publicações que vêm sendo apresentadas neste blogue são o resultado de estudos dedicado às Doutrinas Tradicionais e à Sophia Perennis. Estes estudos culminaram já na publicação de dois números temáticos da Revista Sabedoria Perene: um primeiro dedicado à "&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/06/revista-sabedoria-perene-numero-1.html"&gt;Tradição e &lt;em&gt;Sophia Perennis&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;" e um segundo dedicado à "&lt;a href="http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/03/revista-sabedoria-perene-numero-2.html"&gt;Arte tradicional&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O terceiro ciclo de estudo que agora anunciamos visa dar continuidade a este projecto de divulgação da corrente de pensamento tradicionalista ou perenialista, desta vez utilizando como mote uma temática tão apaixonante como a da Natureza. Assim, ao longo dos próximos meses, ainda que não de forma exclusiva, prevemos continuar a publicar traduções e, eventualmente, alguns textos originalmente escritos em língua portuguesa, os quais versarão sobre a relação do Homem com a Natureza, sobre essa Catedral imensa que é a Natureza Virgem, e ainda sobre a crise ambiental que assola os nossos tempos, e que já desde há largas décadas, antes mesmo da formalização dos conceitos do desenvolvimento sustentável ou das prova científicas de uma crise ecológica sem precedentes, vem sendo tão profunda e amplamente demonstrada por diversos autores tradicionalistas ou perenialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aproveitamos ainda este anúncio para dar as boas vindas a todos os muito estimados participantes neste 3º ciclo de estudos, os quais serão oportunamente apresentados aos leitores do Sabedoria Perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fiquemos para já, e em jeito de abertura oficial deste terceiro ciclo de estudos, com este muito apropriado Cântico do Sol, do insuperável S. Francisco de Assis:&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:7;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Teus são o louvor, a glória, a honra e toda a bênção.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só a ti, Altíssimo, são devidos; e homem algum é digno de te mencionar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Especialmente o Senhor Irmão Sol, que clareia o dia, e com sua luz nos alumia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ele é belo e radiante com grande esplendor: de ti, Altíssimo, é a imagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Lua e as Estrelas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que no céu formaste claras e preciosas e belas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão Vento,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pelo ar, ou nublado ou sereno, e todo o tempo pelo qual às tuas criaturas dás sustento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor pela irmã Água, que é mui útil e humilde e preciosa e casta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão Fogo pelo qual iluminas a noite.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E ele é belo e jucundo e vigoroso e forte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa mãe Terra, que nos sustenta e governa, e produz frutos diversos com coloridas flores e ervas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, pelos que perdoam por teu amor, e suportam enfermidades e tribulações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem-aventurados os que sustentam a paz, que por ti, Altíssimo, serão coroados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã Morte corporal, da qual homem algum pode escapar: Ai dos que morrerem em pecado mortal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Felizes os que ela achar conformes à tua santíssima vontade, porque a morte segunda não lhes fará mal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Louvai e bendizei a meu Senhor, e dai-lhe graças, e servi-o com grande humildade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-655941267889759117?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/655941267889759117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/anuncio-do-3-ciclo-de-estudos-natureza.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/655941267889759117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/655941267889759117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/05/anuncio-do-3-ciclo-de-estudos-natureza.html' title='Anúncio do 3º ciclo de estudos: Natureza'/><author><name>Nuno Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03604373241459070980</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/SwQ0piWI1xI/AAAAAAAAAFM/h3Npe42QL3k/S220/DSCN0163.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-7278575953853240672</id><published>2010-04-25T20:22:00.000+01:00</published><updated>2010-04-25T20:22:15.859+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Citações espirituais</title><content type='html'>&lt;em&gt;Todos os vícios se apegam ao Mal, para que se realize; só o orgulho se apega ao Bem, para que pereça.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Santo Agostinho&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A humildade é para as virtudes o que o fio é para os rosários; tire-se o fio e todas as contas se perdem; tire-se a humildade e todas as virtudes desaparecem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;strong&gt;Cura de Ars&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-7278575953853240672?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/7278575953853240672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/04/citacoes-espirituais_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7278575953853240672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/7278575953853240672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/04/citacoes-espirituais_25.html' title='Citações espirituais'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-3988804099832660023</id><published>2010-04-18T21:09:00.003+01:00</published><updated>2010-04-18T21:18:10.040+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sufismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Citações espirituais'/><title type='text'>Citações espirituais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se não conheces o caminho, procura as Suas pegadas.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Rumi&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-3988804099832660023?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/3988804099832660023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/04/citacoes-espirituais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3988804099832660023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/3988804099832660023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/04/citacoes-espirituais.html' title='Citações espirituais'/><author><name>Noémia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063202342577397965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_sle1epBbVBI/SZIDrrY-obI/AAAAAAAAAAk/nXmr09qMJ8Q/S220/26-OM.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-1703710374565169906</id><published>2010-04-18T15:06:00.003+01:00</published><updated>2010-04-18T16:23:46.326+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terminologia'/><title type='text'>A subjectividade humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe, no homem, uma subjectividade ou uma consciência que é feita para olhar para o exterior e para compreender o mundo, seja este terrestre ou celeste; e existe uma outra consciência no homem que é feita para olhar para o interior, em direcção ao Absoluto ou ao Si, seja esta visão relativamente separativa ou unitiva. Isto implica que existe no homem uma consciência que é descendente e que obedece à intenção criativa de Deus, e uma outra que é ascendente e que obedece à intenção divina de salvação ou libertação; as duas são incomensuráveis, apesar de existir entre elas uma região onde estas se cruzam e onde dão lugar a uma subjectividade una, e a um equilíbrio existencial entre as duas consciências divergentes; é por esta razão que o homem espiritualmente realizado pode ver Deus em todas as coisas, bem como os protótipos principiais das coisas em Deus. A consciência psíquica e mental compreende as aparências; a consciência intelectual ou cardíaca compreende a Essência; mas a consciência intermédia vê as duas dimensões ao mesmo tempo. Ao ver os fenómenos, ela vê neles Deus, e vê-os em Deus; ela compreende que cada coisa é a manifestação de uma possibilidade divina, em modo analógico ou em modo privativo, e, em simultâneo mas de um outro ponto de vista, ela vê as coisas como que mergulhadas num mesmo clima divino; no primeiro caso, os objectos deixam transparecer a Realidade divina ou os seus modos, enquanto que no segundo caso, a subjectividade participa de modo extintivo e unitivo na Consciência divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer das formas, a subjectividade humana é um prodígio tão espantoso que ela só seria suficiente para provar Deus e a imortalidade da alma: Deus, porque esta subjectividade extraordinariamente ampla e profunda apenas se explica através de um Absoluto que a prefigure substancialmente e que a projecte no acidental; e a imortalidade, porque a qualidade incomparável desta subjectividade não tem qualquer razão suficiente ou motivo proporcional à sua excelência no estreito e efémero ambiente de uma vida terrestre. Se fosse para viver como as formigas, os homens não precisariam das suas possibilidades intelectuais e morais, o que equivale a dizer que eles não teriam necessidade de ser homens; a existência do homem seria assim um luxo simultaneamente inexplicável e inútil. &lt;strong&gt;Não o compreender é a mais monstruosa e também a mais misteriosa de todas as cegueiras&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d; font-size: x-small;"&gt;extraído de &lt;strong&gt;Frithjof Schuon&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #0c343d;"&gt;&lt;em&gt;L'Ésotérisme comme Principe et comme Voie&lt;/em&gt; (Dervy-Livres, 1978)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-1703710374565169906?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/1703710374565169906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/04/subjectividade-humana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1703710374565169906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1703710374565169906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/04/subjectividade-humana.html' title='A subjectividade humana'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6530172368689343150</id><published>2010-03-28T22:08:00.003+01:00</published><updated>2010-03-28T22:09:10.265+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palavras Trovão'/><title type='text'>Palavras Trovão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de que o homem não se pode erguer acima de toda a subjectividade humana é a mais infundamentada e contraditória das hipóteses: quem define então o que é esta “subjectividade humana”? Se é a própria subjectividade humana que o faz, então não existe qualquer conhecimento objectivo e, assim, nenhuma definição é possível; se é outra coisa diferente desta subjectividade que o faz, então está obviamente errado dizer que o homem não se pode erguer acima dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Frithjof Schuon&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Spiritual Perspectives&amp;nbsp;&amp;amp; Human Facts&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6530172368689343150?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6530172368689343150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/palavras-trovao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6530172368689343150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6530172368689343150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/palavras-trovao.html' title='Palavras Trovão'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-5492588474433414234</id><published>2010-03-23T21:25:00.000Z</published><updated>2010-11-20T15:14:53.970Z</updated><title type='text'>Revista Sabedoria Perene - Número 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6-8CX-TVoI/AAAAAAAAA_4/w_Whyp5fTxU/s1600/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" nt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6-8CX-TVoI/AAAAAAAAA_4/w_Whyp5fTxU/s400/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editorial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Introduções&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Breve introdução à “doutrina tradicional da arte”&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Timothy Scott&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Em cada homem um artista&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Brian Kebble&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A ordem cultural: arte e literatura&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Agustín López Tobajas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Doutrina tradicional da arte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Uma figura de linguagem ou uma figura de pensamento?&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Ananda K. Coomaraswamy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Princípios e critérios da arte universal&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A universalidade da arte sagrada&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Titus Burckhardt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A iniciação e os ofícios&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;René Guénon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Exposição tradicional da arte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A porta Real&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Titus Burckhardt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;A dança de Shiva&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Ananda K. Coomaraswamy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Mensagem da arte indumentária pele-vermelha&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;O impacto total da arte: os fundamentos espirituais do teatro de Shakespeare&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Mateus Soares de Azevedo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;O vórtice de Tomar&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;Dalila L. Pereira da Costa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;In memoriam&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Titus Burckhardt e a escola perenialista&lt;/strong&gt; – &lt;em&gt;William Stoddart&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fragmentos de espiritualidade&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fontes dos textos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Breves notas sobre os autores&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;_____________________&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Obter&lt;strong&gt; &lt;a href="http://www.box.net/shared/3tkribyar8" target="_blank"&gt;Sabedoria Perene 2&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-5492588474433414234?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5492588474433414234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/5492588474433414234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2007/03/revista-sabedoria-perene-numero-2.html' title='Revista Sabedoria Perene - Número 2'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6-8CX-TVoI/AAAAAAAAA_4/w_Whyp5fTxU/s72-c/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-6910044316752549576</id><published>2010-03-23T00:24:00.001Z</published><updated>2010-03-23T00:26:00.536Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Revista Sabedoria Perene - Número 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com enorme satisfação que anunciamos a disponibilidade do segundo número da revista Sabedoria Perene. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O texto publicado de seguida é o editorial deste segundo número que pode ser obtido &lt;a href="http://www.box.net/shared/3tkribyar8"target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6gGVDQhEVI/AAAAAAAAA_w/aMwWmFyEFV4/s1600-h/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6gGVDQhEVI/AAAAAAAAA_w/aMwWmFyEFV4/s400/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg" vt="true" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;EDITORIAL&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a publicação do primeiro número desta revista dedicada ao estudo das doutrinas tradicionais e da Sophia Perennis e de nele termos exposto os significados dos termos “tradição” e “sabedoria perene”, na acepção que lhes é unanimemente conferida pelos muitos autores pertencentes à corrente de pensamento “tradicionalista” ou “perenialista”, e de termos constatado uma receptividade àquele primeiro número que ultrapassou as nossas melhores expectativas iniciais, é com enorme alegria e reforçado encorajamento que cumprimos neste segundo número o objectivo a que nos propusemos então – dar continuidade a este projecto de divulgação desta corrente de pensamento e, designadamente, disponibilizar desde já uma selecção de textos em língua portuguesa que versam sobre a temática da arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O leitor do primeiro número estará certamente ciente do sentido particular que aqui é dado à palavra “tradição”, o qual está em certa medida relacionado com a continuidade e a projecção em todos os aspectos da vida humana daquilo que é originalmente dado a conhecer ao homem dos vários contextos civilizacionais, em diferentes épocas e lugares, através das revelações religiosas ou sagradas. Inevitavelmente, a tradição entendida neste sentido particular deverá incluir os princípios espirituais e os valores subjacentes aos vários elementos que caracterizam uma determinada civilização. Entre estes elementos, a par com outros que esperamos abordar em números futuros, está o foco deste segundo número da Sabedoria Perene – a arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A arte, entendida neste contexto, pode ser abordada segundo aquele método científico que Platão utilizou, e que é em certa medida o mesmo da ciência medieval, e o mesmo que utilizam aqueles que nos dias de hoje valorizam e fazem eco do legado desta ciência antiga – ciência esta que não é mais do que a formulação da sabedoria perene em termos temporais, – reavivada por renomeadas personagens no campo das artes, tais como Ananda Kentish Coomaraswamy ou Titus Burckhardt, bem como por gigantes do pensamento tradicionalista ou perenialista dos nossos tempos, tais como os incontornáveis René Guénon e Frithjof Schuon. Importará esclarecer que a ciência aqui mencionada é aquela ciência “incriada” que se preocupa menos com a questão de conhecer muitas coisas do que com a perspectiva de ter uma visão “integral” da existência. “&lt;em&gt;O seu método&lt;/em&gt;”, como escreve Burckhardt, “&lt;em&gt;foi concebido para tudo menos para a investigação do mundo material e para o avanço da tecnologia. Ao contrário: (…) [esta ciência possui] os meios para abrir o olho espiritual à beleza das proporções matemáticas, e o ouvido espiritual à música das esferas&lt;/em&gt;.” A preocupação imediata desta ciência não é “&lt;em&gt;um interesse antiquado, ultrapassado por algo mais sábio, mais abrangente, mais efectivo na sua habilidade para explicar quais as necessidades espirituais e práticas do homem, e como elas podem ser alcançadas&lt;/em&gt;”, conforme refere Brian Keeble, mas sim “&lt;em&gt;um repositório vivo de sabedoria, que pode desafiar e demonstrar, de forma efectiva, o quanto inadequado é o que a substituiu&lt;/em&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando exibida à luz dos holofotes desta ciência, a arte mostra-se em todo o seu esplendor e desempenha um papel vital para a existência espiritual do homem. A este respeito, fiquemos com as sábias palavras de Frithjof Schuon: “&lt;em&gt;Poderíamos dizer que, depois da moral, a arte – no sentido mais amplo do termo – é uma dimensão natural e necessária da condição humana. Platão disse: ‘A beleza é o esplendor do verdadeiro.’ Digamos então que a arte, incluindo o artesanato, é uma projecção da verdade e da beleza no mundo das formas; ela é ‘ipso facto’ uma projecção de arquétipos. E é essencialmente uma exteriorização com vista a uma interiorização. Arte não significa dispersão, significa concentração, um caminho de volta a Deus. Toda a civilização tradicional criou um arcabouço de beleza; um meio circundante natural, ecologicamente necessário para a vida espiritual.&lt;/em&gt;” E, fazendo novamente uso das palavras de Burckhardt, as quais reiteram as de Schuon, “&lt;em&gt;A arte esclarece o mundo; ajuda o espírito a desprender-se da perturbante multiplicidade de coisas, para que possa ascender em direcção à Unidade Divina&lt;/em&gt;.” Ainda no que respeita ao fim espiritual das artes, aquilo que Platão diz é que estamos dotados pelos deuses com a visão e a audição, e que a harmonia, à semelhança do ritmo, “&lt;em&gt;foi dada pela Musas àquele que consegue fazer uso delas intelectualmente e não, tal como se supõe nos dias de hoje, como um auxílio ao prazer irracional&lt;/em&gt;.” Não deixa de ser relevante constatar que, já no seu tempo, Platão tenha pressentido que até o que eram originalmente imitações da realidade das coisas, não da aparência, se tornavam meras “&lt;em&gt;formas de arte, cada vez mais esvaziadas de significação no seu percurso descendente até nós&lt;/em&gt;.” Não admira pois que Platão prescrevesse para a sua Cidade de Deus artes que, como ele dizia, “&lt;em&gt;cuidarão dos corpos e das almas dos vossos cidadãos&lt;/em&gt;.” E se desta pequena resenha de citações, as quais poderão ser encontradas ao longo destas páginas, subsistir ainda a dúvida sobre se, segundo a perspectiva tradicionalista ou perenialista, existe espaço para aceitar aquele tipo de julgamento das obras de arte que se baseia no prazer que elas comportam, recorremos por fim às palavras de Sócrates, não totalmente desprovidas de humor: Não, “&lt;em&gt;nem que todos os bois e cavalos e animais do mundo, em nome da perseguição do prazer, proclamem que tal é o critério&lt;/em&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderá o leitor questionar-se sobre o porquê da necessidade de sistematizar e formular tão insistentemente este tipo de abordagem à arte. Ora, é verdade que isto nunca foi necessário durante todos os séculos em que a arte verdadeira era praticada pela maioria dos homens e mulheres. É contudo também verdade que, num tempo em que a concepção tradicional da arte já não é exercitada de forma generalizada, e num tempo em que parece predominar a confusão “artística” que a substituiu, este trabalho se tornou imperativo. Os artigos reunidos neste segundo número da Sabedoria Perene, não esgotando certamente tudo o que haveria a dizer ou escrever sobre a concepção tradicional da arte, constituem por si só um corpo de esclarecimento fundamental e contêm indicações e referências que poderão ser exploradas pelo leitor seriamente interessado nesta forma tão fulgurante de expressar a Verdade – a da arte verdadeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando ao conteúdo propriamente dito, o leitor encontrará desde logo três blocos de textos que visam, respectivamente, “introduzir”, “formular” e “expor” a arte tradicional. O primeiro destes três blocos inclui um trio de &lt;strong&gt;textos introdutórios&lt;/strong&gt;, onde nos animamos com o estimado contributo de Pedro Sinde e Lídia Bom. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este primeiro bloco prepara o encontro com o segundo bloco de textos, onde constam dois dos mais importantes e profundos ensaios contemporâneos de &lt;strong&gt;doutrina tradicional da arte&lt;/strong&gt;, um deles o famoso “Uma figura de linguagem ou uma figura de pensamento?” da autoria de Ananda Kentish Coomaraswamy, e o outro o contundente “Princípios e critérios da arte universal” de Frithjof Schuon, ensaios cujo conteúdo, conforme diria o próprio Coomaraswamy, “&lt;em&gt;pode ser ignorado mas (…) não pode ser refutado&lt;/em&gt;.” É também neste segundo bloco que se incluem dois apontamentos doutrinais sobre “A universalidade da arte sagrada”, de Titus Burckhardt, e sobre “A iniciação e os ofícios”, de René Guénon. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No terceiro bloco de textos, poder-se-á intuir a unidade transcendente de artes aparentemente tão díspares como, por exemplo, a da construção das catedrais e dos templos da religiosidade europeia, a da dança tradicional oriental, ou a da manufactura das roupas dos índios americanos. Na realidade, à luz daquela ciência “incriada” a que aludimos anteriormente, deslumbra-se o reflexo dourado, contínuo, inquebrável, que se mostra ora no fio de prumo com que o pedreiro trabalha a jamba da porta da catedral de Chartres, ora no fio sagrado que adorna a dança de Shiva, ora na linha com que os índios americanos cosem a sua roupa, ora no pano que descobre os palcos onde se desenrolam as peças de Shakespeare, ora ainda nas cordas das caravelas que se avistam na janela manuelina do Convento de Cristo em Tomar. Assim, é neste bloco de &lt;strong&gt;exposição tradicional da arte&lt;/strong&gt; que se encontra a majestosa expressão de doutrina cristã contida no muito aclamado “A Porta Real” de T. Burckhardt; o belíssimo “A dança de Shiva” de A. K. Coomaraswamy, assinalado pelo prezado contributo de Noémia Silva, e a “Mensagem da arte indumentária pele‐vermelha”, traduzida por Mateus Soares de Azevedo, veiculada num capítulo do livro Ter um Centro, de Frithjof Schuon, cuja muito esperada publicação pela editoria Sapientia se prevê para o segundo semestre deste ano. É também neste terceiro bloco de textos que, com outro importante contributo de Mateus Soares de Azevedo, repetimos o feito de publicar artigos originalmente escritos em português, nomeadamente “O impacto total da arte: os fundamentos espirituais do teatro de Shakespeare”. A rematar este terceiro bloco, “O vórtice de Tomar” reúne palavras escritas pelas portuguesíssimas mãos de Dalila Pereira da Costa, seleccionadas pelo nosso editor Miguel Conceição. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na rubrica “&lt;strong&gt;in memoriam&lt;/strong&gt;” deste segundo número da Sabedoria Perene, o artigo “Titus Burckhardt e a escola perenialista” encerra o ciclo de homenagem às duplas de originadores (René Guénon e Frithjof Schuon) e de imediatos prossecutores (Ananda Coomaraswamy e Titus Burckhardt) desta escola de pensamento que nos propomos dar a conhecer, de forma explícita, aos leitores da língua portuguesa. Este notável tributo a Titus Burckhardt – e à escola de pensamento que este autor ajudou a consolidar através das suas reflexões sobre a arte sagrada, sobre as fés e sobre as civilizações, – é da autoria do também muito notável William Stoddart, justamente considerado uma das figuras contemporâneas mais importantes no campo da filosofia perene. A tradução deste artigo é ainda um marco de colaboração transatlântica, que não podemos deixar passar sem um reconhecido agradecimento ao Alberto Vasconcelos Queiroz, responsável por grande parte do trabalho de tradução do texto incluído nesta rubrica. Esta rubrica prosseguirá, em números futuros, com o intuito de homenagear outros autores importantes desta escola de sabedoria, tais como Martin Lings, Marco Pallis, Whitall Perry e outros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último bloco deste número, recorremos novamente à rubrica “&lt;strong&gt;fragmentos de espiritualidade&lt;/strong&gt;” e oferecemos ao leitor mais algumas palavras de pura sabedoria espiritual das várias tradições da humanidade, desta vez centradas no tema a que se dedica este volume – a arte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de entregar ao leitor mais um número desta revista, e inspirados nas palavras de Ananda Kentish Coomaraswamy, que nos esclarece que “&lt;em&gt;todas as artes, sem excepção, são imitativas&lt;/em&gt;”, que “&lt;em&gt;a obra de arte apenas pode ser julgada como tal (e independentemente do seu ‘valor’) pelo grau em que o modelo tenha sido correctamente representado&lt;/em&gt;” e ainda que “&lt;em&gt;a beleza da obra é proporcional à sua precisão (integritas sive perfectio), ou verdade (veritas)&lt;/em&gt;”, importa recuperar as nossas palavras do primeiro número e reiterar que, com os textos aqui apresentados, pretendemos sobretudo “imitar”, o mais fielmente possível, o modelo da sabedoria intemporal – o modelo da Sabedoria Perene. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nuno M. Almeida &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alvor, 10 de Março de 2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-6910044316752549576?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/6910044316752549576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/revista-sabedoria-perene-numero-2.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6910044316752549576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/6910044316752549576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/revista-sabedoria-perene-numero-2.html' title='Revista Sabedoria Perene - Número 2'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6gGVDQhEVI/AAAAAAAAA_w/aMwWmFyEFV4/s72-c/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-1174348517985764673</id><published>2010-03-17T23:58:00.004Z</published><updated>2010-03-18T00:04:06.360Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Anúncio - Revista Sabedoria Perene 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estando cada vez mais próxima a publicação do segundo número da Revista Sabedoria Perene, é agora o momento de revelar o conteúdo completo deste número integralmente dedicado à arte. Espero que o mesmo faça crescer a expectativa dos nossos leitores que, no entanto, não terão de esperar muito mais para poderem ler todos os textos que assinalam o concluir de mais um ciclo do trabalho a que nos vimos a dedicar desde o ano de 2007, o qual nos tem presenteado com muitos e saborosos frutos. O nosso desejo é que esses frutos possam ser colhidos por todos aqueles que buscam a Verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6FrhI4E4OI/AAAAAAAAA_o/Cp6UmLXFu0I/s1600-h/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6FrhI4E4OI/AAAAAAAAA_o/Cp6UmLXFu0I/s400/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg" vt="true" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Editorial&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Introduções&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Breve introdução à “doutrina tradicional da arte” – &lt;em&gt;Timothy Scott&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Em cada homem um artista – &lt;em&gt;Brian Kebble&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A ordem cultural: arte e literatura – &lt;em&gt;Agustín López Tobajas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Doutrina tradicional da arte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Uma figura de linguagem ou uma figura de pensamento? – &lt;em&gt;Ananda K. Coomaraswamy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Princípios e critérios da arte universal – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A universalidade da arte sagrada – &lt;em&gt;Titus Burckhardt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A iniciação e os ofícios – &lt;em&gt;René Guénon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exposição tradicional da arte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A porta Real – &lt;em&gt;Titus Burckhardt&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;A dança de Shiva – &lt;em&gt;Ananda K. Coomaraswamy&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Mensagem da arte indumentária pele-vermelha – &lt;em&gt;Frithjof Schuon&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O impacto total da arte: os fundamentos espirituais do teatro de Shakespeare – &lt;em&gt;Mateus Soares de Azevedo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O vórtice de Tomar – &lt;em&gt;Dalila L. Pereira da Costa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;In memoriam&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Titus Burckhardt e a escola perenialista – &lt;em&gt;William Stoddart&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-1174348517985764673?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/1174348517985764673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/anuncio-revista-sabedoria-perene-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1174348517985764673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/1174348517985764673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/anuncio-revista-sabedoria-perene-2.html' title='Anúncio - Revista Sabedoria Perene 2'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S6FrhI4E4OI/AAAAAAAAA_o/Cp6UmLXFu0I/s72-c/Sabedoria+Perene+2_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8368546154781821078</id><published>2010-03-11T23:14:00.006Z</published><updated>2010-03-11T23:52:41.346Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hinduísmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte Sagrada'/><title type='text'>A Dança de Shiva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com os seguintes trechos, extraídos do belíssimo texto de Ananda Coomaraswamy, "&lt;em&gt;A Dança de Shiva&lt;/em&gt;", conclui-se a apresentação do segundo número da revista Sabedoria Perene. O texto completo será incluído nesta revista, que está na forja. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 30px; DISPLAY: block; HEIGHT: 28px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447522059294844498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_sle1epBbVBI/S5l8c2JfplI/AAAAAAAAABI/ig-Wv7J5rGg/s200/Simbolo+separador.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...) Esta é a Sua dança. O seu significado mais profundo é sentido quando nos apercebemos que tem o seu lugar no coração e em nós próprios. Deus está em toda a parte; toda a parte é o coração. Assim, encontramos também num outro verso:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;O pé que dança, o som do tilintar das campainhas,&lt;br /&gt;As canções que são cantadas e os passos variados,&lt;br /&gt;A forma assumida pelo nosso Gurupara Dançante –&lt;br /&gt;Descobre isto dentro de ti, e então as tuas amarras desaparecerão.&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para este fim, tudo excepto o pensamento de Deus deve ser banido do coração, para que somente Ele habite e dance no seu interior. Na Unmai Vilakkam, encontramos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Os sábios silenciosos, destruído o triplo laço, estão estabelecidos onde eles próprios são destruídos. Lá eles vêem o sagrado e estão preenchidos com beatitude. Esta é a dança do Senhor da assembleia, “cuja forma é a Graça.&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com esta referência aos ‘sábios silenciosos’, comparemos as bonitas palavras de Tirumûlar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Quando aí repousam, eles (os Yogis que atingem o mais alto cume da paz) perdem-se de si próprios e tornam-se inactivos… Onde os inactivos residem é o puro Espaço. Onde os inactivos se movimentam é a Luz. O que os inactivos sabem é o Vedânta. O que os inactivos encontram é o sono profundo em que estão imersos&lt;/em&gt;.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Shiva é um destruidor e adora os locais da cremação. Mas o que é que Ele destrói? Não apenas os céus e a terra no fechar de cada ciclo do mundo, mas os grilhões que amarram cada alma individual. Onde e o que é o campo da cremação? Não é o local onde os nossos corpos terrenos são cremados, mas os corações dos Seus amantes, depostos, desperdiçados e desolados. O local onde o ego é destruído significa o estado onde a ilusão e as acções são incineradas: isto é o crematório, o campo da cremação onde Sri Natarâja dança, e daí Ele é chamado Sudalaiyâdi, Dançarino dos campos crematórios. Nesta semelhança, reconhecemos a conexão histórica entre a dança graciosa de Shiva enquanto Natarâja, e a sua dança selvagem como demónio dos cemitérios.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta concepção é corrente igualmente entre Sâktas, especialmente em Bengal, onde o aspecto de Mãe de Shiva, em vez do aspecto de Pai, é adorado. A dançarina aqui é Kali, para cuja entrada o coração tem que ser purificado pelo fogo, esvaziado pela renúncia. Uma prece num Hino Bengal a Kali, diz o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Porque Tu adoras o Campo da cremação,&lt;br /&gt;Eu fiz um do meu coração,&lt;br /&gt;Para que Tu, a Negra, do campo da cremação a caçadora,&lt;br /&gt;Possas dançar a Tua dança eterna.&lt;br /&gt;Nada mais está no meu coração, ó Mãe;&lt;br /&gt;Dia e noite resplandece a pira funerária;&lt;br /&gt;As cinzas dos mortos, por todo o lado espalhadas,&lt;br /&gt;Eu preservei contra a Tua chegada,&lt;br /&gt;Com a Mahakala, conquistadora da morte, sob os teus pés&lt;br /&gt;Entrarás tu, dançando a Tua dança rítmica,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para que eu Vos possa ver com os olhos fechados.&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(...) Na noite de Brahmâ, a Natureza é inerte, e não pode dançar até que Shiva o deseje: Ele emerge do Seu êxtase e, dançando, envia através da matéria inerte ondas pulsantes de som despertador, e oh! A matéria também dança e surge como um círculo de glória à Sua volta. Dançando, Ele sustém os seus variados fenómenos. Na totalidade do tempo, ainda dançando, Ele destrói todas as formas e nomes pelo fogo, e dá um novo descanso. Isto é poesia; mas, no entanto, ciência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é estranho que a figura de Natarâja tenha dominado a adoração de tantas gerações passadas: familiar com todos os cepticismos, perito em revelar todas as crenças a partir das superstições primitivas, exploradores do infinitamente grande e do infinitamente pequeno, nós continuamos ainda adoradores de Natarâja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-8368546154781821078?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/8368546154781821078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/danca-de-shiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8368546154781821078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/8368546154781821078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/danca-de-shiva.html' title='A Dança de Shiva'/><author><name>Noémia Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12063202342577397965</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_sle1epBbVBI/SZIDrrY-obI/AAAAAAAAAAk/nXmr09qMJ8Q/S220/26-OM.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_sle1epBbVBI/S5l8c2JfplI/AAAAAAAAABI/ig-Wv7J5rGg/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-4469962311177439714</id><published>2010-03-09T22:31:00.000Z</published><updated>2010-03-09T22:31:16.309Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revista Sabedoria Perene'/><title type='text'>Princípios e critérios da arte universal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos mesmo na recta final de preparação do próximo número do Sabedoria Perene, o qual será&amp;nbsp;anunciado muito em breve. Contudo, ainda vamos apresentar alguns trechos de dois dos trabalhos que serão incluídos neste segundo número. Os primeiros, apresentados de seguida, são extraídos de um importante texto de Frithjof Schuon “&lt;em&gt;Princípios e critérios da arte tradicional&lt;/em&gt;”, publicado na sua obra &lt;em&gt;Castes et Races&lt;/em&gt;. Estas selecções ilustram&amp;nbsp;bem uma das faces que terá este número, a face da&amp;nbsp;dura e rigorosa crítica do modo como é hoje entendida a arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S5bKI_WRbwI/AAAAAAAAA_g/M4eiQN83TcI/s1600-h/Simbolo+separador.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S5bKI_WRbwI/AAAAAAAAA_g/M4eiQN83TcI/s320/Simbolo+separador.jpg" vt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(..) Contam que Til Ulespiege, contratado como pintor na corte de um príncipe, apresentou à concorrência uma tela em branco manifestando: “Quem não é filho de pais decentes nada verá nesta tela.” Pois bem, nenhum dos senhores reunidos quis reconhecer que não via nada: cada um pretendendo admirar a tela branca. Tempos houveram em que esta história poderia passar por brincadeira; ninguém se atreveria a prever que um dia entraria nos costumes do “mundo civilizado”. Nos nossos dias, qualquer um pode mostrar-nos qualquer coisa em nome da “arte pela arte”, e se protestamos em nome da verdade e da inteligência, é nos respondido que não entendemos nada, como se tivéssemos uma misteriosa lacuna que nos impedia de compreender, não a arte chinesa ou azeteca, mas sim o mamarracho sem valor de um europeu que vive ao nosso lado. Segundo um abuso de linguagem amplamente agravado nos nossos dias, “compreender” significa “aceitar”; recusar é não compreender; como se não fosse possível recusar algo precisamente por a compreender ou, pelo contrário, que se aceite algo porque não se a compreende.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E isto permite-nos manifestar um duplo erro fundamental sem o qual as pretensões dos supostos artistas seriam inconcebíveis, a saber: que uma originalidade contrária às normas colectivas hereditárias seja psicologicamente possível fora dos casos de alienação mental, e que um homem possa produzir uma verdadeira obra de arte que não seja compreendida em nenhum grau, por numerosos homens inteligentes e cultos que pertencem à mesma civilização, à mesma raça e à mesma época que o suposto artista. Na realidade, as premissas de tal originalidade ou singularidade não existem na alma humana normal, nem, com maior razão, na inteligência pura; as singularidades modernas, longe de derivar de algum “mistério” de criação artística, não são mais que erro filosófico e deformação mental. Cada um crê-se obrigado a ser um grande homem; a novidade é tomada por originalidade, a introspecção mórbida por profundidade, o cinismo por sinceridade, a pretensão por génio, de tal modo que se acaba por tomar a pintura por um esquema de anatomia ou uma pele de zebra; faz-se da “sinceridade” um critério absoluto, como se uma obra não pudesse ser psicologicamente “sincera” mas espiritualmente falsa ou artisticamente nula. O grande erro desses artistas é ignorarem deliberadamente o valor objectivo e qualitativo das formas e das cores e crerem-se a coberto de um subjectivismo que estimam interessante e impenetrável, quando não é mais do que trivial e ridículo; o seu próprio erro os obriga a recorrer, no mundo das formas, às possibilidades mais inferiores, como Satanás, que querendo ser tão “original” como Deus, não tinha outra opção senão o horror. De um modo geral, o cinismo parece desempenhar um papel importante em certo moralismo ateu: a virtude não é dominar-se e calar-se, mas sim deixar-se levar e divulgá-lo aos quatro ventos; qualquer pecado é bom desde que se o proclame com brutalidade; a luta silenciosa é “hipocrisia”, visto que se oculta algo. Na mesma ordem de ideias, crê-se como “sincero” e “realista” o descobrir cinicamente o que a natureza dissimula, como se esta actuasse sem razão suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(...) É significativo, nesta ordem de ideias, que se exalte com facilidade um suposto artista “porque expressa o seu tempo”, como se uma época em si mesma – algo, pois, que pode ser qualquer coisa – tivesse direitos sobre a verdade; se o que “expressa” um surrealismo correspondesse realmente ao nosso tempo, tal expressão não provaria senão uma coisa: que este tempo não vale a pena que se expresse; mas a nossa época, felizmente, contém todavia algo mais do que o surrealismo. Seja como for, pretender que uma obra é boa porque “expressa o nosso tempo”, equivale a afirmar que um fenómeno é bom pela simples razão de expressar algo: assim, um crime é bom porque expressa uma inclinação criminosa, um erro é bom porque expressa uma carência de conhecimento, e assim com tudo. O que os defensores das tendências surrealistas se esquecem ou ignoram antes de tudo, é que as formas, sejam pictóricas, esculturais, arquitectónicas ou outras, dependem de uma hierarquia cósmica de valores e traduzem, quer sejam verdades, quer sejam erros, de modo a que não haja aqui nenhum lugar para a aventura; a eficácia psicológica das formas, tão benfeitora enquanto estas são verdadeiras, torna-as, pelo contrário, terríveis, quando são falsas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o objectivo de dar a ilusão de objectividade ao deslizamento subjectivo, são projectadas qualidades imaginárias – e propriamente “histéricas” – nas futilidades mais insignificantes: discute-se sobre matizes de “contraste” e “equilíbrio” – como se estes não existissem em qualquer parte, – e fazendo-o, eventualmente, espezinhando tapetes anónimos que são obras-primas de arte abstracta. Quando qualquer coisa pode ser arte, qualquer um é artista, e as palavras “arte” e “artista” já não têm qualquer sentido; é verdade que existe uma perversão da sensibilidade e da inteligência que, nas extravagâncias mais gratuitas, descobre novas dimensões, e inclusivamente “dramas”, mas o homem de espírito são não tem, na verdade, de se preocupar com isso. O erro dos surrealistas é crer que a profundidade está na direcção do individual, que este, e não o universal, é o que é misterioso, e que este mistério é acrescentado à medida que se afundam no obscuro e no mórbido; este é um mistério invertido e, por isso, satânico; ao mesmo tempo, é uma falsificação da “originalidade” – ou unicidade – de Deus. Mas o erro também está noutro lado, oposto em aparência: a arte converte-se numa “técnica” sem inspiração, a obra já não é mais do que uma “construção”; já não se tratam de resíduos do subconsciente, mas unicamente de razão e cálculo, os quais, pelo demais, não exclui de modo algum as interferências do irracional, do mesmo modo que o surrealismo intuitivo está muito longe de excluir os procedimentos artificiais. As afectações “sinceristas” de simplicidade não saem deste quadro, pois a compressão brutal e o idiotismo nada têm que ver com a simplicidade das coisas primordiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo quanto acabámos de dizer aplica-se também, de uma maneira ou de outra, à poesia e à música: também aqui, alguns atribuem-se o direito de se denominarem “realistas” ou “sinceros” o que, segundo parece, “expressa o nosso tempo”, enquanto que a “realidade” a que se referem não é mais do que um mundo factício do qual já não se pode escapar: erigindo-se em virtude esta incapacidade, qualifica-se, com desdém, de “romantismo” ou “nostalgia” a necessidade inata de harmonia, que é própria ao homem natural. A música ultramoderna – por exemplo, a “electrónica” – está fundada no menosprezo de tudo quanto entra na própria definição de música, o mesmo se verificando no caso, mutatis mutandis, da arte poética; já não é mais do que um sistema – miseravelmente fabricado – de ruídos que violam o princípio da razão suficiente. Não há nenhuma justificação possível para essa mania pueril de “fazer tábua rasa” com séculos ou milénios, “regressar à estaca zero”, inventar novos princípios, novas bases, novas estruturas, pois tal invenção não só é insensata, como é também incompatível com a sinceridade criadora; dito de outro modo, há coisas que se excluem: não se pode fazer brotar do coração uma poesia enquanto se inventa completamente a língua em que esta se expressa. O ponto de partida é aqui, como nas artes visuais, a crença numa originalidade quase absoluta, isto é, em algo que não responde a nenhuma possibilidade positiva, não podendo modificar-se até aos fundamentos o sentido musical de uma colectividade social ou tradicional;31 pretende-se “libertar” a música de determinados “preconceitos”, “convenções” ou “opressões”, mas na realidade ela liberta-se da sua própria natureza, como se “libertou” a pintura da pintura; o surrealismo “libertou” a arte da arte, como se “liberta” a vida de um corpo, matando-o.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/246859913188192564-4469962311177439714?l=sabedoriaperene.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/feeds/4469962311177439714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/principios-e-criterios-da-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4469962311177439714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/246859913188192564/posts/default/4469962311177439714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sabedoriaperene.blogspot.com/2010/03/principios-e-criterios-da-arte.html' title='Princípios e critérios da arte universal'/><author><name>Miguel Conceição</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00393605825519303060</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/SR1NSY0_M5I/AAAAAAAAAvA/wbeX_cnl1X8/S220/Simbolo+SP_2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xQrC61E5Gyo/S5bKI_WRbwI/AAAAAAAAA_g/M4eiQN83TcI/s72-c/Simbolo+separador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-246859913188192564.post-8978440640449441264</id><published>2010-03-01T00:47:00.007Z</published><updated>2010-03-02T20:17:45.825Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte Sagrada'/><title type='text'>A Porta Real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O texto abaixo apresentado é uma reprodução parcial da versão integral e ilustrada que constará no próximo número da Revista Sabedoria Perene, o qual se prevê para muito breve. A tradução apresentada baseia-se na tradução inglesa de William Stoddart deste "The Royal Door" de Titus Burckardt.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/S4sWa2nWorI/AAAAAAAAAGU/0vDi4sHwMIM/s1600-h/753490682_0655edfeb8.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443469225200362162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yyVC99dM0ys/S4sWa2nWorI/AAAAAAAAAGU/0vDi4sHwMIM/s320/753490682_0655edfeb8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi construída, entre os anos 1140 e 1150, a passagem tripartida na frente ocidental da catedral de Chartres. Esta sempre foi chamada de Porta Real, porque as figuras erectas nas jambas em parte representam reis e rainhas do Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O estilo desta porta é ainda romanesco no seu equilíbrio repousado e, contudo, é já gótico na medida em que o repouso das suas partes já não descarrega para a terra, mas para cima, como se essas partes subissem ao alto à semelhança de chamas imóveis a arder. As formas ainda são austeras e encerradas em si próprias; entregam-se tão pouco à luz incerta que muda constantemente do amanhecer ao anoitecer, como aos movimentos incertos da alma humana. Áreas claras e escuras são criadas por superfícies lisas e ásperas (elas próprias caneladas, entalhadas ou quebradas por ornamentos), com um efeito algo semelhante a cores, e na realidade, a dada altura, estiveram de facto revestidas com ouro e com outras cores. O revestimento original já desapareceu, mas um ainda subsistente esmalte – uma leve e melódica suavidade a encerrar a crueza da pedra – cobre as superfícies e as articulações.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Do ponto de vista do seu significado mais profundo, as imagens da triplicada Porta Real representam a mais completa expressão de doutrina que alguma vez foi incorporada nas paredes e nos apoios de uma passagem. Cristo aparece três vezes, cada vez no meio de um tímpano: por cima da entrada do lado direito, vemo-lo recentemente descido à terra, sentado no regaço de Sua Mãe entronizada; por cima da entrada do lado esquerdo, Ele ascende ao Céu, rodeado por anjos; e no tímpano central, Ele revela-se a Si mesmo na Sua eterna majestade. A Natividade parece indicar a natureza humana de Cristo, e a Ascensão a Sua natureza Divina; mas a referência imediata é simplesmente à Sua vinda e ida, ao facto de que Ele é o alfa e o ómega da existência terrena, dois extremos entre os quais permanece Sua eterna majestade, tal como o momento presente entre ontem e amanhã. Estes são os três diferentes significados da Porta – a Porta que é Cristo Ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte inferior da passagem integral representa a terra, e a parte superior o Céu. Assim é porquanto as figuras nas jambas da porta, ainda que os seus nomes sejam desconhecidos, são certamente representantes do Antigo Testamento, e os antepassados terrestres da Encarnação Divina. À semelhança da Encarnação, eles suportam o Céu dos tímpanos. Entre estes domínios inferior e superior, e interrompido apenas pelas próprias portas de entrada, percorre a delicada fiada de capitéis, nos quais todos os principais incidentes na vida de Cristo são sucessivamente retratados: é como a linha de demarcação entre dois mundos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que as figuras nas jambas pareçam tão altas e delgadas significa que elas próprios são os “pilares da igreja”, às quais S. Paulo se refere nas Escrituras. Durand de Mende escreve: “Os pilares da Igreja são os bispos e os doutos eclesiásticos que mantêm a Igreja erecta (…)”. Estritamente falando, as jambas e as figuras com elas associadas representam uma espécie de ante-câmara, precisamente como faz o Antigo Testamento em relação ao Novo. Numa porta de passagem semelhante, em Le Mans, esta divisão entre ante-câmara e corpo principal da igreja é clara: os pilares da parede frontal estão todos decorados com personalidades do Antigo Testamento, enquanto as jambas propriamente ditas estão decoradas com estátuas dos Apóstolos. Apenas os últimos pertencem ao “corpo” da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O homem medieval mantinha sempre a ordem mais profunda das coisas em mente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tímpano da porta central é mais largo e mais alto do que os do lado direito e do lado esquerdo e tem apenas duas zonas, enquanto os das portas laterais têm três. No tímpano do lado direito, as imagens sucessivas da mãe humana, da apresentação sacrificial no templo, e da Rainha Celeste, estão posicionadas cada qual em cima da outra; no tímpano do lado esquerdo, onde Cristo ascende, uma hoste de anjos, à semelhança de múltiplos relâmpagos saídos de uma nuvem tempestuosa, descendem sobre os discípulos reunidos abaixo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No tímpano da porta principal, a imagem da eterna majestade de Cristo, a qual foi retratada em tantas portas de igrejas Romanescas, encontra a sua mais harmoniosa representação. É possível inscrever todas as figuras geométricas neste tímpano; será sempre em consonância com a ordenação das cinco figuras e com a onda de movimentos que saem para fora da figura central e que regressam a ela. Entre a curva das arquivoltas e a auréola em forma de amêndoa que envolve Cristo – estas formas que separam e reúnem – um fôlego ou respiração avança e recua, dando à imagem integral a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo está rodeado pelas quatro criaturas descritas por Ezequiel e João: o leão, o touro, a águia e o homem alado. Estes são interpretados como os protótipos eternos dos quatro evangelistas e a sua fantástica forma animal serve para elevar a representação antropomórfica da Divindade no seu meio a um nível supra-humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arquivolta mais interna das três, anjos rodeiam a majestade de Cristo, e os vinte e quatro anciãos do Apocalipse, que aparecem nas duas arquivoltas exteriores, erguem os olhos para Ele. No lintel, os doze apóstolos apresentam-se em grupos de três, e à sua direita e esquerda estão duas testemunhas proféticas, talvez Elias e Henoc, que estão para regressar no fim do tempo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque é que o nascimento de Cristo está retratado sobre a entrada do lado direito, que fica a sul do eixo principal da igreja, e a ascensão de Cristo sobre a entrada do lado esquerdo, a norte do eixo principal, dado que o norte e o sul, segundo a interpretação litúrgica, correspondem respectivamente ao Antigo e ao Novo Testamento? Presumivelmente a posição física das portas encerra uma alusão ao antigo símbolo cósmico da januae coeli, as duas portas dos céus, conhecidas para o período Romano tardio. O Céu tem duas portas, nomeadamente os dois solstícios; através da “porta do Inverno”, o “novo sol” entra no mundo, e através da “porta do Verão”, a plenitude da luz deixa o mundo. Segundo uma visão antiga das coisas, mencionada por Platão, os deuses entram neste mundo pela primeira porta, e saem dele pela segunda. A localização do solstício de Inverno, que ocorre durante a época de Natal, fica nos céus do sul, e a localização do solstício de Verão nos do norte; pareceria que a ordem representativa na porta ocidental da Catedral de Chartres é uma referência directa a isto: através da porta a sul a Luz Divina descende ao mundo; pela do norte regressa ao invisível. Entre os dois portões do Céu permanece o eixo imutável do mundo; a isto corresponde a porta central. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Na ciência medieval, é menos uma questão de conhecer muitas coisas, do que de ter uma visão “integral” da existência. O seu método foi concebido para tudo menos para a investigação do mundo material e para o avanço da tecnologia. Ao contrário: possuía os meios para abrir o olho espiritual à beleza das proporções matemáticas, e o ouvido espiritual à música das esferas. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando hoje dizemos “forma”, referimo-nos apenas aos aspectos visíveis e mensuráveis das coisas, especialmente aos seus contornos espaciais. Para os mestres medievais, por outro lado – para os académicos e, num certo sentido, também para os artistas – “forma” era o somatório das propriedades ou qualidades essenciais de uma coisa; era o que constituía a unidade interior do objecto manifestado. “As formas das coisas,” escreve Thierry de Chartres, “estão, fora e para além da matéria, contidas no Espírito Divino. Aí, na sua plenitude simples e imutável, existe a verdadeira forma. Mas aquelas que, de uma certa e não totalmente explicável maneira, estão impregnadas na matéria, são por assim dizer efémeras e não são formas no verdadeiro sentido. Elas são apenas algo semelhante a reflexos ou representações de verdadeiras formas.” &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte, a verdadeira forma não é nem limitável ne
